Capítulo 37

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Loren

Meu corpo inteiro doia enquanto os policiais faziam seu trabalho, uma ambulância chegou ao local minutos depois, Mason não saiu de perto de mim um segundo se quer, um dos policiais era seu amigo, ele ficou perto de nós o tempo inteiro, eu estava abalada, mas tentei dar o máximo de informação que consegui naquele momento.

- Acho que ele estava me observando a muito tempo. - Olhei para Mason e depois desviei para o policial - A algumas semanas eu o vi, estava entrando em meu carro, no momento achei que fosse imaginação, ele não fez nada só ficou do outro lado da rua me olhando.

- Você fez alguma coisa? - Fechei os olhos e tentei me concentrar no colete do policial, que se chamava Paul.

- Não, fiquei com medo, mas não fiz nada, eu estava no carro e um ônibus passou na frente, depois ele sumiu, mas eu sempre estive com essa sensação de estar sendo observada, e mais cedo ele não parecia alguém que me achou derrepente, parecia alguém que tinha tudo planejado aos mínimos detalhes, ele é muito inteligente, podia não sei... Estar tentando me aterrorizar?

- Isso é bem provável, vamos fazer de tudo para que ele confesse, mas foi pego flagrante, não tem como sair dessa, e sabemos que ele não pretendia te deixar ilesa. - Balancei a cabeça para Paul.

- Vou fazer de tudo para que isso aconteça, se ele estava planejando a muito tempo nós temos que descobrir, em todo caso, é bem óbvio que ele pretendia levar Loren pra longe daqui. - Mason disse.

- Isso é quase concreto, os homens que trabalham pra ele devem confessar tudo em troca de alguma coisa, não se preocupe, não vamos te forçar a nada agora, ele foi preso em flagrante, vamos te deixar estável primeiro, tudo bem? Acha que consegue contar os detalhes depois?

- Sim, é claro, espero que fique bem logo Loren, mesmo que as circunstâncias tenham sido as piores, foi um prazer conhecer você. - Ele fez um sinal positivo com a cabeça para mim e depois apertou o ombro de Mason antes de ir embora, fiquei lá parada observando.

- Vamos embora logo ok? - Fechei os olhos quando senti sua mão acariciar meu rosto - Eu queria mata-lo.

- Não quero que pense nisso Mason, eu não deixaria que destruísse sua alma por alguém como ele, não vale a pena, passar a vida trancado em uma prisão vai ser castigo suficiente. - Seguro seu braço e acaricio - Você me achou.

- Eu precisei te perder primeiro, fiquei desesperado Lore, não sabia o que ele tinha feito com você, não sabia onde te achar, não sei o que faria se algo tivesse acontecido, tive medo.

- Eu também tive medo.

- Myra me contou o que aconteceu, você podia só ter corrido e preferiu ficar no lugar dela.

- Eu não podia deixar que ele á machucasse, ela não tem culpa de nada disso.

- Nem você Lore, você se colocou no lugar dela antes de pensar em você, eu acheinque não podia te amar mais, não consigo acreditar que você é de verdade. - Sorri para ele.

- Nós podemos ir, vamos para o hospital. - Olhamos para meu pai que se aproximava falando conosco, Mason me pegou no colo e me colocou no carro - Desculpe Mason, mas vou acompanha-la se não se importa.

- Claro que não, eu e Matt vamos logo atrás de vocês.

Senti os braços do meu pai ao redor dos meus ombros por todo caminho, ele não me soltou até entrarmos no hospital quando um furacão me engoliu, minha família inteira reunida podia virar uma confusão muito facilmente, alguns policiais conversaram comigo brevemente mas eu não estava em muitas condições de falar, eu sabia que teria que reviver tudo outra vez contando a polícia, mas era um fardo que vinha para o bem, por mim Marcus passaria o resto da vida na prisão.

Minha mãe chegou no hospital logo após minha entrada, chorando e desesperada, era horrível ver aquela cena, eu não queria que ninguém tivesse que passar por aquilo outra vez, não queria as lágrimas e o desespero, mesmo que eu me sentisse mau, e soubesse que ficaria paranoica por um tempo, sabia que minha família também ficaria, em uma família unida, coisas que acontecem com um, afeta todos.

- Mãe, não chora, eu estou aqui, vou ficar bem.

- Eu tive tanto medo, minha princesa, eu sinto muito.

- Ninguém tem culpa mãe, nós vamos ficar bem, preciso saber que não vai se culpar. - Junto nossas testas.

- Veja só você, tão forte tentando consolar todo mundo, não se esqueça que quem sofreu foi você, vamos superar tudo bem?

- Tudo bem.

Balancei a cabeça afirmando, nossos rostos juntos enquanto as lágrimas voltavam a cair, eu ainda estava apavorada, me sentia suja, estava bem, mas o sentimento era de tristeza, eu estava quebrada, queria ser mais forte, queria não pensar que aquilo podia me deixar mau outra vez, mas não conseguia, eu sabia que aquilo tinha grandes chances de acontecer, mas eu seria forte, mais uma vez, e quantas vezes precisasse, porque um homem escroto, machista e violento não arrancaria de mim minha essência, minha força.

Após uma bateria de exames foi constatado que meu braço estava quebrado, meu rosto estava machucado mas não era nada demais, apenas o inchaço e um pequeno corte, alguma vermelhidão pelo pescoço e uma mancha Rocha em minha barriga, provavelmente causada durante a queda, mas nem percebi já que a dor no braço foi mais forte, tive que passar por uma cirurgia no braço e depois fui para o quarto, eu estava um pouco grogue e mole por causa da anestesia e dos remédios, mas sei que todos estavam no quarto quando fui levada para lá após alguns segundos adormeci.

Loren - Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora