Kim Demon não é apenas uma garota, ela é, sem sombra de dúvidas a pessoa mais desejada de Hillsdale High, e junto com o seu quarteto de amigos, ela mantém viva a hierarquia social. Aos olhos de cada alma naquele lugar ela é admirada, com exceção de...
Deveria ter visto isto chegando A partir de milhas de distância Eu vou participar do seu jogo Eu sei o que você quer de mim
- 18, ANARBOR
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Meus pés pendiam fragilmente no céu de Hillsdale, balançando enquanto meu corpo fino e esguio encaixava perfeitamente no espaço entre o batente da janela e a plataforma metálica. O azul do céu refletia na pequena cidade de ouro, aonde tudo e todos viviam em harmonia, ou algo do tipo. Eu enxergava tudo dali, o ponto mais distante era Hillsdale High quase completamente vazia, com o estacionamento apenas com o carro do sr. Gutierrez e algumas poucas motocicletas espalhadas. Era estranhamente satisfatória a sensação de fechar os olhos e sentir que eu poderia despencar a qualquer momento, mas não iria, eu era azarada demais para que o fato me ocorresse.
Os momentos de intervalo eram repletos de novas descobertas pela gravadora. Lugares pequeninos e pouco observados para minutos longe dos funcionários do diabo, ou o maldito estagiário que eu nem sequer sabia o nome, e realmente não fazia questão. Não seríamos colegas de qualquer forma, então fiz o que me cabia, manti o mínimo de contato necessário.
Uma pequena ave cruzou o céu solitária, formando um traço imaginário no céu limpo, o que me fez ter uma ideia brilhante. Saquei de imediato meu caderno de ideias e a caneta, sempre comigo em todas as ocasiões inesperadas e comecei a anotar nas dobras das folhas. Era minha bagunça particular, a qual eu compreendia com tanta facilidade quanto era necessário. Ultimamente não tinha tido tantas oportunidades para escrever ou sequer gravar, sempre ocupada com o trabalho, ou a escola. O treino das líderes de torcida sempre foi meio chato, porém nos últimos dias têm se tornado exaustivo, toda a minha válvula de escape era concentrada nas minha pequenas conversas com o quarteto D'evil, mas depois de passados míseros três dias da nossa discussão não temos mantido contato mais do que o necessário
O telefone tocou, me fazendo bufar pela interrupção, e ao ver o nome de Richard na tela o coração errou uma batida, fazendo com que o sangue fizesse uma curta e dolorosa pausa nas veias.
— Alô — Atendi receosa, mordendo o lábio inferior com força. Richard tem sido menos babaca nos últimos dias depois de ter recebido um telefonema da escola por eu ter ido a enfermaria, ele não era atencioso, ou muito menos um pai gentil, mas deixou de lado por algum tempo as críticas sobre como eu era pouco jeitosa com os negócios da família e meu corpo
— Por que não está no escritório? — Sua voz foi limpa, direta e clara. Sem espaço para dúvidas de que estava irritado
— É o meu intervalo — Devolvi, já sabendo que eu deveria ir de encontro a ele. Guardei o caderno de capa preta com as mãos tremulas em meu bolso e devolvi meus pés chão, a essas alturas já podia sentir o peso aumentar sobre mim
— Eu preciso de você aqui. Já — Por fim ele desligou. Sem mais explicações ou qualquer conforto de que eu não levaria um enorme esporro por estar aproveitando minha folga