Our house

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-Alex, para, por favor- o vocalista desviou sua atenção do loiro para me encarar mas antes que ele falasse algo Dave acertou um cruzado no seu rosto
-Juliet, preciso da sua ajuda-
-não ligo a mínima, deixa os dois caras apaixonados por você brigarem- meus olhos se encheram de lágrimas, por que ela era assim? O namorado dela estava sangrando e ela não movia um dedo para ajudar, não conseguiria sozinha. Entrei em pânico quando Dave virou por cima do Alex e pulei no seu pescoço, por reflexo ele acertou meu rosto com a mão fechada
-porra, desculpa, você tá bem?- Franco perguntou com os olhos arregalados, eles haviam parado de brigar e me olhavam preocupados
-seu filha da...-
-o que tá acontecendo? Vão destruir a casa?- Bejamin perguntou com o rosto inteiro franzido, certo, ele estava com raiva, muita raiva
-vocês estavam.... meu Deus, Mary, seu rosto...-
-não tá doendo, ainda bem que você chegou, não ia conseguir fazer nada sozinha- meu host brother tocou meu rosto com a mão e virou novamente para os garotos que estavam parados na mesma posição
-se fizerem essa merda na minha casa de novo nenhum dos dois pisa mais aqui, tão ouvindo?- eles assentiram como crianças levando sermão dos pais, aquele era mesmo o Bejamin? Quando ele virou um homem responsável? Meu coração ficou quente, meu irmão estava crescendo, sentia como se eu tivesse o conhecido desde criança e por mais estranho que pareça eu estava orgulhosa
-desculpa atrapalhar vocês- disse me aproximando dele e da garota que eu não conhecia, na verdade o rosto dela não era estranho
-devia ter pedido minha ajuda, nada disso teria acontecido-
-não mesmo, vocês pareciam estar felizes jogando vídeo game, aliás, sou a Mariana-
-sou Joane, lembro de você da escola- sorri enquanto apertamos as mãos, então era de lá que eu a conhecia, Joane era muito bonita, ela e o Ben faziam um ótimo casal
-e esse é o Alex- falei apresentando o garoto que havia me entregado um saco de brócolis congelado para que eu colocasse no rosto, ele sorriu e esticou a mão para ela
-você é do Arctic Monkeys?- o sorriso triplicou de tamanho, como ele era tão lindo mesmo com o rosto todo machucado? Joane gostava da banda e já havia ido a alguns shows, Alex autografou sua capinha do celular e nós descemos, meu rosto latejava
-vou arrumar sua cara- disse depois que brincamos um pouco com o Romeu, Turner sorriu me puxando pela cintura
-poxa, doutora, preciso de um milhão de beijos para curar-
-você não merece- cruzei os braços como uma criança birrenta e o vocalista fez um biquinho, minha expressão se desmanchou na hora
-desculpa, você me pediu pra parar mas quando ele te acertou eu perdi completamente a cabeça-
-tudo bem, nem tá doendo- menti, estava doendo muito, mas ele havia levado um monte desses então eu precisava cuidar dele agora e não o deixar preocupado.

Limpei os machucados que sangravam, fiz um curativo e beijei sua testa, precisávamos arrumar um jeito de conviver com o Dave, apesar de tudo, éramos família agora, o problema é que parecia que tínhamos duas Juliets em casa
-lembra quando briguei com o Franco da outra vez?-
-claro que sim, foi a primeira vez que dormiu aqui-
-sim, você tinha medo de dormir com a luz apagada-
-eu ainda teria se o Harry não tivesse tirado aqueles sapatos horríveis de lá- gargalhamos juntos, também tinha sido no dia que Alex escreveu Suck it and see, parecia que mil anos haviam se passado desde esse dia. Deitei no seu peito enquanto ele fazia círculos imaginários nas minhas costas, o garoto cochilou tão rápido que eu precisei levantar meu rosto para ter certeza de que ele realmente havia dormido, Turner era o homem mais bonito do planeta, seu cabelo estava bagunçado e ele respirava pesadamente, aquilo era quase um sonífero para mim.

-esse lugar sempre foi desse tamanho?- ergui os olhos rapidamente e dei de cara com a banda, Matt estava na frente com as mãos na cintura, uma semana havia se passado e eles só conseguiram vir agora
-tá com mania de grandeza, Helders- falei me aproximando dele que rapidamente me puxou para uma espécie de mata leão e começou a me dar uns cascudos
-de pequeno na minha vida já basta minha melhor amiga- ri enquanto tentava me desvencilhar, Joe apareceu e cumprimentou todos com aquele seu enorme sorriso, eu sabia o quanto o gerente sentia falta de tê-los por perto
-não temos nada pra fazer hoje e pensamos em...-
-ajudar, como nos velhos tempos- Jamie olhou feio para o baterista, Nick riu, ele adorava quando o garoto completava a frase do outro
-será um prazer mas... provavelmente vai virar um tumulto gigante, digo... vocês são famosos- os meninos se entreolharam como se aquilo fosse uma notícia impressionante, O'Malley tentou falar algo mas parou na metade da frase
-ainda temos umas fantasias...- falei e os rostos deles se iluminaram, menos o do Jamie, que respirou pesadamente.
Quando o Dirty Dicks abriu todos os funcionários já estavam fantasiados, foi uma noite particularmente engraçada e a sensação de nostalgia me acertava como um raio sempre que um dos meninos passava segurando uma bandeja, não era tão divertido sem eles aqui
-tenho uma surpresa pra você- Alex disse sem tirar os olhos do drink que preparava, virei rapidamente na sua direção aproveitando para passar o gelo
-que surpresa?-
-podemos ir amanhã, depois da sua aula-
-claro mas... o que é? Não vai me dizer?- o garoto negou me encarando com aqueles olhos castanhos, ele usava a fantasia do charada e estava estranhamente lindo com aquele lápis de olho preto e o terno verde cheio de interrogações
-vai ter que pagar pra ver, M- passei o resto do turno ansiosa, uma surpresa? O que poderia ser? Tentei perguntar ao Nick que quase sempre deixava algo escapar mas ele disse que não sabia de nada, e era verdade, O'Malley não conseguia mentir nem que sua vida dependesse disso
-e aí, ansiosa?- Alex perguntou parando a moto perto do meio fio, sentia como se todas as pessoas da faculdade estivessem olhando para mim
-nem dormi direito- subi rápido na garupa e o vocalista me entregou um capacete, era muito bom andar de moto com ele mas dessa vez eu nem consegui aproveitar muito, pois o nervosismo parecia deixar minhas pernas bambas
-chegamos- Turner disse parando a moto na frente de uma casa, a fachada era de madeira e tinha enormes janelas de vidro por todos os lados, era linda, antes que eu pudesse dizer algo o garoto me puxou pela mão em direção a porta.

Fizemos um tour rápido, ela era inteira de conceito aberto, tinha enormes janelas de vidro, inclusive uma porta que mostrava todo o belissímo jardim do lado de fora
-então, o que achou?- Alex me perguntou ansioso, fiz a melhor expressão de dúvida que consegui e cruzei os braços
-não sei... acho que ela é muito clara e... claro que eu amei-
-mesmo?-
-sim mas... qual era surpresa? De quem é essa casa?-
-se você tiver realmente gostado dela pode ser nossa- o encarei com os olhos arregalados, meu queixo com certeza iria bater no chão se eu não tivesse o segurado com as mãos
-mas... como assim? Nossa?- Alex concordou paciente e tirou uma chave do bolso, isso não podia ser real
-é, nossa, tipo quando duas pessoas tem algo juntos e tal-
-mas Alex, você... digo... vamos...- o vocalista passou a mão na nunca enquanto concordava com a cabeça
-é, M, quero que você more comigo-

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Oi oi,
capítulo tranquilo, reta final, espero que vocês estejam preparadas porque eu quase morri de chorar escrevendo esses últimos, o que acharam do capítulo? O que vocês acham que ela vai responder? Contem as teoriasss. xx

Stop making the eyes at meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora