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Descemos as escadas e elas me guiam até uma porta. Quando giramos a maçaneta está trancada. Damos um grito quando vemos Sra. Grose ali no escuro.

- Está em reforma o cômodo. - ela diz e a voz sai rouca - Não poderão entrar por agora.

- Desculpe - Sarah fala e nós puxa para darmos o fora dali.

De volta ao meu quarto elas trancam a porta e me olham assustadas.

- Estranho. - Sarah diz se sentando ao meu lado na cama.

- Muito. - concorda Lucy.

- Eu não confio nela. - Sarah diz e eu e Lucy ouvimos com atenção. - Ouve uma história de que depois que Milles completou um ano, Felipe o marido de Clarrice viajou para passar dois anos fora. - ela abaixa o tom de voz - Clarrice engravidou de outro homem, e Sra. Grose sumiu com essa criança.

Meu queixo literalmente cai.

- Deixa eu ver se entendi. - digo baixo -  ela teve outro filho depois do Milles de outro homem?

- Isso mesmo.

Eu fico ali parada absorvendo aquilo.

- Flora conheceu a mãe? - pergunto.

- Não muito. - diz Sarah triste.

Então eu olho para o relógio. Ainda era uma hora da tarde.

- Meninas eu vou sair. - digo e pego meu casaco.

Elas fazem de caras confusas mais eu não tinha tempo para explicar. Elas me observam destravar a porta e sair do quarto.

[...]

Eu dirigia mais rápido do que devia. Eu lembrei sobre o colar. Eu precisava saber quem o comprou pra mim. Por que Clarrice falaria sobre a lua?

Passo pela pequena floresta de eucaliptos e depois por algumas colinas. Logo estou na rua Jackson como minha mãe falou.

Estaciono o carro e pecorro a rua toda até chegar em um mercado. Peço uma informação e a atendente aponta para o estabelecimento da frente. Eu agradeço e atravesso a rua até ele.

Era uma pequena loja de penhores. Ao entrar ouço o sino da porta tocar.
Caminho até o balcão e um senhor de cabelos grisalhos e pele pálida está organizando alguns jornais.

- Olá senhor. - digo.

- Olá. - ele se indireita e me olha - em que eu posso ajudar?

Parecia um velho ranzinza.

- Aqui vocês vendem bijuterias? Jóias?

- Vendiamos a algum tempo. - o tom de irritação na sua voz era claro.

Eu olho ao redor. Tem muitos livros e revistas. Também tem doces e chocolates.

- Se não se importa já vamos fechar.

Olho para o relógio que marcava duas da tarde.

- Eu estou procurando...

- Já vamos fechar!

- Estou procurando alguém que comprou isto! - digo e antes que ele pudesse me enxotar para fora eu tiro o cordão do pescoço.

Ele o encara com os olhos arregalados. Como se aquilo fosse raro ou se lembrasse de algo.

- Isso foi vendido a muito tempo.

Agora sua voz está mais calma. Mais paciente e colaborativa.

- Sabe me dizer quem o comprou?

- Os comprou. - ele diz - era um conjunto de três colares. Um era como se fosse um jardim, o outro um sol e esse que é uma lua.

Ele se levanta e vai para os fundos. Eu podia ouvir ele vasculhando algo e logo os passos dele voltando.

Ele estava com um cardeno em mãos.

- Esse caderno é antigo. De uns dezesseis anos atrás.

Ele folheia as páginas e lá está a data que compraram.

- A moça que comprou isso era bem elegante. Tinha cabelos negros e pele bem pálida. Quando comprou estava grávida. - ele fez uma pausa - conversamos um pouco. Ela disse que ia ser o primeiro filho dela.

Eu assenti com a cabeça.

- Obrigada, senhor.

- De nada. Foi bom ter ajudado.

Saio um pouco e respiro aquele ar gelado de outono. O mês de outubro está chegando e acho que já está na hora de eu começar a aposentar os shorts e regatas para algo um pouco mais quente.

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Se você ficou confuso com esse capitulo, aconselho que espere os próximos.

Eai? Estão gostando?

Desculpe minha escrita estou tentando melhorar lendo gramática.

Kiss.

SCARY LOVE - MILLES FAIRCHILD.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora