(S/N) (seu nome) se muda para uma pequena cidade fugindo de seu passado e acaba conhecendo Finn Wolfhard e Peter Skargard.
Uma promessa mudará a sua vida para sempre.
+18
•PLÁGIO É CRIME!! •
(primeira fanfic galera :p espero que gostem)
[em andame...
Acredito que quando você ama uma pessoa, a última coisa que deseja é envolvê-la em seus problemas. Você não quer que a pessoa participe das suas frustrações, ou veja a vergonha que é a sua familia, ou saiba quantas vezes você foi rejeitada pelo seu pai, ou saiba a forma trágica como ele morreu e o quanto você se culpou, mesmo não tendo culpa de nada. As vezes tenho a intenção de afastar todos de mim, para que não vejam as coisas que me cercam, e o quanto elas me destroem a cada dia que passa. Deveria me sentir aliviada por saber que meu padrasto está morto, mas só consigo pensar que talvez não tenhamos mais nenhum motivo pra fugir dessa cidade e ficarei aqui sabendo que Finn e Peter estão envolvidos nisso, e bom, eu também. Se eu pudesse, colocaria minha mãe em um carro e a levaria para longe dessa merda toda, mesmo que no fundo eu saiba que se não fosse pelos abusos, ela ainda estaria com ele e perdoaria tudo o que ele fez. Talvez eu queira protegê-la de si mesma, e do quão destrutiva ela possa ser quando está determinada a me arrastar pelo pais me fazendo "recomeçar" sem ao menos nenhuma vez, realmente ter um novo começo. Era tudo tão constante e igual, que não consigo imaginar o que possa vir agora, já que bem, ele morreu, afinal. Esses não são bons pensamentos para uma manhã de domingo, mas logo que acordei, foi a única coisa em que pude pensar.
Ontem a noite Peter e eu nos divertimos no parque e foi o dia mais normal desde que cheguei aqui, mas voltei para casa logo que o parque fechou, e pude pegar no sono enquanto minha mente se enchia de dúvida. Finn não deu nenhum sinal de vida desde as 19:10 quando eu telefonei pra ele. Bom, não vejo motivos pra sair de casa em um domingo nublado, mamãe está dormindo e acredito que não vá acordar tão cedo já que há outra garrafa de vinho vazia no chão da sala. Diário, se quiser saber, ontem quando Peter me trouxe em casa, ele parecia diferente, mais sério e mais seguro de si mesmo, não sei dizer o porquê, mas já não parecia mais só um cara bonito. Toda vez que eu olhava pra ele, um sinal imaginário gigante de um PARE aparecia em seu rosto, não conseguia encara-lo sabendo que ele estava literalmente fora do meu alcance já que era "amigo" do Finn agora, o que tornou ele muito mais atraente, pra ser sincera. Então, constantemente eu desviava o olhar e evitava fazer perguntas.
*Algumas horas depois*
Hoje eu me senti tão sozinha, o sentimento de solidão tomou conta de mim, minha vida parecia tão agitada e cheia de emoções nos últimos dias que não sobrou tempo pra terminar de desempacotar algumas caixas da mudança. Estou sentada no chão da cozinha mexendo em uma caixa de "Coisas da Patricia", são coisas da mamãe, de quando ela estava na escola, algumas fotografias polaroide de uma época onde ela tinha um cabelo longo e usava roupas coloridas demais, ela parecia ser feliz. Achei também algumas coisas que na verdade eu nunca tinha visto, talvez porque não tinha interesse em mexer em suas coisas antes, mas achei algumas cartas endereçadas para o meu pai, mas que ela nunca mandou, havia pilhas e mais pilhas de cartas para alguém chamado "Robbie" e quem diabos é robbie?, subo as escadas segurando aquela caixa e ao entrar no meu quarto, tranco a porta.
"Querido Robbie, fiquei sabendo do seu casamento, espero que esteja feliz. Também fiz minha vida longe de você, o que não foi fácil, mas acredito que seja o melhor para nós dois, meus parabéns pelo seu menino, meus pais me contaram, foi triste não saber por você. De sua, para sempre: Patt."
Ótimo, mais um relacionamento frustado que minha mãe teve, mas desse eu nunca ouvi falar. Calma, essa carta é de 17 anos atrás, então eu nem era nascida e ela recém havia conhecido meu pai, ela devia ter o que? uns 15 anos talvez. Continuo lendo as outras cartas que encontro.
Todas as cartas estão amassadas e rabiscadas, aquela foi a única que aparentemente foi concluída, todas as outras iniciavam com "Robbie" e logo se seguia de riscos por cima, nenhuma foi enviada. Olho atrás do papel e lá contem um endereço, mas é daqui, é esta cidade! Minha mãe teve uma paixão secreta na adolescência? Isso é engraçado, e até um pouco triste. Talvez amanhã eu pergunte algo sobre isso, mas agora só quero tomar um banho e dormir.
Segunda feira, 06:00am
Peter não apareceu pra me dar carona, e caminhei até a escola a pé. Eu devia parar de fumar, penso sobre isso enquanto acendo outro cigarro. As meninas passam por mim andando em grupos, costumo andar de cabeça erguida, mesmo que sozinha, não me deixo intimidar. Ao redor tudo parece normal e o final de semana parece ter sido apenas um sonho ruim, os amigos de peter o rodeiam, e ele tem a atenção de todas as garotas. Caminho pelo corredor e esbarro com a Sra.Gomez que gentilmente sorri pra mim enquanto está segurando uma pilha de papéis, continuo caminhando até ver a porta da sala de música entreaberta, aperto o passo pensando que Finn está ali, mas ao abrir a porta completamente vejo apenas outros meninos ensaiando. Eles apenas me olham, e eu ligeiramente fecho a porta e saio.
Matemática é minha primeira aula, é um bom jeito de iniciar a semana, ocupando a cabeça com cálculos e não com mistérios.
- Gostei do seu cabelo. Diz uma menina de cabelos loiros atrás de mim.
- ah, obrigado, desculpa qual seu nome? Fico sem jeito e me viro para trás estendendo a mão para ela.
- Me chamo Cassie, você é a aluna que chegou semana passada né, quase não reconheci pelo cabelo. Ela sorri.
- Prazer, S/N.
- Eai, percebi que é amiga do Peter.
- É.. vocês se conhecem?
- Sim, ele namorou minha amiga por um tempo, a Camila, você já deve ter visto, eu estava com ela na loja de conveniência no sábado.
- Ah sim, sim.
- Meninas! podemos voltar a álgebra? Diz Phill, nosso professor de matemática.
Cassie e eu nos calamos e passamos o resto da aula sem dizer nada. Após o sinal tocar, me levanto e guardo meus cadernos para almoçar. Do outro lado do corredor, Peter está no seu armário, mas hesita e não vem até mim, ele apenas me olha.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Aceno pra ele esperando alguma reação, mas ele vira o rosto e acompanha os amigos até o refeitório. Me senti mal, confesso, parece que todo mundo resolveu ficar bizarro. Tivemos uma noite divertida no sábado e agora ele nem sequer falou comigo. Não vi o Finn pela manha inteira, procurei na sala de música e nada, ele não apareceu. Me sento no banco, o banco que fica embaixo de uma sombra no pátio da frente, as folhas da cerejeira caem e fazem com que o chão fique completamente rosa. As vezes olho ao redor e gosto do que vejo, a arquitetura da cidade é bonita, a escola é um grande edifício antigo, parece um castelo de filme de terror, mas é bonito, sinto como se pudesse me acostumar a ficar aqui. Penso em como foi o meu primeiro dia de aula aqui, e o quanto a escola parecia estranha e agora parece bonita, me pergunto se é possível que eu veja as pessoas dessa forma também..
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Queridxs leitorxs, as últimas semanas foram agitadas pra mim, pensei em muitas coisas e escrevi o dobro, desculpem pela demora! essa semana publicarei mais alguns capítulos. Seus comentários é o que me mantém aqui, com amor, Érica.