BongIn, sempre bem prevenido, já tinha traçado suas rotas de fuga desde o início, e seu sorriso vitorioso ao, não tão facilmente, escapar pelo túnel do açougue foi tão largo e sínico que quase se embebedava na própria satisfação. Seu disfarce foi arruinado, mas já não precisava mais dele, pois como espião recolheu material mais do que suficiente para os planos de Fai Lin.
Ao final da rota, com cautela checou todos os lados, e então entrou dentro do carro que estava estacionado logo ali, cantando pneu no asfalto e indo direto para seu ninho de cobra. Com seu sorriso trivial foi logo fazendo suas ligações.
Seu esconderijo não era grande coisa, na verdade era muito discreto e nem um pouco suspeito. Um pequeno motel de beira de estrada, perto de um posto de gasolina qualquer e um supermercado velho. Ao estacionar o carro ali na frente do motel, foi se pondo a subir as escadas para seu quarto no andar de cima, mas sua ação, e sorriso, foi interrompido abruptamente.
— Parado aí!
E ao olhar para trás se deparou com três fuzis sendo carregados, e apontados para si, por três rapazes em roupas bem seguras e escuras.
Deu um passo para trás, subindo mais um degrau, e lasers vermelhos estavam mirados em si. Sua expressão mesclou entre a confusa e a desesperada. Sua ação seguinte foi gritar pelos chineses que estavam hospedados ali, mas em resposta apenas viu porta por porta se abrir com um ou dois chineses presos e sendo arrastados para fora por um ou dois towenses vestidos a caráter. Naquele momento se sentiu impotente e com uma raiva cega lhe queimando o peito.
Detrás dos três homens, viu Seung-Hyun se aproximar em seu terno e cabelos negros bem penteados, tão calmo que o irritava. Passou pelos homens e parou a sua frente, com uma algema pendurada no dedo indicador.
— Está esperando um pedido formal? — O gerente dizia com um sorriso calmo, mas debochado, nos lábios.
Completamente a contragosto, mas sem opção, BongIn se virou e juntou as mãos ás costas. Seung se aproximou mais e prendeu suas mãos bem forte, depois o virou de frente pelo ombro e o empurrou a descer os degraus, encarregando dois homens a o segurarem, cada um em um braço, e o levarem.
— Tragam o carro. — Disse o mais velho no celular.
Em menos de dois minutos uma van preta estacionou no meio fio da calçada e a porta dupla foi aberta pelo lado de dentro. BongIn foi levado a se aproximar, junto de Seung-Hyun, mas ambos pararam de andar quando outros dois carros estacionaram e Changkyun desceu de um. Jooheon fez o mesmo, mas ao contrário de Changkyun que se aproximou com passos firmes, este ficou de pé na porta do carro.
— Parabéns Changkyun, correu tudo como o planejado. — O gerente elogiou com as mãos nos bolsos da calça.
BongIn franziu o cenho, irritado, olhando incrédulo para Changkyun. — Planejado? Você não pode ter feito isso tudo.
O Lim tinha a expressão congelada olhando fixamente para o punk, e seus passos eram precisos e sem nenhum vacilo. Quando ficou de frente para o chinês apenas lhe desferiu um soco, com a maior força que o podia. Os dois homens continuaram segurando seus braços e apenas seu rosto se moveu. Seung-Hyun não demonstrou surpresa, apenas observou a cena, assim como todos os outros towenses que carregavam seus prisioneiros para carros que estavam estacionados escondido. Jooheon, tirando o próprio BongIn, era o único que demonstrou surpresa.
O chinês levantou a cabeça com o nariz sangrando e os olhos afiados. O Inagawa continuava o encarando sem vacilar e então aproximou seu rosto do rapaz. — Nunca mais chegue perto do Jooheon. — Falou em um tom baixo, mas perfeitamente audível e ameaçador.
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Black X White
FanfictionLim Changkyun é um médico cirurgião jovem e talentoso, levava uma vida monótona até o dia em que um de seus pacientes, em quem acabara de realizar uma cirurgia a menos de duas horas, acordou subitamente, causando escândalo no hospital e, minutos mai...
