Capítulo Quatorze

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P.O.V Victor


Devia ter imaginado que ele não a deixaria sozinha... - pensei enquanto esfregava minha cabeça, agora sangrando e dolorida por conta da coronhada.

- Senhor? - ouvi um dos agentes dizer quando me viu caído no bunker.
- Onde eles estão... - murmurei irritado enquanto me levantava.

Incompetentes.
Eu estava cercado de incompetentes.
Tudo era mais fácil quando tinha T.K e os outros do meu lado.
Maldita seja a rebelião.

- Não sabemos, Senhor. Mas o carro desapareceu da garagem.  - ele disse se ajeitando enquanto me aproximava dele.
- Suponho que ele não possua rastreador - disse e o agente concordou com a cabeça - Isolem as interestaduais e qualquer possivel saída de Washington.
- Sim, Senhor.
- Se conheço bem T.K, ele vai tentar sair ainda hoje da cidade e da forma mais discreta possivel.
- Mas Senhor, ele não está com a garota? - disse o soldado apreensivo.
- Alexis!? Ele não se deixaria levar por aquela vaca burguesa. Agora vá!

Existia uma pequena possibilidade da Alicia ter feito T.K mudar os planos, mas duvido muito. Ele não é do tipo de pessoa que se deixa levar por uma garota, muito menos a sem noção da Alexis.







P.O.V Alexis


- Senhorita... - disse a recepcionista do hotel 5 estrelas.
- Cunningham, Brenda Cunningham. - disse com o melhor sotaque escocês que havia ouvido em toda a minha vida.
- Claro... Condessa. Mas temos apenas um quarto disponível. Como a senhorita sabe, todos os chefes de governo estão hospedados aqui para a grande reunião com o Presidente Camus. - ela disse com um sorriso forçado.
- Isto é um absurdo. - disse fingindo estar indignada - Quero no mínimo serviço de quarto sem custo.
- Tudo bem, senhorita. Farei o possível. Aqui está sua chave, quarto 374. - disse a recepcionista me entregando as chaves rapidamente.

Saí as pressas para o elevador, e T.K, que estava vestido como meu secretário, me seguiu.
Assim que entramos e as portas fecharam, respirei aliviada. Mas, mesmo assim, não desliguei os equipamentos.

- Ela é realmente incrível… - sussurrei de costas para qualquer câmera que tivesse ali dentro.
- Eu te disse. - falou T.K com um leve sorriso.

Assim que saímos, e entramos no quarto, pude ver o tamanho colossal que as coisas tinham.
Centenas de pessoas passando fome em todo país, e o governo com todo o luxo.

- Também pensei isso quando vi tudo pela primeira vez. - disse T.K me observando e adivinhando meus pensamentos.
- Você nunca me disse como virou amigo do Camus. - disse mudando de assunto rapidamente, odiava quando ele sabia o que eu estava pensando.
- História longa e complicada… - disse fugindo do assunto - Melhor desligar o equipamento.

Lee havia feito o equipamento de disfarce dividido em duas partes.
A primeira, mudava a aparência física do rosto e do cabelo. Ficava presa a uma pequena correntinha, que quase ninguém notaria.
A segunda, era o modelador de voz. Uma pequena fita transparente, que era colocada debaixo do queixo, e que controlava os timbres por um relógio de pulso.
Como ela criou tudo isso do nada?
Não faço a mínima ideia.
Mas da pra entender porque o governo trabalhava com ela.



Continua...












































































*Nota

Capítulo curtinho mas o que vem depois desse vai ser longo ksksksks
Ps: Não me xinguem no próximo cap okay?

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⏰ Última atualização: Jul 26, 2020 ⏰

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