— Certo, só falta discutirmos sobre quem vai cantar no festival — Cristal falou, olhando para seu caderno e, em seguida, direcionando o olhar para mim.
— Ahn... — Todos me encaravam.
— Emma, estamos falando sobre isso há uma semana, e você está encarregada dessa parte — Lee disse.
— Eu sei, mas... — O que eu iria dizer? A única pessoa em quem pensei foi a filha da professora, que mais tarde descobri ser Billie.
— Mas...? — Tory perguntou.
— Mas já temos alguém, porém eu queria manter segredo — menti.
— Ótimo! Então, quem é? — Cristal perguntou, sorrindo animada.
— Ahn... Billie Eilish.
— BILLIE EILISH?! — Todos gritaram surpresos.
— É... ela mesma — gaguejei.
— Meu Deus, Emma, como conseguiu isso? — Lee falou, animado.
— Eu tenho meus métodos — sorri amarelo.
Na verdade, eu não tinha método nenhum, porque não falava com Billie desde que trocamos aquela pequena mensagem, que acabei esquecendo de responder. Para que ela realmente cantasse, eu precisaria falar com ela, o que significava que eu teria que mandar uma mensagem.
"Até que seria uma ideia interessante... ou não." — pensei.
Uma semana havia se passado, e eu não falava com Billie desde então. Acabei muito ocupada com o colégio e com as longas reuniões do grêmio, e simplesmente esqueci de responder. Quando finalmente conseguia um tempinho livre, aproveitava ao máximo para passar com meus pais e amigos, ficando cada vez menos tempo no celular. E, bom, também tinha Jacob. Eu precisava passar um tempo com ele, por mais estranho que isso estivesse sendo para mim. O que não deveria acontecer. Se eu o amo, por que me sinto estranha estando com ele?
Fui despertada dos meus pensamentos pelo sinal do colégio, indicando que mais um dia de aula havia se passado. Despedi-me do pessoal do grêmio e segui em direção à saída, sendo parada no meio do caminho por alguém que segurou minha mão. Quando me virei, vi Jacob com uma expressão estranha.
— O que está acontecendo com você? Estou te chamando há um tempão! — Ele disse, meio ofegante.
— Desculpa, Jack, minha cabeça está cheia por causa das coisas do grêmio — dei um meio sorriso.
— Ei, precisa de ajuda? Sabe que pode contar comigo. Por mais que eu tenha os treinos e tudo mais, você não está sozinha, amor — ele fez um carinho na minha bochecha e sorriu.
— Anh... — desvencilhei-me dele. — Obrigada, Jack.
— Tá tudo bem? — perguntou, desconfiado.
— Tá sim — sorri.
— Eu digo entre nós, Emma. Desde que voltamos de férias, você está diferente... Mal ficamos juntos. — Ele me olhou nos olhos, e eu abaixei a cabeça.
"Você o ama, Emma. Pare de agir como idiota pensando em outra." — me repreendi mentalmente.
— Me desculpa, não é de propósito. E sim, está tudo bem entre nós — abracei-o.
"É o que eu espero." — suspirei.
— Eu te amo — ele disse, beijando meus lábios.
— Me leva para casa? — mudei de assunto.
— Claro, vamos — ele entrelaçou nossas mãos.
O caminho até minha casa foi rápido e silencioso, apenas o som do rádio tocando baixinho preenchia o ambiente. Assim que ele parou o carro em frente à minha casa, sorri para ele e me preparava para sair quando senti sua mão segurando a minha.
— Hey, não quer que eu entre com você? — Ele se aproximou para me beijar, mas me afastei.
— Anh... Não vai dar, sabe... Dever de casa. — Que desculpa mais idiota eu acabei de dar!
— Eu não ligo. Assim eu faço o meu e, bom... — Ele começou a beijar meu pescoço. — Nós matamos a saudade... — sua mão deslizou para minha coxa, e ele selou nossos lábios, pedindo passagem com a língua. Eu cedi.
O beijo era lento, com gosto de menta e... com mão boba vinda dele. Logo, parei o beijo, afastando-o com a mão em seu peito, impedindo que se aproximasse mais.
— Eu realmente preciso entrar, Jack — olhei nos olhos dele. — Marcamos outro dia, ok? Eu prometo. — Ele suspirou.
— Certo... Vou estar na casa do Noah se mudar de ideia — falou, meio triste. — Eu te amo.
— Até mais, Jack — dei um meio sorriso.
Saí do carro, subi os pequenos degraus da minha casa e peguei a chave na mochila para abrir a porta. Assim que entrei, vi que estava sozinha. Subi até o meu quarto, deixei a mochila na cama e fui até o closet, onde tirei meus tênis e peguei uma roupa confortável. Caminhei até o banheiro, tirei minhas roupas e as joguei no cesto de roupa suja.
Entrei no box e liguei o chuveiro, deixando a água quente cair sobre meu corpo e relaxando meus músculos. Tomei um banho um pouco mais longo do que o normal e, ao terminar, fechei o chuveiro, peguei a toalha e me sequei. Coloquei minha roupa e saí do banheiro, descendo até a cozinha para comer.
Assim que cheguei, vi um recado do meu pai preso na geladeira:
"Macaquinha,
Hoje chegaremos tarde, peça algo para comer à noite. Deixei 30 dólares em cima da mesa de estar. Seu almoço está na geladeira.
Amo você,
Papai."
Era engraçado como, em casa, meu pai sempre deixava bilhetes para mim avisando as coisas. Já minha mãe era mais prática: enviava um SMS e pronto.
Peguei meu almoço na geladeira e coloquei no micro-ondas. Enquanto esquentava, mexi um pouco nas redes sociais até ouvir o bip avisando que estava pronto. Almocei tranquilamente e, quando terminei, coloquei a louça na máquina e subi para meu quarto.
Peguei meu celular e entrei no Messenger.
"Certo, Emma, é com você." — suspirei.
Me:
Podemos nos encontrar?
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Ocean Eyes
FanfictionEmma é uma garota amável, divertida, inteligente, cheia de amigos e popular da escola, em uma certa noite vai para uma festa de despedida do verão, afinal seu último ano iria começar, o que a Emma não contava, era que um par de olhos de oceano iria...
