Capítulo III

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Hector S

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Hector S.


O que faria você se fosse capturado e levado para um lugar completamente desconhecido, forçado a integrar uma tropa militar que satisfaz o ego de seres tão diferentes de você? Bem, o que faria eu? Talvez fosse mais fácil se eu tivesse escolha, mas aqui estou, preso em uma sala cheia de alienígenas de todas as formas e tamanhos, ao lado de Najenda e do Rei Balthazar

As coisas têm se tornado cada vez mais tensas à medida que suas demandas aumentam. Sinto-me caminhando sobre um campo minado; qualquer passo em falso pode ser meu último. E, embora o cenário pareça desesperador, não consigo evitar observar a tenente, Najenda, enquanto ela varre o ambiente com seus olhos castanhos intimidadores.

A sala era uma mistura de alta tecnologia e austeridade, como um reflexo da própria tensão do momento. O teto curvado refletia luzes azuis, e hologramas pulsavam nas paredes, como se o espaço estivesse vivo, observando-nos. A mesa central, feita de cristal escuro, tinha algo hipnotizante, mas não era o ambiente que mais me incomodava. Era quem estava nela. Cada figura, das escamas brilhantes dos alienígenas aos olhos reluzentes da figura encapuzada, parecia deslocada e perigosa, como peças de um quebra-cabeça que eu ainda não entendia. Entre todos os olhares furtivos e analíticos que me cercam, sinto-me uma celebridade... ou talvez apenas uma ovelha perdida, rodeada por lobos famintos.

— Lapízia está à beira da destruição. Se continuarmos inertes, seremos varridos. — O rei iniciou, endireitando sua postura enquanto seus olhos pousavam sobre mim. — Grande parte do 1º Esquadrão de Táticas Especiais não retornou de sua missão.

Os murmúrios começaram a circular pela mesa redonda. O desespero dos despreparados era evidente em seus rostos. Apesar de ser um novato nesse mundo e nesse assunto, uma coisa era clara: independentemente de qual planeta ou espécie, todos reagem de maneira semelhante quando confrontados com o desconhecido.

— O que faremos sobre isso? — Um homem de cabelos amarelos interrompeu, lançando-me um olhar breve antes de emitir um som irritado com a garganta.

— General Angus, se puder esperar um pouco, o Rei estava prestes a responder. Parece que sua impaciência é mais forte que o senso comum. — comentou Najenda, com sarcasmo evidente.

— Não se meta, Najenda, antes que eu a ensine a permanecer no seu lugar. — respondeu Angus, com um tom de superioridade. A tensão escalava rapidamente, transformando a sala em um prelúdio de batalha.

— O que você disse, seu...

Antes que os dois pudessem se engalfinhar, uma pressão esmagadora tomou o ambiente, fazendo os papéis dançarem no ar antes de se espalharem pelo chão. A origem daquela pressão tornou-se evidente à medida que uma silhueta se destacava, caminhando até a mesa. Uma mulher de pele clara, quase alva como neve, com olhos de um azul hipnotizante. Sua presença sozinha era suficiente para silenciar qualquer tumulto.

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