Alec, um menino meigo e afeminado e um baby boy muito fofo e só quer ser feliz como ele é.
Theo, um empresário dominante que busca o amor de verdade para amar e cuidar.
Será que o destino (ou o autor) vai unir esses dois? Leia e descubra...
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Theo deixou o carro no estacionamento do prédio, subimos juntos no elevador até o terceiro andar e fomos até o meu apartamento.
Theo: Seus pais não vão se importar por um estranho chegar com você a esta hora da noite? -falou enquanto eu abria a porta.
Alec: Não se preocupe, moro sozinho - sorri, entramos e deixei ele na sala. - Olha, fique a vontade por favor, eu vou tomar um banho e já volto, tudo bem? - ele fez que sim com a cabeça - quer algo?
Theo: Não obrigado, vou esperar você. - sorri e sai em direção ao meu quarto, peguei uma camiseta que ia até meus joelhos e um short curto colado ao corpo, minhas meias listradas que iam até minha canela e fui em direção ao banheiro com meu roupão em mãos. Tomei um banho relaxante, tentando tirar aquela sensação ruim e as lembranças horríveis de mim, acabando por me sentir melhor. Me sequei e coloquei a roupa no banheiro mesmo, escovei os dentes, passei desodorante, perfume e sai em direção ao quarto para guardar minhas coisas.
Sai de lá e fui indo na direção da sala meio envergonhado por ter pedido para ele me fazer companhia, mas estava com medo de ficar sozinho, e não queria estragar os planos dos meus amigos. Quando cheguei na sala, Theo estava segurando um objeto pequeno em sua mão e eu não consegui enxergar oque era, até que ele virou e me viu. Olhei pra sua mão e vi a única coisa que eu escondo, uma coisa que só o Cadu sabe e que só descobriu por que acabou me pegando com ela...a minha chupeta. Tinha deixado ela no hack da TV de manhã e não guardei porque sai com pressa.
Corei instantaneamente e fiquei sem saber oque fazer, ele me olhou como se estivesse perguntando e então eu respondi a primeira coisa que veio na minha cabeça.
Alec: É-é do meu sobrinho - me xinguei mentalmente por minha resposta ser tão idiota.
Theo: Pensei que morava sozinho - queria enfiar minha cabeça em um buraco e nunca mais sair, os segundos que passamos nos olhando pareceram uma eternidade, mas ele quebrou o silencio - Não se preocupe, não tenho nada haver com isso, e você não me deve explicações a não ser que você queira falar - olhei pra ele agradecendo silenciosamente e me aproximei pegando o objeto em minhas mãos e pensando no que fazer, até que decidi ir guardar na minha gaveta do criado mudo, onde eu deixava as outras. Voltei para sala onde ele estava sentado em um dos banquinhos, fui para atrás do balcão para fazer o chocolate quente.
Abri os armários para pegar as coisas e abri o outro onde deixo as canecas e.. copinhos e mamadeiras, acho que ele percebeu, mas não quis me envergonhar mais então não falou nada. Estávamos quietos, sem saber oque dizer, mas resolvi falar algo pra sair daquela situação constrangedora que se formou.
Alec: Entããão.. o que você faz da vida Theo?
Theo: Sou dono de uma empresa de Tecnologia.
Alec: Qual? - perguntei querendo me dar um soco por ser muito curioso, fiquei com medo de ter sido indelicado, mas ele apenas sorriu e me respondeu.
Theo: Marks International Company {nome completamente aleatório criado pelo autor}
O olhei surpreso, e acho que ele percebeu porque soltou um risinho da minha cara de '0', mas essa era a maior empresa de tecnologia do país.
Theo: E você? - comecei a rir, e ele me olhou com cara de confuso.
Alec: Você me conheceu no trabalho... - comecei a rir novamente, sendo acompanhado por ele
Theo: Desculpe, me esqueci disso kkkk, mas então, o que você queria fazer?
Alec: Bom, eu trabalho no café a um ano e meio, desde que acabei a escola, consegui me formar um ano mais cedo depois de muito esforço, e mesmo economizando bastante, ainda não consegui dinheiro o suficiente pra faculdade. Então estudo bastante para conseguir uma bolsa. - sorri pra ele enquanto terminava de fazer chocolate - marshmallows? - ele fez que sim com a cabeça.
Theo: Então, quantos anos você tem Alec?
Alec: Tenho 18. - Disse entregando uma caneca escrito babyboy, tinha ganhado ela do Cadu depois dele chegar de surpresa na minha casa e acabar me vendo usando chupeta, por mais que eu tenha ficado bem envergonhado, amei o presente. Não tinha reparado na caneca que eu dei, até ele comentar...
Theo: Tem certeza? - não entendi de primeira, mas olhei a caneca e não soube como responder, então fiquei o olhando um pouco corado - Bom, você mora sozinho a quanto tempo? - ele parecia estar bem interessado em mim, e eu não estava me importando nem um pouco.
Alec: Sou emancipado, morei com o Cadu aos 16, mas queria meu cantinho, e um emprego. Então ele me indicou para a gerente do café aos 17, que foi quando resolvi morar sozinho, e cá estou eu, mas agora quero que me fale sobre você.
Theo: Bom, tenho 25 anos e também moro sozinho desde a faculdade, um ano depois meu pai faleceu, e deixou a empresa pra mim no testamento, agora sou dono de lá e gosto bastante até, não sei mais oque dizer, então fique a vontade para perguntar.
Alec: hmmm, tá. O que você gosta de fazer Theo?
Theo: Gosto de ver filmes de terror, comer e gosto muito de café.
Alec: Bom, eu conheço um ótimo que tem um cardápio maravilhoso e um atendente muito simpático - ele riu com isso, e acabou por me fazer rir.
Theo: Tá, minha vez de perguntar, você quer fazer faculdade de que Ally? - por incrível que pareça, eu sorri com o apelido, e uma vez na vida eu não corei.
Alec: Já fiz curso de artes, gastronomia, maquiagem e moda, mas para minha formação, quero fazer fotografia - disse animado, sempre foi meu sonho, e fiz os outros cursos por vontade, por sorte me dei bem com eles e não perdi a paixão pelas fotos. Ele sorriu e logo depois olhou em seu relógio.
Theo: Nossa, já são 9 horas, desculpe mas preciso ir, a conversa estava muito boa mas tenho uma reunião cedo amanha e...
Alec: Não se preocupe - o corto - está tarde, e também estou cansado.
Ele sorriu pra mim, e falou um ''obrigado'', fomos indo em direção a porta e chegando lá ele se virou.
Theo: Foi um prazer te conhecer Alec.
Alec: Igualmente Theo - pensei que ele iria se despedir normalmente, mas ele me abraçou e me deu um beijinho na testa, e isso foi tão...bom.
Theo: Tchau neném. - ele me olhou e saiu e não consegui dizer nada, estava envergonhado, mas ao mesmo tempo feliz, meu coração estava acelerado e não sabia o porquê...
Fui para o meu quarto depois de fazer um lanchinho e abri a gaveta do criado mudo, e peguei minha chupeta. A olhei por um segundo antes de por na boca, deitei na cama e peguei o Tibbers {quem entendeu, entendeu}
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Abracei ele bem forte e fiquei pensando em Theo...o que eu to fazendo? E...porque eu me sinto tão bem..?
Então, esse capitulo ta bem longo (1258 palavras), mas gostei desse desenrolar da história, talvez um pouco cedo, ou até estranho, mas vai ficar legal prometo kskaksk