Capítulo 03

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Estou exausto!

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Estou exausto!

Treinei que nem um cão. Depois de correr e lançar bolas por todo o dia ainda tivemos academia pela tarde, levantar pesos hoje não me deixou nenhum pouco animado, pelo contrário, o resultado foi a exaustão, queria apenas um banho e cama. Sorte que ao menos ficava tudo lado a lado então não ficávamos rodando a cidade para ir de um exercício para o outro.

Estamos no início da temporada com foco total para não se perder logo agora. Se nos deixarmos levar pelo calor da emoção começamos errado e lá se vai uma temporada completa. Todos nos esforçamos ao máximo, queríamos começar bem, até por que pegamos um adversário de longa data logo de cara, perder estava fora de cogitação.

Passamos a semana focados, sem tempo ou cabeça para pensar em outra coisa. Nos últimos dias não estava com muita paciência - o que era raro acontecer - então passava meus dias revezando entre o ginásio e minha casa.

No sábado tivemos um treino rápido pela manhã apenas para nos preparar, comecei a me alongar e correr para aquecer o corpo assim que entramos em quadra horas mais tarde.

- ...Hernández, se liga nas cestas de três. Vamos cair matando! - Finalizou com um maldito sorriso empolgado me fazendo sentir o início da euforia.

Essa porra e com toda certeza é minha vida, eu amo ser jogador, estar nas quadros, ouvindo a empolgação a cada enterrada.

[...]

Sentei no banco para acalmar a respiração permitindo relaxar meu corpo antes de dar alguma entrevista pra os jornalistas que nos esperavam.

Tinha marcado 36 pontos dos 98 da marcação do Barcelona, foi uma boa noite mas amanhã passaria o dia deitado, de boa, simplesmente aproveitando a folga merecida.

- Considerou um bom desempenho do time no jogo de hoje?

- Demos nosso máximo como sempre.

- Tem algo que poderia ter melhorado?

- Sempre podemos melhorar mas acredito que fizemos um bom jogo.

Perguntas e mais perguntas que sempre são feitas para todos os jogadores na beira da quadra, alguns olhos brilham pela luxúria e outros estão atentos esperando qualquer fofoca ou furo para serem os primeiros a noticiar.

Escutando risos soltos percebo o início da cantoria de Javier Copper na chegada do vestiário, era quase de praste, todo fim de jogo em que venciamos indepedente de sua importância ele precisava cantar alguma música e acredite quando digo que sua lista é extremamente grande.

Homem abobalhado da porra!

Tomo meu banho e me visto escutando algumas brincadeiras e a cantoria onde até me arrisco baixinho num refrão por que esse cara é impossível, todos acabam cantando com ele essas merdas de músicas que agarram na cabeça.

- Alguns caras vão para uma festa. - Uma careta foi impossivel não ser vista em meu rosto o fazendo sorrir. - Mas Elisa estava querendo ir naquela boate que ela gosta, que tal?

Essa opção é bem mais prazerosa. Não me levem a mal, somos uma família aqui e raramente saiu com os caras mas não como antes. Eu e Javier entramos no mesmo ano e tivemos essa fase de pura diversão como todos os outros caras, mas hoje os tempos são outros.

Ele agora é um homem casado com uma espanhola fanática que é capaz de arrancar nossas bolas se fizermos feio durante o jogo. Mulher maluca que combinado com o disavisado.

- Stefano tinha me chamado para algo assim também.

- Então vamos todos.

- Pode ser. - Falo pegando a bolsa. - Nos vemos em uma hora?

- Não demora princesa, tenho uma mulher que quer dançar a noite toda me esperando.

Não prendo o riso começando a sair dando um tchau geral escutando os resmungos que era pra eu ir curtir com eles. Entretanto o que eles chamam de curtir hoje é ir em uma das boates mais famosas e badaladas da cidade junto a outros jogadores de basquete ou futebol dos times locais, encontrar mulheres que sintam toda a luxúria assim que nos vêem em reconhecimento e ficar com uma, duas, três... quantas os quiserem, mesmo tendo ciência que sua grande maioria está ali mais pelo status do que pelo ser humano real que tem por trás de todos.

Aproveitei essa parte da vida famosa, carreguei o título de homem cafajeste vendo matérias de conquistas a cada semana. Porém uma hora tudo perde um pouco a graça... o divertimento. Minha irmã começou a se distanciar, ela não gostava da minha vida sendo que muitas garotas se aproximavam dela para ter uma noite comigo, algumas até mesmo encontraram meus pais e depois de um escândalo dos grandes dei uma acordada, até mesmo iniciei um relacionamento o que hoje não sei se foi bom ou péssimo.

Viver assim pode ser até mesmo legal, se sentir mais do que desejado, todavia isso não é tudo. Posso ter a mulher que eu quiser mas quando chego em casa o espaço grande está completamente vazio, sem nenhum corpo quente a minha espera... chega a ser frustrante.

Nesse meio pessoas interessadas aparecem aos montes, quando virei a chave para perceber isso foi quase tarde demais. Hoje em dia opto por ter qualquer diversão com alguém que não me reconheça, até mesmo turistas que não me trazem problemas ou irão aparecer em tablóides no dia seguinte, isso ao menos até alguém prender minha atenção.

Em quarenta minutos me arrumei descentemente pegando minha carteira, celular e chaves do carro antes de sentar atrás do volante de um Maserati. Busquei Stefano que estava todo alegrinho antes de nos encontrarmos com o casal já dentro da boate. Elisa que conhecia o espaço antes de conhecer Javier e nos apresentou, passei a gostar também, principalmente por ninguém esperar ver um famoso então nem ligam pra minha cara.

- Vai sair do celibato quando? - Reviro os olhos pro tom divertido do meu primo enquanto estávamos num canto bebendo.

- Celibato?

- Estou na seca a algumas semanas e o bendito acha que é celibato. - Rebato. - Cara, não preciso disso não.

- Não precisa de sexo?

- Claro que sim idiota, mas não uma diferente por noite.

- Então quer namorar? - Elisa quem pergunta.

- Não... precisa chamar muito minha atenção para eu querer um namoro.

Não precisei de dois minutos para a maldita atenção ser tomada por um rebolado sensual numa bunda de respeito e um olhar que é a perdição do mundo, que te puxa aos céus para depois jogar ao inferno.

Não precisei de dois minutos para a maldita atenção ser tomada por um rebolado sensual numa bunda de respeito e um olhar que é a perdição do mundo, que te puxa aos céus para depois jogar ao inferno

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