Me manter no limite

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    P.O.V DEMI

Ela me olhava com tamanha intensidade em seu olhar. Enquanto à mim, bom, eu a olhava com desejo. Desejo de sentir seu beijo, descobrir se seu gosto tem um adocicado. Desejo de toca-lá, explorar cada parte de seu corpo, dês dos mínimos detalhes até os mais visíveis. Eu queria tê-la.

– Eu preciso de você. — sussurei, e foi como se ela já estivesse à esperar por essa demanda.

Aquele pouco espaço de cama, que nos mantia longe por poucos centímetros. Foi quebrado, S/n uniu nossos corpos, e sem fazer muito esforço, colou nossos lábios. Uma chama de fogo se ascendeu em meu corpo, parecia um vulcão que estava prestes a entrar em erupção. Seus lábios eram tão macios como eu imaginei, a sua boca tinha um leve adocicado, do jeito que eu sentia antes mesmo de beija-lá. Era como se seus lábios fossem feitos um para o outro, sua boca se encaixava perfeitamente à minha. Eu não sabia se aquilo era o certo. Eu não sabia se eu iria me arrepender logo depois. Eu não sabia como iria fazer depois de que tudo isso acabasse. Mas, de uma coisa eu sabia. Eu estou apaixonada por essa menina!

– Hmm.. — gemi manhosa, enquanto recebia mordidas em meu lábio inferior. Minhas mãos deslizavam pela extensão do seu corpo, essa menina tinha acabado de tirar o restante da sanidade que eu tinha. Sua boca agora rodeava pelo meu pescoço, o que fazia meu corpo reagir a cada momento. – Eu quero você, dentro de mim, S/n. — A mais nova sorriu maliciosa, chupou e lambeu uma boa parte da região do meu pescoço. Na ponta dos dedos, abaixou a alça do meu vestido, ela se afastou um pouco para pôde retirar a peça, e assim me deixou apenas de calcinha.

– Tão pronta. — Ela sorria, aquele sorriso safado que deixava qualquer um louco. Passou a mão na minha intimidade, mesmo que ainda por cima do pano.

– Não tortura.. — minha voz saiu arrastada. S/n passou a língua por cima da calcinha, me fazendo jogar a cabeça para trás e suspirar.

– Me peça, Demz. — Ela me olhava, sem deixar a sua língua parar com a atenção que dava, por cima do pano. – O que você quer que eu faça

– Me fode. Me fod-d... Aahhh

Sento alguém me chacoalhar uma vez. Duas vezes. Três vezes.

– Demétria, acorda. — me chamou a voz tão bem reconhecida por mim, à qual eu não queria ter ouvido agora.

Lentamente abri meus olhos, com dificuldade por conta da claridade. Sirah me olhava com um semblante totalmente engraçado.

– O seu sonho realmente foi bom, pelo visto, não é? — Ela segurava o riso.

– Eu não sei do que você está falando. — Me sento na cama, a mulher estava sentada na ponta, um pouco à minha frente.

Aahhn, me fode, Aaahn. — Sirah diz imitando o que teria escutado. Eu só queria enfiar a cara em um buraco e não sair nunca mais dele. Meu rosto ardia, eu sabia que estava vermelha feito um pimentão, porque Sirah automaticamente começou a gargalha.

– Saí do meu quarto. Você já ouviu o que não devia e ainda me acordou. — Levanto da cama puxando Sirah pelo braço, enquanto a mesma não parava de rir.

– Tudo bem, tudo bem. Eu saio, mas não pense que deixarei esse assunto escapar, mais tarde iremos conversar, dona Demi. — Mostrei o dedo do meio para ela e fechei a porta em sua cara. Pronto, a primeira vergonha do dia já foi pagada no débito.

Instagram Demi | S/n Histórias para pegar e não largar. Descubra agora