22 de novembro de 2019

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Somos a
sociedade
dos poetas
quase mortos.

Felizmente,
ainda temos algumas linhas
a serem escritas
nessa eterna corrida
contra o relógio.

Falaremos uma última vez
sobre o amor,
sobre o tempo,
sobre a vida
e sobre o silêncio.

Diremos como o amor
explodiu do nosso peito
e sobre como o tempo
passou tão rápido
que mal pudemos falar
sobre a vida.

Guardaremos, então,
nossos últimos votos de agradecimento,
e após nos acertarmos com o mundo,
fecharemos os olhos
e virá o silêncio.

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