Capítulo 06

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- Onde está esse babaca? - Encostei no braço de Ryan tentando deixar ele mais calmo

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- Onde está esse babaca? - Encostei no braço de Ryan tentando deixar ele mais calmo.

Até eu me assustei com ele ficando tão puto da vida pela situação. Talvez tenha tido alguma experiência parecida e entenda como isso é uma merda, até por que meu queridíssimo australiano é bi, digamos que já soube de alguns caras nada legais em que já tentaram algo com ele.

- Não vamos estragar a noite por conta disso. - Desdenhei como o assunto não fosse importante, e realmente não iria chorar minha pitangas agora. - Vamos aproveitar.

Não tardou ao clima melhorar aos poucos retornando conversa animadas, inclusive a morena que estava com o Ryan, que nem sabiamos o nome mas estava se enturmando por conta do loiro.

Infelizmente não tive tempo suficiente de passar do agradecimento e cumprimento com o homem maravilhoso que tinha vindo ao meu socorro.

Filip Hernández.

Seu sorriso ainda está bem gravado, um típico repuxar de lábios encantador que deve fazer estrago por onde passa.

Sophie, que presumi ter assistido algum pedaço do acontecimento enquanto dançava com um homem - claramente mais novo - veio ao meu encontro totalmente transtornada querendo saber o que aconteceu, desse modo não consegui falar nada antes de ser puxada na direção aos outros. Certamente não estou no clima de procurar alguém hoje, quero apenas continuar a dançar, beber um pouco e me divertir entre amigos, porém é inevitável não pensar que posso nunca mais ver aquela maravilha de homem. Com a afirmação na mente involuntariamente avistei o bar onde estávamos antes encontrando apenas estranhos no lugar.

- Esta procurando o gostosão? - Sophie perguntou.

- Obviamente. - Assumi sem vergonha.

Percebi sua olhada na direção da pista e depois nas poltronas ao nosso redor, na verdade ela vagava por todo o espaço como se estivesse na maior descoberta do mundo.

- Ele está de pé conversando do outro lado da pista te encarando.

Meu corpo eferveceu no mesmo instante numa súbita vontade de desviar a atenção para o espanhol. Entretanto sorri num ânimo fingido para Sophie que entendeu o recado disfarçando bem ao me acompanhar.

- Além de claramente lindo ainda te ajudou com o babaca. - Se abanou dramaticamente num teatro fingido.

- Assumo que ele perto tive mais coragem de falar algumas verdades para o cara.

- Está certa, no seu lugar se estivesse sozinha voltaria pra perto de vocês para não correr riscos.

- Exatamente. - Instinto de sobrevivência sempre fala mais alto. - Onde foi o baby boy que estava dançando com você?

Entre nós duas misturamos as línguas instintivamente, numa conversa que dançava entre o português, inglês e espanhol.

- Desde quando fica com meninos Sophie? - Impliquei tendo certeza que aquele garoto não deveria ter nem seus dezenove anos ainda e nem quero saber como ele entrou aqui.

- Um menino que beija bem. - Deu de ombros. - Mas afobado demais. - Revirou os olhos vontando a atenção para bebida em suas mãos.

Apoiei as costas no encosto almofadado cruzando as pernas desanimada com a conversava que passava. Resgatando o celular da bolsa notei mensagens de minha mãe e Charlie num grupo formado por nós três para mantê-las atualizadas comentando que eu aproveitaria a noite e as responderia apenas pela manhã, claramente numa implicância.

Assim que notou meu riso chamei a atenção da morena que também sorriu tomando o aparelho de minhas mãos apontando a câmera em minha direção. Notando o flash mostrei a língua numa careta de moleca a deixando tirar uma foto estranha minha para as duas antes de mandar uma mensagem detalhando onde estava, com quem e provavelmente o horário que voltaria, segurança nunca é demais, depois gravei um áudio aos gritos para elas.

- Relaxem que hoje ela está poderosa. Colocou um idiota pra correr e no caminho conheceu um cara enorme. - Disse o adjetivo pausadamente.

- Já deu. - Tirei o celular de suas mãos a vendo gargalhar.

Por qual motivo eu sempre atraio pessoas assim? Mandei uma mensagem breve avisando que falaria com elas no dia seguinte antes de me voltar a morena.

- Você é maluca. - Ela estava numa gargalhada infinita que foi impossivel não soltar outro riso.

Tenho a leve impressão que o dj estava de olho em nós depois de perceber que tinham pessoas que gostaram das músicas que ele colocou hoje. Até por que fui puxada a pista novamente por que se eu estava com saudades de uma balada brasileira minha companhia com toda certeza estava com muito mais.

- Isso. - Comemorou como uma criança me dando um olhar oitenta e nove enquanto começava a cantar me levando junto.

Admito que a situação deve estar sendo um prato cheio para algumas pessoas por que estávamos dançando sensualmente uma na outra como um casal entrelaçados durante o som Indecente. Porém quando ele imendou no toque de Vai malandra eu me perdi completamente.

Movimentei automáticamenre com o toque empolgante, tinha somente nossas bundas e quadris remexendo de acordo com o som, como uma maldita vida própria. Foi muito tempo para aprender remexer assim, hoje em dia preciso fazer jus, gosto e me divirto dançando, claro que fosse sozinha jamais estaria fazendo isso num ambiente aberto assim, mas como estou acompanhada não estou totalmente desamparada caso algo ocorra.

- Já tá louca, bebendo, tão solta, envolvendo, eu tô vendo. Não para, não... Vai, malandra, an an... - Recitamos encarando uma a outra, menina se fosse lésbica com toda certeza investiria.

Ela é uma típica brasileira com o maior gingado descendo a quicando e rebolando, eu não fiquei pra trás e admito ter saudades disso, foram pouquissimas as vezes que fui ao Brasil realmente curtir e aproveitar.

Quando estamos levantando meu olhar encontrou o dele notando sua atenção total a mim, completamente fascinado. O sorriso malicioso foi impossível não surgir porém continuei como se isso não me afetasse em absolutamente nada.

Quando o som mudou não estávamos mais em músicas calientes e sim nas internacionais eletrizantes enquanto continuava a remexer aproveitando a noite.

Infelizmente ou felizmente nesse caso não tardou a receber um convidado. Seus olhos fizeram questão de fitar os meus bem próximos - talvez para não levar um belo fora - antes de se por atrás do meu corpo rodeando minha cintura com as mãos.

Não me dei o trabalho de negar posicionado minhas mãos sobre as suas continuando a manear os quadris contra o seu que entrava no meu ritmo a cada mexida. Cada movimento que fazia eram imitados pelo homem formando um belo encaixe quente, numa pura sedução.

- Você foi ótima contra aquele babaca mas na dança foi... maravilhosa. - Falo contra meu ouvido. - Simplesmente deslumbrante.

Impossível dizer que não gostei do elogio, rodiei meu corpo tomando a sua frente alcançando seu pescoço sem parar os movimentos para responder pertinho como ele fazia comigo.

- Estava apenas me defendendo apesar de agradecer sua ajuda. - Senti seu riso contra meu pescoço. - Também notei seu olhar encantado durante a dança.

Isso pra eu não dizer completamente esfomeado... luxuoso... seduzido... embevecido... poderia descrever muitos e muitos jeitos diferentes de como ele estava me comendo com apenas o olhar.

- Todos aqui admiraram sua dança... principalmente eu.

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