7 de dezembro.
Eijiro estava ansioso para fazer mais uma de suas visitas semanais à casa dos vizinhos.
Naquela época ele achava que ficava tão alegre com essas visitas porque ali naquela casa ele tinha alguém para brincar, alguém da sua idade que também gostava de super heróis e que não se importava de sujar as calças de terra e lama. Naquela época, sua alegria e anseio eram inocentes; um misto de sentimentos infantis que se expressavam por meio de gargalhadas altas e pequenas lágrimas de felicidade que se acumulavam no cantinho dos olhos.
Assim que ele colocou a cabeça para fora da janela, um vento gélido de inverno bagunçou os seus cabelos pretos, deixando-os bagunçados. O céu estava escuro, cinza, lotado de nuvens que anunciavam uma chuva forte que ainda estava por vir. Um ar triste pairava o ambiente, nem mesmo as almas penadas ousavam pisar na rua, quem dirá os humanos. Mas Eijiro estava disposto a fazer a curta caminhada até a porta dos vizinhos... ah, como ele estava animado! Não seria um mísero ventinho frio que o impediria.
Rapidamente, ele corre até a cozinha em busca de sua mãe. Seu coração parecia que explodiria de seu peito a qualquer minuto, ele não aguentava mais esperar.
— Mãe! Ô mãe! – A mulher, que retirava uma grande travessa de lasanha do forno, murmurou algo, mantendo sua atenção na quentura da travessa. —Podemos ir agora? Por favor...
— Ainda não, meu bem.
— Vai demorar muito? – O garoto insiste.
— Eu vou só passar um plástico filme por cima da comida e pegar meu casaco no quarto, pode ser? – Ela finalmente se vira para o filho, deixando a lasanha no balcão da cozinha. Seu sorriso diminui quando ela percebe que Eijiro ainda não vestiu um agasalho. — Eiji... cadê seu casaco? Você sabe que está frio lá fora.
Ele então faz uma cara de emburrado. — Não preciso de casaco, eu sou bem resistente! – Ele diz enquanto tenta imitar uma das poses famosas de um de seus heróis favoritos.
— Ô amor, e de onde você tirou que o Red Riot não usa casacos também? – Ela se abaixa e afaga as mãos nos fios de cabelo bagunçados do filho. — Eu tenho certeza que quando a mãe dele pede, o Red Riot obedece e veste um casaco. Vá lá no teu quarto e busque o seu, certo? Por favor.
— Tudo bem...
— E tire essa carinha de emburrado do rosto, você não quer que os vizinhos achem que você está triste indo para lá, quer?
Eijiro arregala os olhos e esfrega as mãos no próprio rosto, tentando desesperadamente tirar qualquer rastro de expressão negativa que ele fizera. A mãe ri e se levanta, voltando novamente sua atenção para a comida. Então, ele volta correndo novamente para o seu quarto, em busca de um casaco. A decoração do quarto dele era simples: paredes brancas com móveis de madeira pintados em vermelho, sua cor favorita, diversos posters do Red Riot, gibis espalhados pelo chão, e um monte de action figures nas prateleiras.
Todos os seus super heróis favoritos estavam ali. Seus bens mais preciosos. Deku, ChargeBolt, Pinky, Earphone Jack, GroundZero e, é claro, três bonecos do Red Riot. Eijiro sempre gostou mais dele porque ele era muit másculo e corajoso, não tinha medo de absolutamente nada e amostrava sempre que podia os seus belos e grandes músculos. Eijiro todas as noites pedia aos céus e às estrelas que quando ele crescesse, que ele se tornasse igualzinho ao Red Riot.
O garoto sorriu ao ver todos os seus bonecos, mas ele não tinha ido até o seu quarto para isso. As íris vermelhas escanearam todos os lugares do quarto um pouco bagunçado em busca do casaco também vermelho (será que dá para notar que vermelho é a sua cor favorita?). Ele leva um tempo para se lembrar da última vez que usou aquela peça de roupa, até que uma lâmpada se ascende em cima de sua cabeça, ele fecha a porta do próprio quarto e... Bingo! Lá estava o casaco, pendurado atrás da porta. Ele estica os bracinhos pequenos e agarra a roupa, vestindo logo em seguida.
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Hear me | Kiribaku
FanfictionAos dezesseis anos de idade, Eijiro Kirishima recebe uma bolsa de estudos para estudar na UA, uma escola de prestígio, famosa pelos seus alunos exemplares e pelas notas altas. O problema é que a UA fica localizada na cidade onde Eijiro passou boa pa...
