— Shay! — Gabby grita. — Estamos perdendo ela! — Ela avisa. A hemorragia está fora de controle.
— Gabby... Gabby... — Lindsay diz aos pratos. — Por favor, por favor, Julie, não morra... — Ela não tenta controlar as lágrimas, elas fluem no rosto de Erin. — Já estamos chegando... Aguente firme, Julie.
— 2 minutos... — Shay grita de volta em resposta a Gabby.
— Ela... — O monitor dispara, Erin olha para Gabby e percebe a preocupação estampada no rosto dela.
Gabby está fazendo tudo o que pode, ela não parou de se mexer desde quando encontrou Julie, ela aplicou doses de remédios, checou a pressão, os batimentos cardíacos, o soro estava no pulso, mas nada disso estava adiantando.
2 minutos depois...
Os médicos e os enfermeiros estão posicionados do lado de fora da emergência e correm para abrir a porta quando a ambulância chega. Shay avisou que estava a caminho. Eles abrem a porta rapidamente e percebem que Gabby não fez esforço para tirar Julie. Erin esta aos prantos, nesse momento ela nem se importa que suas mãos estejam cobertas de sangue, ela põe uma mão na testa. Gabby levanta a cabeça e encara o medico cirurgião e as duas enfermeiras, a expressão de seu rosto é comum para eles. Eles a perderam, Julie se foi. Shay nem se da ao trabalho de descer, ela joga as mãos e o rosto contra o volante, ela foi o mais rápido que pode, um percurso de 15 minutos ela fez em 8 minutos, ela ultrapassou carros, passou em sinais vermelhos, a sirene estava ligada, mas nada disso foi o suficiente.
Julie tinha uma bala no pescoço, ela não resistiria nem se chegassem a tempo, ela não teria resistido, mas eles tentaram, mas não foi possível salva-la. Julie deixou seu marido e seus dois filhos de apenas 6 anos, ela tinha começado uma família e a perdeu. Essa era a pior parte de fazer trabalhos arriscados, eles não tinham garantia de que voltariam para suas famílias no final da noite, hoje a inteligência perdeu um membro, alguém que eles amavam e consideravam sua família.
Após algum tempo Julie foi retirada da ambulância encaminhada para o necrotério, Alec estava em seu dia de folga e cuidando de Emmy e Liam, os médicos disseram que o avisaria, mas Erin recusou, ela era amiga da família e ele merecia ouvir isso de alguém próximo e pessoalmente. Ela pega seu celular e faz uma ligação.
— Erin? — Voight atende sabendo que Erin lhe daria informações assim que possível. Ela respira fundo tentando evitar que sua voz falhe e que as lágrimas a domine.
— Hank... — É inevitável sua voz falha. —... ela não sobreviveu...
— Você pode resolver as coisas ai? — Ela não responde oralmente, ela acena com a cabeça, ela sabe que ele não a vê, mas não consegue dizer nada e ele sabe que ela o fará e então desligam sem despedidas.
— A culpa é sua! — Voight avança no Tenente. Gritos de ambos os lados. Voight não teve um aviso de que Pulpo estaria no local, ele enviou seus dois detetives e ele culpava o tenente pela morte de um deles. Os policiais os seguram e Platt pede para que retirem Voight.
Após Voight se acalmar ele sobe para dar a noticia a seus policiais - Jay, Voight, Al e Adam. Jay pega seu casaco e sai do distrito, Antônio está sem acreditar no que aconteceu e segundos depois recebe uma chamada.
Erin pede carona a Gabby e a Shay até a casa de Alec. Ela para alguns segundos na casa de Julie e sua família, essa é uma das piores noticias e uma que ela nunca pensou que daria. Ela já viu muitas coisas ruins em sua vida e isso com certeza faz parte da lista para quem estiver contando.
— Ei, Erin!! — Emmy e Liam abrem a porta com sorrisos para a amiga de sua mãe.
— Oi crianças... — O coração dela se quebra ao ouvir a voz das crianças e aqueles rostinhos sorridentes que não vão durar por muito tempo. Ela observa a semelhança entre os gêmeos com a mãe, Erin sempre brincava que eles eram a copia dos pais. — Vocês podem chamar o pai de vocês para mim?
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Linstead - Segredos
Hayran KurguErin Lindsay e Jay Halstead começaram a se relacionar em segredo depois que Voight proibiu, eles colocam em risco seus empregos mas fazem isso por amor.
