Changkyun olhou ao redor, tentando ter a mínima noção de onde estava, mas não havia nenhum retrato ou pertence que o remetesse a algo ou alguém. Decidiu então sair do quarto. Abriu a porta e deu de cara com uma decoração moderna em tons neutros. Olhou para a direita, vendo uma porta no final do corredor que poderia ou não ser o banheiro. Olhou para a esquerda e viu mais dois cômodos depois do seu. Percorreu em frente e não avistou ninguém, então continuou andando. Onde acabava o corredor havia uma sala enorme com uma cozinha americana ao lado direito. A porta de saída era em frente, seguindo reto. Changkyun não pensou duas vezes, correu até ela e tentou abri-la, mas falhou. A porta estava trancada.
— Finalmente acordou. — Chang deu um pulo e se virou para trás.
Jooheon estava escorado na parede do corredor.
— O que eu estou fazendo aqui? — Perguntou temeroso.
O maior que antes estava escorado, agora se aproximou de Lim que recuou dois passos.
— Você desmaiou, então o trouce para meu apartamento. — Explicou, mas Chang notou que ele parecia lhe analisar.
Chang então recordou de todos os acontecimentos, de todo o pavor que sentiu e do alivio quando Jooheon abaixou sua arma.
— Quem é você?
— Eu que deveria perguntar, Lim Changkyun.
Chang arregalou os olhos. — Como você sabe meu nome?
Ele tinha certeza que não o tinha mencionado antes. Jooheon estava vestindo outras roupas, menos formais. Pôs a mão no bolso de seu moletom e tirou de lá o cartão do hospital que Chang havia perdido.
— Você deixou isso cair. — Segurava o cartão entre o indicador e o dedo do meio e o estendeu para Changkyun pegar, que foi o que ele fez. — Então, você é da Towa-kai?
Lim se surpreendeu. — O que?
Ele havia se lembrado de onde ouvira Inagawa-kaï e também Towa-kai. Havia ouvido nos noticiários e alguns documentários sobre a Yakuza e lembrou-se dos nomes. Jooheon suspirou massageando as têmporas.
— Foi uma pergunta bem clara, poderia responder apenas sim ou não? — Chang cogitou a ideia de não responder nada, mas decidiu que não era uma boa ideia.
— Não, eu não sou da Towa-kai e também não sou da Yakuza.
Jooheon o analisou, tentando notar algum sinal de mentira, mas não o encontrou.
— Espero que esteja dizendo a verdade. — Jooheon passou por ele e abriu a porta com o cartão de acesso. — Vamos.
— Hey, será que poderia me explicar o que está acontecendo? — Ele estava quase pirando. —Quem é você e o que foi tudo isso?
Lee parou na porta e se virou para ele. Tantas perguntas, ele quase se arrependeu de tê-lo salvado.
— Eu vou te levar para Satoru, ele vai te explicar tudo. — Falou simplesmente. — E eu sou Lee Jooheon, mas você já sabe disso. Agora vamos.
Changkyun nunca se sentiu tão indeciso e confuso quanto se sentia agora. Não sabia se podia confiar em Jooheon, não sabia quem ele era, o que fazia. Mesmo que ele de certa forma tenha salvado sua vida, ainda não parecia confiável, porém, sabia que ele possuía uma arma, então sem dúvida seria mais seguro não contestar.
Entraram no elevador e Chang descobriu estar no décimo segundo andar. Descobriu também que isso era no shopping principal de Gangnam-gu. A portaria era separada da entrada do Shopping, assim os moradores podiam sair e entrar mesmo quando o Shopping estivesse fechado. Changkyun quis perguntar que horas era, pois não havia uma alma viva por ali, mas resolveu guardar essa curiosidade para si.
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Black X White
Fiksi PenggemarLim Changkyun é um médico cirurgião jovem e talentoso, levava uma vida monótona até o dia em que um de seus pacientes, em quem acabara de realizar uma cirurgia a menos de duas horas, acordou subitamente, causando escândalo no hospital e, minutos mai...
