Capítulo 19

241 29 36
                                        


 -Eu sei, mas isto tem a ver com uma de suas filhas. Estou aqui para assumir seu lugar.



Ou Marcela entrara em pânico, ou alguma coisa estava seriamente errada com Brendinha. Gizelly tinha um terrível pressentimento que a última opção era verdadeira.

Depois de murmurar um pedido de desculpas para a mãe do pré-escolar que estivera examinando, Gizelly saiu correndo da sala e foi para o elevador que a levava na sala de emergência. Apertou o botão de descida diversas vezes, e quando o elevador não chegou rapidamente, optou por descer as escadas de dois em dois degraus. Chegou ao primeiro andar e passou por diversos pacientes enquanto se dirigia para entrada de funcionários, digitando o código duas vezes antes que as portas finalmente se abrissem.

Uma vez não corredor da ala de enfermagem, Gizelly se aproximou da enfermeira sentada atrás do balcão.

-Minha filha, a Brenda Bicalho Mcgowan, onde ela está?

-Sala seis. –Respondeu a simpática enfermeira, seguido por: - Sua esposa está lá com ela agora, Dra. Bicalho.

Porque o bem estar de Brenda era primordial em sua mente, Gizelly não viu razão para corrigir a declaração da mulher sobre seu estado civil e o de Marcela. Em vez disso, correu pelo corredor e virou um canto para encontrar Alex Karev em pé do lado de fora de um cubículo com Marcela. Puro medo diminuiu seus passos, fazendo seu coração disparar violentamente.

Quando Alex a avistou, acenou-lhe:

-Aqui Gizelly...

-Onde está Brendinha? –Disse Gizelly quando alcançou os dois.

-A equipe médica está trabalhando nela agora, portanto você precisa permanecer aqui por uns minutos.

O gosto amargo de bílis subiu a garganta de Gizelly.

-Trabalhando nela?

-É invaginação Gizelly. –Disse Alex.

A palavra não era estranha para Gizelly, apenas inteiramente inesperada e amedrontadora.

-Sério? Ontem a examinei por alto Alex, não posso acreditar que errei esse diagnóstico.

-Não é uma doença fácil de detectar, ainda mais sendo Brenda um pouco mais crescida, sua apresentação é enganosa e você estava pensando como mãe e não como médica. Como médicos, nós algumas vezes reagimos quando se refere a saúde de nossos próprios filhos, porque achamos inimaginável que nossos bebês fiquem doentes.

-Isso não é desculpa, me conformei quando vi que a garganta dela estava irritada. –Gizelly falou com pesar. Marcela apenas ouvia quieta a conversa entre os colegas de profissão.

-Você é humana Gizelly, a garganta, foi só uma coincidência. E se te faz sentir melhor, quando meu filho tinha três anos caiu num balanço e quebrou a clavícula. -Ele dirigiu seu sorriso para Marcela, – Eu erroneamente presumi, uma vez que ele estava tentando escalar a estante, que ele estivesse bem. Não tirei os raios-X até o outro dia, e foi só na hora de vesti-lo que ele gritou que me dei conta do meu erro.

Aquilo ofereceu muito pouco consolo a Gizelly.

-Me sinto culpada, Marcela me avisou que ela estava diferente, mas examinei a barriga, parecia normal.

-É assim mesmo. E você sabe. – Disse Alex.

-Alguém, por favor, pode me explicar o que está acontecendo com minha filha? –Pediu Marcela evidenciando estresse na expressão facial e no tom de voz.

De repente... Casa cheiaOnde histórias criam vida. Descubra agora