Coringa
Coringa:Por que mais cedo tu ficou daquele jeito?
Mari: É complicado
Coringa: Desenrola pó, tenho tempo
Mari:E se tiver invasão?
Coringa: Tá sussa
Mari: Coringa eu
Coringa:Por quer que desde quando tu chegou tu me chama de Coringa?
Mari:Seu vulgo ué
Coringa:Chama de Caíque- beijei o pescoço dela, deu um chupão, e ela puxou meu cabelo
Mari:Para, aqui não
Coringa: Tá, vai conta aí- dei um selinho
Mari:Qual a garantia de que você vai tá comigo? Não vai me abandonar ou me trair?- me olhou com receio
Coringa: É isso que te preocupa? É por causa do negócio com a Lívia?
Mari:desviou o olhar- não, eu...só não quero me apegar e depois
Coringa:puxei o rosto dela pra mim- vou te mandar o papo 10 sacou?- assentiu- gosto de tu a mó cota pó, tô desposto a fazer da certo, se tu quiser botar coleira, fasso até um bagui bonitin pra tu- me olhou sorrindo e me beijou
Mari: Caíque, caíque
Coringa: Desenrola o bagulho princesa, qual o papo?
Mari: Tá, vamo lá, eu confio em você, por favor não faz eu me arrepender- assenti, e colocou a cabeça no meu pescoço
Coringa: Vai
Mari: suspirou baixo- Quando eu era pequena, era eu o Rafa, minha mãe e o meu pai, quando eu tinha sete meu pai sumiu, aí as coisas começaram a dar errado
Coringa:Ele simplesmente sumiu?
Mari:Saiu e não voltou, com isso começaram a falar muitas coisas pra minha mãe, que ele tinha outra, tinha outra família, coisas do tipo, ela começou a beber, usar drogas, e ela surtava, batia em mim e no Rafa, deixava a gente preso no quarto, as vezes deixava de comprar comida, pra comprar drogas, se a gente falasse algo, apanhava mais, teve um dia que o Rafael falou pra uma tia o que tava acontecendo, aí quando a gente chegou em casa, ela- começou a chorar- ela jogou uma cadeira no Rafa, eu fui pedir pra ela parar, ela jogou dentro de um quarto e eu só ouvi o Rafa gritando, ela queimou ele com a faca quente, graças a deus os vizinhos escutaram, a família ficou sabendo, ela foi internada e a gente foi morar com a irmã do meu pai
Coringa: Vocês ficaram quanto tempo nisso?
Mari: Três anos
Coringa:olhei pro rosto dela- Mari
Mari:Deixa eu continuar-assenti, inchugou as lágrimas, e olhou pro morro- Quando o Rafa fez 18, ele decidiu vim pra cá, a gente conversou, eu entendi o lado dele
Era complicado, as irmãs da mãe, falavam que a gente tinha que entender o lado dela e parar de pensar que um dia o pai ia voltar
Coringa:Essas mulher tem problema?
Mari: Provavelmente, a tia Bela, que criou a gente, falava pra gente ficar na nossa, mas era difícil, enfim, quando o Rafa veio, começaram a soltar piada pra mim na escola
Coringa:Que tipo de piada?
Mari:Que meu pai e meu irmão me abandonaram e e minha mãe é uma drogada
Entendi por que dá garantia, ela tinha ficado sozinha, só tinha a tia com ela, era o medo de se aproximar, e depois eu deixar ela
Mari: Quando eu tinha 15, um menino disse que gostava de mim, aí a gente passou tempo junto, e começamos a namorar, com um mês, ele queria algo mais, eu neguei- abaixou a cabeça
Coringa:Mari, ele não
Mari:Ele me estrupou, era uma posta entre quatro meninos pra vê quem tirava minha virgindade primeiro
Coringa:E o que aconteceu com ele?
Mari:A tia contou pro Rafa, que resolveu
Coringa:Como assim?
Mari:Eu não sei, eu nunca mais vi ele
Coringa: Princesa, eu entendo o seu medo de namorar de novo, mas eu realmente gosto você, eu nunca vou te machucar, o te deixar
Mari:Promete?
Coringa: Juro- sorriu e me beijou
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No Alemão
FanfictionNa vida nada é fácil Dificuldades vem e vão, sempre vai ter algo pra atrapalhar a felicidade, temos que saber enfrentar e ser feliz
