P.O.V BAKUGOU
Acabei de aparecer nessa história, mas na verdade já vi esse nerd esverdeado algumas vezes nesse último ano. Quer dizer, eu acho que é ele...
Geralmente estava acompanhado de outro garoto, um menino com o cabelo meio vermelho e meio branco. Sempre passava pelos arredores da minha casa.
Não tenho certeza mas.. será que é ele mesmo? Costumava ver esse garoto com um sorriso no rosto gigantesco agora seu semblante é completamente diferente.. posso estar me confundindo?
Esse garoto me estressou hoje. Por isso vou assistir o jogo idiota desse nerd.
"Prometo que irei fazer um jogo mais bonito do que sua partida de tênis de mesa" quem ele pensa que é?
Apesar disso quero que ele ganhe. O ganhador dessa chave disputa com o meu time na próxima.. duvido que com aquele tamanho ele consiga fazer alguma coisa em quadra... Seria ótimo ganhar dele depois desse chilique que ele deu e além do mais ele não deve achar que eu jogo basquete porque me viu jogando tênis de mesa... Seria divertido.
P.O.V IZUKU
Francamente, estou bem estressado mas nada disso importa. Meu corpo e mente devem estar conectados apenas na quadra, na bola e na cesta. O resto são apenas obstáculos a serem ultrapassados.
Antes de ir pra quadra e encontrar meu time, passei na minha barraca para me trocar e avisar minha mãe.
"Mãe não posso ligar agora, estou me concentrando para o jogo. Ele começa em 20 minutos. Estou animado e muito feliz. Obrigado por ter feito isso por mim. Vou pedir para gravarem e te mando assim que ganharmos. Estou aqui por você também. Um beijo, amo você"
Terminei de me arrumar e fui para a quadra. Agora faltava menos que aqueles tais 20 minutos. Garrafa de água na mão, documentos na outra e muita empolgação correndo por todo meu corpo.
Cheguei na quadra, nos organizamos e faltando 10 minutos o aquecimento começou. O time adversário tinha jogadores altos e musculosos, ou seja: velocidade não era o ponto forte deles. O técnico organizou o time que começaria. Apesar de ser um dos melhores do time, comecei no banco. Por estar no primeiro ano eles acabavam colocando nos outros tempos e deixavam o primeiro tempo para o pessoal que iria se formar.
Durante o aquecimento fizemos alguns arremessos e passes, nada muito elaborado. Brinquei com alguns dribles, apenas para descontrair e entrar de vez no modo competitivo.
Em uma dessas brincadeiras de drible vi na arquibancada Shoto ao lado daquele loiro estressadinho. Aquela imagem que ficou gravada na minha cabeça fez eu perceber uma coisa: no jogo de hoje eu iria brilhar.
Primeiro porque eu precisava, pelo meu time. Segundo que eu precisava pra mostrar pra esses dois garotos do que Izuku Midoriya é feito. Não sou alguém que pode ser chutado sem mais nem menos e não sou alguém que pode ser destratado de graça. Eu sei que tenho valor... Demorei pra descobrir isso, mas depois que me compreendi nunca mais aceitei menos.
O jogo começou.
Pude sentir o olhar de ambos por todo meu corpo. Um estava confuso por eu estar sentado e o outro ria provavelmente achando que eu não era capaz.
Foco Izuku, deixe tudo isso para fora da quadra. As únicas coisas que importam são: a quadra, a bola e a cesta. O resto são apenas obstáculos que eu vou ultrapassar.
Quando voltei minha atenção pra quadra percebi como tínhamos vantagem. Nosso ataque era o pior tipo para esse time. A velocidade era nossa melhor arma, eles estavam condenados a perder. Apesar desse pensamento eles tinham um jogador bem veloz que fazia muita cesta de 3 pontos (fez 5 para ser exato). Essa diferença fez com que eu fosse colocado no primeiro tempo.
Quando pisei na quadra tudo clareou.
Comecei saindo do fundo de quadra, avançamos devagar pois a defesa já estava alinhada então a velocidade antes da jogada final seria só desperdício de energia. Assim que chegamos na linha da defesa, chamei uma jogada e antes do meu time poder realizá-la, fiz uma finta (uma espécie de drible com o corpo todo), furei o garrafão e fiz uma cesta. Tudo aconteceu muito rápido.
Chamei a defesa correndo e gritei pra um de nossos alas subir e marcar o armador do adversário. Apesar de veloz e de uma altura mediana, seu físico não era dos melhores, nosso ala iria facilmente roubar a bola.
Dito e feito, roubou a bola e nosso ataque começou. Chamei um ataque entre os alas e pivô, ajudei com o corta-luz e: mais uma cesta.
Apesar de tomarmos alguns pontos, o primeiro tempo estava 35x20. Realmente estávamos com tudo.
O segundo tempo voltamos com a formação mais rápida que temos. Na saída já conseguimos a bola e fizemos cesta, direto sem drible e sem marcação.
Tomamos alguns pontos mas continuamos ganhando pela diferença de 15 pontos. Terceiro tempo eles nos alcançaram, tinha um jogador que estava no banco e provava era a "peça surpresa deles". Terminamos empatado.
Assim que voltamos para o quarto tempo tentamos uma jogada nova. Nessa jogada o pivô (jogador do ataque que fica no meio do garrafão) iria fazer um corta luz para que eu entrasse no lugar dele. Ao mesmo tempo o ala que fica do mesmo lado que eu faria outro corta luz pro pivô tomar o lugar dele (seria uma jogada usando dois corta luz, pra trazer o armador pro centro e o pivô pra lateral no fundo). Feito isso a bola rodaria até chegar em mim, faria uma finta e o pivô conseguiria uma cesta de 3 pontos. Assim o fizemos e viramos o jogo.
Cada jogada do basquete consegue ter grande impacto duas vezes, uma acontecendo pela direita e outra pela esquerda. Caso a defesa seja boa ela irá conseguir prever a próxima parecida. Então conseguimos 2 cestas de 3 pontos e depois voltamos ao ataque rápido.
Esse abalo psicológico que conseguimos fazer nos deu alguns pontos de brecha e ganhamos por 128 x 110.
Sai exausto da partida. Escutava a nossa escola gritando e comemorando. Avistei o Shoto e o Bakugou trocando alguns olhares e palavras mas não consegui identificar, a adrenalina no meu corpo fazia com que tudo estivesse meio borrado a não ser meu time.
Comemoramos um pouco e seguimos ao vestiário que estava ao lado da quadra. Tomei uma ducha gelada, me troquei e bebi água. Sai da quadra e os dois ainda estavam lá. Bakugou com uma expressão de ódio estampada na cara e Shoto sorrindo como se tivesse ganhado algo. Fui em direção de ambos.
- Hm.. por acaso vocês dois se conhecem? - perguntei meio confuso.
- Esse cara aqui achou que você não era de nada e ficou putinho o jogo todo... Mal sabe ele que você não mostrou nem 60% da sua capacidade. - Shoto dizia com tom de deboche.
- Tsssc, duvido. Esse anão não tem nada de especial, fez apenas o básico e quer chamar isso de show? Por favor, garoto. - Bakugou falava com um tom irritado e com os braços cruzados.
- Diferente de você eu aceitaria um elogio de bom grado, mas do jeito que você é duvido que alguma coisa boa saia da sua boca. Mas não se preocupe, reparei bem na sua expressão enquanto eu jogava, me sinto parabenizado já que você se impressionou do começo ao fim.. não é mesmo, Bagukou? E não adianta negar. Apesar de não estar no meu máximo eu sei bem o quão bom eu sou... E Shoto, você por acaso está me esperando pra alguma coisa ou só queria se exibir com um talento que nem é seu pra esse cara irritadinho aqui? - apesar de estar feliz com a vitória esses dois realmente estavam me estressando.
- Calma Izuku, não tô fazendo isso... Eu só tentei te defender desse cara.. sei que você pode fazer isso sozinho mas queria conversar com você também.. podemos? - seus olhos fitaram os meus e nesse momento meu coração começou a bater mais forte, infelizmente seus olhos eram meu fraco. Assim que assenti sem dizer nenhuma palavra ele continuou - então você pode nos dar licença ou vai ficar aqui atrapalhando?? - dizia enquanto gesticulava com as mãos para o loiro sair.
- Vocês dois são completamente ridículos né? Eu vou dar o fora - Bakugou virou de costas e foi embora enquanto nos xingava em alto e bom som.
Esse garoto tem algum problema?
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Clube de Basquete U.A.
أدب الهواةO jovem Izuku Midoriya muda de cidade afim de treinar basquete com mais afinco. Chega em uma das escolas mais renomadas da capital. Seu amor pelo esporte cativa a todos de sua turma, principalmente o filho do diretor, Todoroki Shoto, que começa a v...
