As provas haviam começado, elas estavam sendo dadas nas mesas do refeitório, pois era o lugar mais espaçoso que possuía na mansão. As pessoas estavam tensas e temerosas com o pensamento de ter que cumprir aquelas tarefas terríveis caso não fossem bem, mas Jooheon não estava com cabeça para aquilo, apenas assinalou as questões de A a E sem prestar muita atenção. Ele estava pensando em Changkyun e em como ele estaria agora na Inagawa. Se lembrou do que Minhyuk havia lhe dito na noite anterior, quando se sentaram para conversar. O amigo não aparentava estar bem e parecia ter chorado, mas contou tudo com detalhes, desde a noite do sequestro até a conversa que tiveram no hospital. Aparentemente Changkyun achava que ele estava envolvido nos planos de Satoru. Ele estava ciente que o Oyabun tinha motivos para pedir que Jooheon cuidasse do Lim, afinal tarefas como essas eram feitas a membros de hierarquia mais baixa, e nunca a um Kobun, e por seu pai ter lhe confiado especificamente essa tarefa, ele tinha a certeza que havia uma segunda intenção, mas não sabia qual era e ele também não fez tudo aquilo porque era uma ordem.
Suspirou e fechou as folhas grampeadas e já marcadas, se levantando da mesa e estendendo a prova para cima. — Terminei.
Um dos monitores se aproximou e franziu o cenho. — Não passou nem cinco minutos de prova.
— Deixa, ele deve estar muito ocupado. — Seung-hyun se pronunciou, aparecendo atrás do monitor e olhou para o Lee. — Mas se não se importa, gostaria de falar com o senhor em minha sala.
Jooheon anuiu e seguiu o mais velho até o segundo andar. Andaram até lá em silêncio, que só foi desfeito quando a porta já estava fechada atrás deles.
— E então? — Perguntou Jooheon, se sentando em uma poltrona branca e Seung se sentou na poltrona a sua frente.
— Eu sei o que está planejando fazer. — Pegou uma xícara na mesinha de vidro que havia entre as duas poltronas e serviu de um líquido escuro. — Café? — Jooheon aceitou o café e bebericou, o largando na mesa em seguida, esperando que o mais velho continuasse. — Pode não parecer, mas eu sei tudo que acontece nessa mansão e sei muito bem dos seus planos para resgatar Lim Changkyun.
— Então você me chamou aqui para me dar um sermão e me impedir? — Se encostou para trás com os braços cruzados. — Satoru te mandou?
Sorriu curto. — Não e não. Não te chamei para dar um sermão ou impedir e Satoru não me deu nenhuma ordem, embora mesmo que tivesse dado eu não a cumpriria.
Franziu o cenho confuso. — Não entendi.
— Hojoon, eu sei muito bem que você gosta daquele rapaz e que vai fazer de tudo para traze-lo de volta. Eu acho isso ótimo e não irei impedir, mas preciso te alertar.
— Tá, tudo bem, agora está ficando estranho. — Se sentou melhor na poltrona, sem mais cruzar os braços. — Você me chamar pelo nome verdadeiro eu já estou acostumado, mas você agir... assim. — Apontou para ele da cabeça aos pés. — Isso é estranho.
Riu curto. — O que quer dizer?
— Não sei, você geralmente só me dá bronca e corta meu barato.
— Isso não é verdade, mas sinta-se agradecido por minhas broncas, se não fosse por elas você não seria quem é hoje.
Jooheon sorriu sentindo-se confortável. Desde pequeno Seung-Hyun era quem se preocupava de verdade com ele, ajudava, dava sermões, cuidava dos ralados no joelho. No geral ele fez o papel de pai muito melhor do que Satoru e ele nem tinha uma diferença tão grande de idade para ser seu pai.
— Tudo bem, e o que quer me alertar?
— Eu não preciso falar que se meter com a Inagawa e entrar no território deles é perigoso, você sabe disso. — Lee anuiu. — Mas você precisará ser cauteloso. Kakuji tem um bom motivo para querer tanto Changkyun e se você for imprudente...
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Black X White
FanfictionLim Changkyun é um médico cirurgião jovem e talentoso, levava uma vida monótona até o dia em que um de seus pacientes, em quem acabara de realizar uma cirurgia a menos de duas horas, acordou subitamente, causando escândalo no hospital e, minutos mai...
