No dia de estreia como super-heroina profissional, Harumi conhece Dynamight, um loiro agressivo, ignorante e orgulhoso.
Todoroki pede pra garota entrar em uma investigação sobre uma gangue de drogas de individualidades e a garota aceita, mas...ela...
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- o que aconteceu? - Bakugou pergunta entrando no quarto
Me levanto da cama e passo por ele, fechando a porta. Sinto meu coração batendo rápido e suspiro, me virando pro loiro e encostando as costas na porta.
- vamos conversar - repito as mesmas palavras que falei antes de subir pro quarto
O loiro fica em pé de frente pra mim, mas longe o bastante pra eu conseguir fugir o mais rápido possível a qualquer momento.
- quando eu era criança - engulo a seco - o médico falou que por causa dos meus poderes, eu não poderia ter filhos - encaro meus próprios pés, evitando o olhar de Bakugou
- e...- ele pede pra eu continuar
- o MSG castra as crianças e adolescentes que tem poderes muito fortes. Eles dizem que, nossos filhos podem virar vilões e terem poderes tão fortes quanto os nossos, por isso é um risco que eles não podem correr - me encosto no guarda roupa, sentindo uma leve tontura - mas teve um problema...comigo. No dia seguinte da cirurgia eles viram que meu útero e trompas estavam intactas. Mas depois de mais três procedimentos, chegaram a mesma conclusão que meus médicos, que eu não podia ter filhos
- ah, Haru - Bakugou tenta de aproximar de mim, mas eu me afasto - eu...sinto muito. Eu não sabia que...-
- eu tô gravida - fecho meus olhos esperando a reação do loiro.
Escuto o barulho da cama e abro os olhos vendo Bakugou sentado com os braços apoiados nos joelhos, suas mãos passavam em seu rosto depois cabelos sem parar.
O silêncio endurecedor e sufocante toma conta de todo o quarto. O único barulho que consigo escutar é os de risadas no andar de baixo.
- Haru-chan tá aí? - escuto a voz de Mina - me empresta uma blusa, o Deku derrubou suco na minha - ela abre a porta e arregala os olhos vendo Bakugou naquele estado de choque, mas não fala nada
Pego uma blusa pra ela e ela sai pedindo desculpas com o olhar.
Me encosto no guarda-roupa e deslizo até o chão. Coloco a cabeça entre os joelhos e me sinto sufocada mais uma vez.
- ele é meu, certo?
- mas que tipo de pergunta é essa? É claro que sim, eu só transo com você - me sinto indignada, gesticulo com o rosto ainda nos joelhos
- a quanto tempo?
- eu não sei...uns dois meses. Eu acho
- então, quando aquilo aconteceu...- trinco o maxilar, sem saber ao certo sobre o que ele tá se referindo
Provavelmente, ele deve estar odiando a ideia de ter um filho logo no auge da carreira.
- eu estava pensando em abortar. Nunca passou na minha cabeça ter um filho em nenhuma hipótese da minha vida. Mas depois de tudo o que eu passei com ele, depois de tudo aquilo...- meu nariz começa a arder - ...eu não posso nem sequer, nem sequer, pensar em abortar agora - suspiro tentando segurar o choro - eu entendo que você tá no auge da sua carreira, eu sei que você não pensa em ter filhos agora. Mas eu quero ter esse bebê, pra mim...pra mim ele é a única coisa que eu tenho. Eu não tô te pedindo pra criar ele, muito menos pra participar da vida dele, mas eu queria que você pelo menos soubesse