Capítulo VII

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Hector S

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Hector S.

— Chame-os aqui. Precisamos avisar que o reparo da máquina foi bem-sucedido — declarei.

Minutos depois, o laboratório estava lotado. Vozes se misturavam, passos apressados ecoavam pelo chão metálico, e o espaço virou um caos. Senti-me como se estivesse no mercado da cidade, cercado por desconhecidos examinando minhas criações como se fossem mercadorias expostas. Aquilo me incomodava.

Os oficiais de Goa me observavam com expressões frias e calculistas, mas, em meio a eles, um olhar se destacou. Compaixão.

Quando ela entrou no laboratório, por um instante, o tempo pareceu hesitar. Seus olhos encontraram os meus, carregando algo que eu não sabia decifrar — dor, talvez, ou saudade. Mas, em vez de falar, ela desviou o olhar e caminhou até a estante, fingindo procurar algo. Fingindo que não havia nada a ser desfeito.

Eu não conseguia evitar: a presença dela mudava tudo.

Enquanto ouvia o manual pela segunda vez, senti uma euforia silenciosa crescer em mim. Com ela ali, tudo parecia mais leve.

Mas quem era ela?

— Você é incrível — elogiou Uthar.

Cocei a nuca, sem jeito. — As peças atrasaram. Fiz o que pude.

— Hoje à noite, vamos comemorar. Mas, por enquanto, treine os outros esquadrões — disse Balthasar a um grupo de oficiais bem-vestidos. Ele riu ao passar pelos soldados reunidos na sala e então virou-se para mim. — Leve-a para fora. Precisamos testá-la.

Ele se aproximou e pousou a mão em meu ombro, como se quisesse me dizer algo sem palavras.

O que ele queria dizer com isso?

— Descanse um pouco antes de sair — completou, num tom que quase parecia gentileza.

Olho ao redor, observando o gramado antes verde, agora tingido de cinza pela pólvora dos soldados

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Olho ao redor, observando o gramado antes verde, agora tingido de cinza pela pólvora dos soldados. E não vai parar por aí. O treinamento pesado vai acabar de vez com ele.

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