meu deus, mentira.

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P.o.v S/n

– Vamos, s/n. Acordaaaa — Ayla berrava no meu ouvido enquanto me sacudia. Resmungo colocando o travesseiro na minha cara, ignorando ela completamente. – Puta, você vai se atrasar e eu vou dar na sua cara

– Porra mais que caralho, viu. — Tiro o travesseiro do meu rosto o jogando longe, me sento na cama com cara de poucos amigos. Eu já não gosto que me acordem, e ainda me acorda berrando.

– Bom dia, meu bebê mais lindo. — Ela sorriu pra mim apertando minha bochecha. Rolo os olhos, dedilhando minha mão pela cama a procura do meu celular, o coitado se perdeu no meio das cobertas.

– você nunca mais vai dormir comigo quando eu tiver que ir viajar. — desbloqueio a tela do celular assim que eu o encontro, são 4h30 da manhã, olho para Ayla, fuzilando a mesma com o olhar.

– Você não estava planejando acordar 5h30 não né, S/n? — Ela me olha se levantando da cama e eu aceno positivo – minha filha, você ainda tem que arrumar o que falta, tomar um banho e se quiser, tomar café ainda. Vai, levanta o rabo da cama e vamos agilizar

Relutando contra a minha vontade, levanto da cama já indo para o banheiro, retiro meu pijama na maior moleza. Eu estou indo pra Los Angeles me encontrar com a Demi, eu deveria ao menos estar animada, mas é que o sono ele é inimigo de qualquer coisa até da fome.

Entro debaixo do chuveiro, tomando um banho quente e rápido, nesse curto tempo, escovo os meus dentes. Termino o banho, volto para o quarto, Ayla já não estava mais lá, deve tá fazendo alguma coisa pro café, pego a roupa que eu separei para usar agora e me troco.

– Seu café tá na mesa, vai comer que eu termino de arrumar aqui pra você. — Fala Ayla entrando no quarto, apenas continuo terminando de arrumar minha roupa.

– Tudo o que eu vou precisar pra por na mala, tá nesse lado ai do guarda roupa. — aponto para o lado direito do guarda roupa, saio do quarto chegando na cozinha.

Dou umas bebericadas no café e como uma maçã, olho para o relógio de pulso, vendo que já era 5h10, em um gole generoso e rápido termino de to mar o café. Corro para o quarto, minha irmã já segurava uma mala, eu pego a maior, confiro se estava tudo certo e pego o meu celular.

Fecho o apartamento, descendo sem nem pensar no elevador, as escadas. Nessa hora passará um táxi, faço sinal para o mesmo, agradecendo mentalmente por isso. Ajudo Ayla a guarda as duas malas no porta mala e entro atrás, enquanto ela vai no banco de carona.

– Moço, nos leve para o aeroporto, por favor. — Passo o local para o taxista que esperava.

O vôo saí 6hrs em ponto, o aeroporto não fica longe do meu prédio, então eu acho que não será um problema. Observava a avenida Paulista, que é linda durante a manhã, calma e aconchegante, horário que a maioria está indo trabalhar.

Aliás, eu não trabalho, difícil arrumar um emprego fixo. Eu tenho meu apartamento graças a herança da minha avó, ela deixou a maior quantia em dinheiro para mim e para Ayla e também quando mais nova, antes de eu me assumir, meu pais criaram uma poupança no banco pra mim, onde toda semana eles depositavam dinheiro, no valor de 100 reais, para o meu futuro. Então, juntando tudo desde dos meus 14 até agora, meus 18 anos, eu tenho um bom dinheiro, e é assim que eu vivo. Mas espero que logo eu possa encontrar um bom emprego e começar minha nova vida, sem depender do dinheiro de ninguém.

– S/a, chegamos. — a voz de Ayla me trás de volta a realidade, me apronto pra pegar o dinheiro da viagem para entragar ao motorista. – Eu já paguei, vamos logo.

– Obrigada, motorista! Bom trabalho.  — agradeço saindo do carro, pego as malas no por mala sendo ajudada por Ayla e rapidamente nos direcionamos até a linha do meu embarque.

Instagram Demi | S/n Histórias para pegar e não largar. Descubra agora