Part 7

117 12 0
                                    

Era de madeira escura e opaca, seus detalhes eram incríveis, no centro havia espirais deixando um espaço no meio como se a estivesse esperando receber seu símbolo, ela era mais larga do que todas as outras e talvez mais comprida. Quem fizera deve ter gasto muito tempo esculpindo todos esses desenhos.

-Por favor. -Anastásia disse empurrando-me levemente para que eu a abrisse.

Respirei várias vezes encarando o pedaço de madeira em minha frente a ideia de que estava fazendo o contrário do que todos vinham me dito para fazer veio a minha cabeça junto com as consequências. Meu pai iria me matar! Mas era isso, não havia mais como voltar.

-Apresse-se, menina, não temos o dia inteiro!









-------------------------





Tá tá, eu sei que a história está demorando um pouco.

"Cadê a parte da ação?" "Quero o romance!"

Posso dizer que agora sim começa tudo.

Ok vou deixar vocês lerem...



-------------------------







Ao atravessar a passagem para Arthemisia acabei dando de cara com um corredor com paredes feitas de várias pedras empilhadas e o chão feito de madeira escura, mas não tanto quanto a da porta. O teto adquiria um formato de arco gótico, como o das antigas catedrais espanholas. Havia um tapete vermelho sangue bem centralizado no chão.

-Está perdendo suas habilidades, Anastásia? -Um homem de idade disse vindo em nossa direção. -Nunca demorou tanto para nos trazer um escolhido. -Seus olhos azuis acinzentados se dirigiram a mim.- Ou escolhidas.

-Sai dessa, Aaron, temos que deixá-la em segurança até o dia do tão esperado ritual.

-Legal, agora estou cercada por macumbeiros.

-Não te dei permissão para falar! -A ruiva empurrou-me com força para que eu começasse a andar.

-Abri o portal minutos atrás, temos que nos apressar.

Aaron era um homem velho com unhas pontudas e tão sujas quanto as roupas que estava usando, seus cabelos eram brancos com alguns fios acinzentados. Não chegava nem perto de ser alto e o fato de ser corcunda só piorava sua situação, seus sapatos eram de pano com uma espécie de barbante marrom amarrado em seu tornozelo para deixar o tecido firme em seus pés. Pelo cheiro de esgoto saindo de sua boca, não vou nem comentar sobre seus dentes.

-Por ali. -Ele nos guiava pelo labirinto de corredores.

Quem fosse àquele lugar sem alguém que o conhecia, obviamente se perderia. Todos os corredores pareciam uma cópia exata dos outros, a não ser pelos quadros pendurados entre as portas.

-Você primeiro, queridinha.

-Tem medo de me perder? -Disse sarcástica.

Como resposta, levei um empurrão mais forte do que todos os outros que me dera fazendo com que eu nem precisasse andar para atravessar o portal.















Estavam me levando para uma espécie de cadeia, mas as pessoas insistem em chamar esse lugar de masmorras. Tem como ficar mais brega?

Ali era simplesmente um corredor com celas uma de frente para a outra. Havia várias outras pessoas em uma variedade de celas e em uma delas, um garoto de cabelos cabelos castanhos e olhos escuros estava sentado de uma forma relaxada no chão, com o braço em cima de uma de suas pernas e o outro apoiava-se em cima da cama, que ele se encostava.

Unusual Life (não finalizada)Onde histórias criam vida. Descubra agora