— E então? — Shownu perguntou. — Você consegue decifrar?
Ele e Jooheon estavam no sétimo andar de um pacato apartamento. Um comum como todos os outros localizado em um local qualquer sem muita importância. Mas por trás de toda essa normalidade, por trás da porta com número 14, havia um quarto escuro, com todas as janelas fechadas e cobertas por cortinas, papel de doces jogados nos cantos e em um dos cantos se via uma garota, cujo o nome é Daisy, sentada em uma cadeira de frente para a mesa de seus computadores, notebooks e aparelhos eletrônicos variados. As pernas encolhidas coladas no peito e um edredom cobrindo seus ombros, seus cabelos negros eram curtos até a nuca e desgrenhados em cachos que outrora lhe daria uma aparência descolada, mas que agora só lhe lembrava um filhote fofo de cachorro. Sua estatura também não parecia muito alta, teria em média 1,60 de altura, o que mesmo para garotas era baixo, sua pele era extremamente clara, mas debaixo de seus olhos grandes para os padrões japoneses, havia uma coloração escurecida, a maior prova de noites em claro. Não era possível ver suas vestimentas, mas Jooheon imaginou que levando em conta seu gosto por escuro, deveria ser toda preta. A garota tinha um pirulito na boca e sua expressão era de tédio, ou talvez sono, seus olhos — embora sendo boa parte coberto pela franja bagunçada — estavam fixos na tela do notebook de Shownu. Ela jogou o pirulito para o outro lado da boca, fazendo uma de suas bochechas ficar com o formato do doce.
A garota olhou para Shownu, ainda com sua expressão "sem expressão". — Isso vai ser moleza.
— Ótimo, isso vai levar quanto tempo? — Jooheon se sentou no sofá que havia ali perto.
Daisy o olhou. — O tempo que eu quiser que leve. — E voltou a olhar para Shownu. — Os números estão embaralhados, então terei que procurar pelos códigos, depois junta-los e ver o que forma.
— Quais são os números?
Ela digitou no notebook e os códigos apareceram. Jooheon se aproximou para ver. Uma sequência que não fazia muito sentido apareceu, de tantos números ela apertou algumas teclas e os números diminuíram, ficando mais ou menos: 0023002631011001022030301100001456011011104647801000111324010001102324011000014820110100123560100110022401101001267011011102245734520435692042
— Como você vai decifrar isso? — Jooheon franziu o cenho.
— É mais fácil do que parece, qualquer idiota poderia fazer isso. — Olhou Jooheon da cabeça aos pés. — Bem... talvez nem todo o idiota.
— Ya!
Ela o ignorou. — Código binário só possuí numeração 0 e 1, nenhum número acima disso, assim eu só preciso eliminar todos os números que não são esses dois. Ela digitou mais um pouco e sobrou apenas os números: 00001011000100001100000110111001000111000110011000010110100101001100011010010110111000
Jooheon reclamou. — Isso ainda é um número bem grande.
— Ah, não é não. — Sorriu de canto. — Não para código binário.
— O que está escrito aí? — Shownu perguntou.
— Tem números a mais, cada código binário tem um número par de oito caracteres, agora eu preciso descobrir quais são os códigos e quais são números sobrando, depois preciso pôr em ordem e jogar com as letras, como uma palavra cruzada, uma anagrama, e descobrir o que forma.
Mais uma vez ela digitou velozmente e separou os números, ficando agora apenas a sequência: 0101100101100001011011100100011010001100110000101101001010011000110100101101110
— Cada código binário de oito números equivale a uma letra do alfabeto e todo código começa com 0 e 1, nunca com 1 ou com mais de um 0, assim fica fácil descobrir as sequencias.
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Black X White
FanfictionLim Changkyun é um médico cirurgião jovem e talentoso, levava uma vida monótona até o dia em que um de seus pacientes, em quem acabara de realizar uma cirurgia a menos de duas horas, acordou subitamente, causando escândalo no hospital e, minutos mai...
