31 de março de 2020

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Me disseram que eu podia errar.
Tenho liberdade poética, ora.

Blasfêmia, besteira!

Nunca tive liberdade.
Não possa errar,
porque já errei,
e caí,
e não tinha ninguém lá pra me segurar.

Dispenso sua liberdade (poética, ou não),
sou livre por natureza,
mas da minha liberdade serei eu,
e desta liberdade farei palavras,
sem nunca - eu disse nunca - esquecer da sua beleza.

Escrever é uma arte,
como os sussuros de um alto falante,
a pintura mais linda de Da Vinci,
que nunca, nem por um momento, foi parar em uma estante.

E eu só preciso de um instante
para dar vida a estas palavras.
Então notará a mudança no meu semblante,
porque nelas, para sempre, eu deixarei a minha alma.

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