Meios

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Consigo ouvir Finn descendo as escadas rapidamente, ele abre a porta e eu estou sentada no chão da varanda, ainda em choque com tudo que aconteceu. Ele coloca minha mochila em suas costas, e me ajuda a levantar, percebo que suas mãos estão sujas de sangue logo que ele as encosta em mim sujando as cobertas que me cobriam.

- Eu preciso que você ligue pro Peter e diga pra ele vir aqui agora!

- O que? Respondo sem entender

- Sério, cadê seu celular? Ele entra na casa de novo e volta já em ligação com o ruivo.

- Eu preciso que você pegue a (s/n) agora, por favor, tem que ser agora, estamos esperando. Ele desliga, coloca o telefone no bolso da sua calça, e põe as duas mãos sobre o rosto mostrando estar nervoso.

- O que você fez? Caminho até a porta enquanto olho para o Finn.

Minha mão encosta na maçaneta e ele me puxa para trás:

- Não. Ele diz sério

Recuo e Finn e eu ficamos calados
[...]
ouço a batida da porta do carro do Peter e ele desce caminhando em nossa direção:

- O que aconteceu?

- Você precisa levar ela até a minha casa, ainda se lembra onde é? Finn tira a mochila das costas e entrega para o ruivo.

- Eu me lembro, mas..; Peter é interrompido.

- Eu explico depois, aqui está as chaves, deixa ela lá e vai embora.

- Calma, e você? porque não vem junto? Digo tentando mante-lo perto de mim.

- Leva ela Peter. Finn me empurra para os braços do ruivo e entro no carro.

Finn fica parado na varanda e Peter liga o carro, fazendo com que Finn vá diminuindo até virar um pequeno ponto distante. Vejo minha rua e todas as outras ruas desaparecem enquanto Peter dirige por uma longa estrada que vai para a saída da cidade, e tudo que se pode enxergar são árvores sem fim.

- Ele mora tão longe assim? Digo olhando pela janela.

- É. O ruivo me olha:- O que aconteceu?

- Não quero falar sobre isso agora. Respondo sem olhar pra ele. Ajeito a coberta sobre mim, olho para as marcas de sangue que Finn deixou: - Vocês eram amigos?

- No passado fomos, mas depois que o pai dele morreu, as coisas mudaram. Peter estaciona o carro em frente a uma linda e branca mansão, cercada com grandes portões.

- Puta merda, ele é rico? Desço do carro indo até o portão.

- Os pais dele eram.

Peter pega a mochila e entramos na casa, ao entrar fico admirada olhando todas as coisas ao redor, grandes quadros estão espalhados pelas paredes, Finn tinha uma mesa de sinuca na sala de estar e haviam muitas garrafas de vodka jogadas pelo chão.
Me sento no sofá e abro minha mochila procurando roupas, e só encontro calcinhas e a camiseta do Pixies. Desisto de me trocar e continuo enrolada.

- Toma. Peter se senta ao meu lado me dando um copo d'água.

- Você já pode ir. Bebo, e escoro a cabeça para trás.

- Não vou te deixar aqui sozinha.

- Mas o Finn disse que você só tinha que me deixar aqui. Olho para ele.

- (s/n) não vou te deixar sozinha, não sei o que houve mas se você precisar, vou estar aqui. Ele se ajeita no sofá ficando de frente pra mim.

𝑇𝐻𝐸 𝑃𝑅𝑂𝑀𝐼𝑆𝐸Onde histórias criam vida. Descubra agora