67: Azáfama na Yakuza

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Kihyun acordou mais cedo que todos, como sempre. Estava sonolento por ter ido dormir tarde na noite anterior, por causa da festa. Saiu do quarto que compartilhava com Gun, sabendo que no quarto ao lado estava Wonho e Jooheon, cada um em uma cama. Não estava de pijama, mas vestia uma roupa confortável composta por um calção preto e uma blusa de manga curta branca com listras vermelhas. Seus cabelos estavam um caos, descabelados, com a raiz preta aparecendo e possivelmente precisando de uma hidratação. Foi direto para o banheiro escovar os dentes, se preocuparia com a aparência depois de tomar água, e foi com isso em mente que abriu a porta da geladeira quase que com os olhos fechados.

Provavelmente se alguém o visse diria que parecia um sonambulo. Pegou uma garrafa de plástico com um formato meio estranho e com o rótulo pendurado quase caindo. Abriu a tampa e despejou o líquido transparente, tomando dois goles e o tirou da boca com uma careta. O gosto era horrível e ele se perguntou se aquilo era vinagre. Cheirou e o odor era forte. Com péssimas suspeitas ele ergueu o rótulo caído e leu: Vodka.

— Merda.

Fechou a geladeira e soltou a garrafa alcoólica em cima da mesa, já sentindo sua cabeça tontear. Correu para a pia e abriu a torneira, pondo o rosto debaixo e tomando a água morna, molhando seu rosto e cabelos no processo. Jooheon apareceu do corredor colocando a jaqueta como se estivesse prestes a ir embora, mas estranhou o rosado debaixo da torneira e se aproximou um pouco. — Kihyun? O que tá fazendo?

O Yoo afastou o rosto da pia com, fechando a torneira, puxava o ar com dificuldade e seus olhos desfocavam, tentou dizer algo, mas no momento seguinte caiu no chão. Assustado, Jooheon correu até lá, vendo o rosado de joelhos e mãos no chão. Ele se agachou a sua frente e pôs uma mão em seu ombro. — O que houve? — perguntou um tanto desesperado, afinal não sabia o que estava acontecendo. Kihyun, sem conseguir mais se firmar, desmaiou e Jooheon segurou sua cabeça e ombros, sem saber o que fazer, gritou: — Gun! Gun, depressa!

Provavelmente o Inagawa já estava acordado, pois assim que ouviu o grito apareceu correndo com a arma na mão e olhando rapidamente ao redor, quando avistou Jooheon no chão e as pontas dos cabelos rosa, guardou a arma e correu até lá, se agachando também e vendo o Yoo inconsciente. — O que aconteceu?

— Eu não sei, ele desmaiou do nada.

Gun o puxou para seu colo e deu tapinhas em seu rosto, um tanto amedrontado, olhou ao redor e avistou a garrafa de Vodka em cima da mesa, nisso Hoseok apareceu com o barulho. — Quem deixou isso na geladeira?! — sua voz saiu grave e irritada.

Hoseok entendeu a situação e se preocupou. — Eu deixei ontem, mas tava com rótulo.

Gun pegou o namorado no colo, segurando abaixo de seus joelhos e atrás de suas costas, já saindo com ele mole. Jooheon foi atrás e no caminho perguntou para o Shin o que tinha acontecido.

— Kihyun não pode beber álcool, ele passa mal.

Os dois seguiram Gun pro carro, mesmo que o posto fosse perto. Hoseok estava preocupado e se sentindo um pouco culpado, e Jooheon já estava indo para o posto ver Changkyun. Não levou nem dois minutos e eles estavam lá. Gun deu a volta no carro e puxou Kihyun de volta para seus braços, entrando com ele no posto de saúde. Hoseok e Jooheon entraram atrás e era tão cedo que nem a recepcionista se via no seu lugar. O Inagawa foi até mais ao fundo e no caminho encontrou Changkyun, que bocejava como se acabasse de acordar, assim que o viu se preocupou, mas se manteve profissional. — Coloca ele aqui. — disse apontando para uma maca e pondo o estetoscópio pendurado no pescoço em seus ouvidos. Gun deitou o Yoo na maca e Changkyun se aproximou checando seus batimentos e a sua respiração. — O que aconteceu?

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