-Mas seu pai disse que não irá acontecer nada.
-Olha eu amo muito meu pai, mas eu não estou confiando muito nele no momento.
-Por...?
-Por ele não ter me contado metade da história. Eu ainda acho que ele está protegendo a nós, mas alguma coisa me diz que eu preciso descobrir o que está acontecendo de verdade... -Suspirei. -Tipo, quando eu perguntei mais cedo ao meu pai quando isso tudo irá acabar ele disse apenas "Queria que pudesse falar"
-Entendo, sabe que eu estou do seu lado pra qualquer coisa, certo?
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Eu sei o que vocês estão pensando, de novo! "Que burra!" mas lembra o que eu disse no começo da história? Então, eu não estava nada mais nada menos do que sendo manipulada.
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-É hoje. -A garota morena de pele corada sentou ao meu lado em uma das mesas do refeitório com sua bandeja vermelha com a velha comida da cantina.
-Hoje...por onde você andou no primeiro tempo?
-Han... Eu? Eu estava no banheiro.
-Por cinquenta minutos?
-Estava com alguns problemas.- Estava nervosa com alguma coisa, mas nada que eu tenha que me preocupar, ela estava aqui, não estava?!
-PS!
-Falou alguma coisa? -Perguntei.
-Não.
-PS!- Olhei em volta e nada. -Anne! -Meu nome surgiu em um sussurro.
-Eu vou ao banheiro.
-Tudo bem.-Estava entretida com sua comida, como sempre.
Andei a procura de alguém, de algum sinal, de alguma coisa que fosse possível de reproduzi som.
-PS!
-Quem é?
O barulho, que era um pouco irritante, fez com que eu andasse à um corredor um pouco longe demais do refeitório, mas eu não ligava.
-Pelo amor, quem é? -Parei no meio do corredor que por sinal estava vazio. Havia eu e os armários e a pessoas/coisas que guiaram-me até aqui.
-Não se entregue!
-Pode pelo menos aparecer?
-Eu não posso, não tenho poderes o suficiente para isso,mas escute... não e em hipótese alguma se entregue a Anastásia.
-Por quê? Para que ela possa matar minha família?
-Ela não pode, estão vindo... tenho que ir! Faça o que eu disse! Não ...
-...se entregue, já sei já sei.
Ok... isso foi...hum...interessante.
-O QUE? POR QUE?...quer dizer, o que te fez mudar de ideia? -Letícia parecia furiosa o que era estranho.
-Eu estava pensando, se Anastásia tirar a sua e a vida de todas as pessoas que eu amo, eu não faria NADA para ela, então ela não pode fazer...
-Quer dizer que você vai arriscar não só a minha vida, mas a de todas as pessoas que te amam? Tudo bem, vai nessa. -Falou indignada.
-Não foi você que disse que iria me apoiar em qualquer coisa?
-Eu disse? Aé... eu disse, mas pensei que você iria dar um jeito nisso sabe...
-Eu não estou te entendendo... o que aconteceu com você hoje?
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Unusual Life (não finalizada)
Fiksi PenggemarUma garota não tão normal de São Francisco, Califórnia, descobre que a família de seu pai carrega com eles uma maldição que deixará sua vida de ponta cabeça. NÃO TERMINADA