Capítulo 6 Maquinações

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Aviso Legal: Eu não possuo Naruto, os personagens pertencem a Masashi Kishimoto, história original de yellow Mask e tradução por Day86


"As mentiras mais cruéis geralmente são ditas em silêncio."

- Robert Louis Stevenson

Capítulo 6

Maquinações

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Sakura executava os primeiros movimentos de seu kata (*1) quando sentiu uma dor inconveniente e familiar irradiar de seu abdômen.

A médica paralisou. 'Droga'

Ela havia entrado no começo de seu período.

Sakura não perdeu tempo - ela buscou em sua memória em meio a um catálogo de jutsus, localizando um que era ensinado a todas as kunoichi, o que poderia interromper a menstruação. Foi desenvolvido para ser usado em missões quando esse tipo de problema se tornasse inconveniente, e Sakura avaliou que sua atual situação se aplicava. É claro, ela não teria problemas em lidar com o sangramento (e a imagem mental do rosto de Sasuke quando ela lhe pedisse os itens necessários a deixou tentada a fazê-lo) mas ela não queria nem mesmo um indício de cólica interferindo com sua fuga.

É claro, um plano de fuga ainda devia lhe ocorrer, mas ela queria estar preparada pra quando ocorresse.

Ela executou o jutsu, contente por exigir um mínimo de seu chakra - não mais do que sua transformação, de fato -, não deixando assim qualquer efeito colateral negativo.

É claro, seria suspeito se ela não estivesse tendo seu período (porque honestamente, ela não excluiria a idéia de que Orochimaru colocasse alguém pra monitorar tudo que entrava e saía do quarto de Sasuke), mas ela suspeitava que o sannin ficaria mais satisfeito do que desconfiado. Afinal de contas, ele a queria grávida, não?

Sakura não conseguiu evitar uma careta. A idéia de que Orochimaru e Kabuto estavam esperando ela engravidar de Sasuke era perturbadora de tantas maneiras que ela mal sabia por onde começar.

Nesse meio tempo continuaria cuspindo fora a mistura de Kabuto. Sabia que, já que não estava fazendo sexo, provavelmente não havia perigo em beber a poção de fertilidade, mas não confiava em nada que Kabuto tenha feito. Beber algo que ele havia fabricado era como enfiar a mão na boca de um tigre e estapeá-lo no rosto.

Havia idéias ruins e havia Idéias Ruins. Engolir uma poção feita por Kabuto de livre e espontânea vontade soava como o segundo.

"Sou eu!" veio um brado abrupto do outro lado da porta, e Sakura foi abri-la, revirando os olhos à rispidez de Sasuke.

"Alguém tentou entrar?" foi a primeira coisa que saiu de sua boca quando entrou.

"O quê? Nada de 'oi, como foi o seu dia'?" Sakura bufou. "Honestamente Sasuke! Você está tão focado em seus próprios objetivos - eu não sinto que estou tendo o que mereço nessa relação."

Ela conseguiu manter sua expressão séria e ofendida até o fim da sentença, e então Sakura se desfez em risos.

De alguma forma, Sasuke conseguiu parecer exasperado, resignado diante do abuso de sua paciência e profundamente indiferente ao mesmo tempo.

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