Thirty two☘

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- Não aqui. - digo quando nos afastamos.

Ela assente saindo do meu colo e voltando a por o cinto, ela vira o rosto para longe.

- O que foi Lavely?- pergunto.

- Nada.- diz baixo.

- Como não? Tá evitando me olhar.

Ela me encara com os olhos lacrimejando.

- O problema é que eu não sou ela Alex. Não sou Ever Schwarzenegger filha de um diretor renomado e de uma designer de interiores mundialmente famosa, não sou loira de olhos azuis como ela ou uma boa filha e boa irmã, meu pai não gosta de mim, minha mãe era a dona de uma máfia e eu? Eu não sou ninguém, sou apenas uma jogadora que vive a vida de pais em país pulando de cassino em cassino, não tenho família e não tenho ensino médio completo e muito menos faculdade, e o pior de tudo... é ela quem você ama.

Olha pra longe.

- Ei.- seguro seu queixo a forçando a me olhar. - Você não é ela, eu não quero que seja e muito menos que tente, não é loira e não tem os olhos azuis dela mais tem os seus  que eu amo, sim e amo seus cabelos escuros que contrastam com seus olhos, não é filha de nenhum famoso e passar pelo o que você passou te tornou essa mulher forte e poderosa que você é hoje, não me importo com seus estudos ou status, me importo com você Ápril, não amo você como amo ela mais amor não se ganha,  amor se conquista... e se você conquistar o meu amor e se provar digna dele, ele é seu.

Enxugo suas lágrimas.

- E o dono dele?

- Se tiver o meu amor tem a mim também.- ela sorri.- e você já me tem. Só me promete uma coisa.

- De dedos cruzados.

- Não brinca comigo, não me machuca e não sapateia no meu coração?!

Ela rir.

- Prometo, vou cuidar do seu coração como a coisa mais preciosa para mim.- sorrio e beijo ela.

- O que temos?

- Que tal irmos com calma?- pergunto passando o polegar em seus lábios. - a pressa é inimiga da perfeição.

- Tem razão, antes de correr agente tem que andar.

- Certo.

Descemos da roda.

- Vamos em uma boate?- pergunta.

- Já quer jogar?- pergunto rindo.

- Não, quero dançar com você.

- Gostou de me provocar naquele dia né?

- Funcionou?- pergunta rindo.

- Não.

- Você é péssimo quando se trata de mentir.

- Não sou não.- distravo o carro, meu celular tocou.

Peguei o mesmo.

- Quem é?- pergunta.

- Ela.

- Me dá aqui!- pega meu celular joga no asfalto e pula em cima.

Fico olhando aquilo incrédulo.

- Bom, pra esse aqui ela não liga mais.- diz se abaixando e tirando o cartão dos destroços. - talvez o cartão de memória ainda preste.

- Você destruiu meu celular!

- Eu compro outro, tenho dinheiro para te dar cem desses, e não, não é dinheiro sujo!

Entramos no carro e eu dou partida.

Ela destruiu meu celular!

Maluca.

- Se ela te dissesse que se arrependeu e casa com você o que faria?- pergunta como quem não quem nada.

- Diria que tô novo demais pra me casar, diria que não preciso de uma mulher quando posso ter todas.

- Tá falando sério?- sorrio.

- Seria o suficiente para ela não me olhar mais!

- Pois saiba que se disser isso para mim eu estouro seus miolos!

- Não duvido de você!

- Ótimo.

Estaciono em frente a boate e descemos.

Ela vai na frente como a mulher independente que é.

De fato com Ápril Lavely tudo é mais fácil, conviver com ela, conversar com ela, ela é do tipo que transforma uma briga em um show de comédia, com ela eu não preciso fingir ser quem eu não sou.

Não preciso me preocupar em ter um trabalho perfeito e ganhar bem para convivermos, com ela eu apostaria em abrir uma cadeia de boates espalhadas pelo país e viveria disso sem julgamentos de nenhuma parte.

Mais com ela ainda tinha um problema.

O que ele diria se soubesse que eu tô saindo com ela? Com a irmã que ele rejeita?

Será que ele terminaria nossa amizade? Ou aceitaria ela e Álan como os inocentes que são?

Eles só precisam de uma família e se Adam não der isso eu vou dar.

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De Volta Para O AmorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora