Shikamaru
Temari dormia com a minha camisa preta ao meu lado. Suas roupas estavam espalhadas pelo chão. Um fino lençol branco a cobria. Ela tinha um corpo esculpido pelos deuses. Seu busto era farto, o que dava sentido as curvas que tinha em sua cintura. Suas coxas eram macias e grossas. Seu cabelo loiro antes preso, agora estava solto e caia sobre os seus ombros. A sua sensualidade era a minha ruína. Ela era luz, no meio de sombras. Pude notar, sobre a luz da lua que entrava pela minha janela e iluminava o quarto, enquanto ela ficava de costas para mim, uma cicatriz. Não era pequena, mas isso só a deixava ainda mais sexy. E eu queria saber sobre cada marca que tinha em seu corpo, queria saber as histórias que se escondiam por trás desses detalhes.
Ela era selvagem, ousada... Tentadora. Me dominou por completo. Se a minha cama fosse um campo de batalha, ela facilmente teria ganhado essa guerra. Qualquer estratégia que eu usasse, estaria fadado ao fracasso. Eu estava em suas mãos. Ela era a dominadora, um furacão que me tirou do chão sem aviso prévio. Eu estava nas nuvens. Estava bêbado dos mais puros sentimentos, admirado. A lua era a nossa testemunha. Ela presenciou tudo que aconteceu nesse quarto. O ato consumado em meio a nossa falta de fôlego ansiando cada vez por mais. Eu estava extasiado. Alucinado. Libertino. Eu nunca tinha me sentindo assim. Onde eu estava com a cabeça? Não era só sexo? Não... Era mais do que isso. Já dormi com outras garotas antes e por mim elas iriam embora na mesma hora que terminasse o nosso contato físico. Pra mim, era só uma necessidade do corpo humano. Mas ela... Não. Eu a queria aqui, até o amanhecer e depois disso. Ela me deixou marcas. Arranhões, chupões. Me deixou marcas e não só físicas, e essas foram as mais profundas. Cada toque seu me arrepiava, era... Delicado.
Eu não conseguia dormir, ela no entanto, me deu um beijo, desejou boa noite e adormeceu. Acredito que a bebida a deixava sonolenta. Fiquei a olhando por um tempo. Lembrando de poucos momentos atrás, seus grandes olhos verdes com tons azuis púrpura, me encarando, me decifrando, pedindo por mais, ansiando por mais. Sua voz feminina que criava eco do meu nome pelo quarto. Ela suplicava assim como eu, e por pura luxúria, ela me levou a lugares que eu nunca estive antes, e eu nem a conhecia. Eu a desejava, a queria, por completo. Minha mente não parava, eu precisava fumar um. Somente a nicotina poderia me acalmar. Levantei, minha cabeça girou um pouco, eu também havia bebido. Fiquei sentado na cama. Eu usava uma calça de moletom cinza, meu cabelo estava solto, estava passando um pouco dos meus ombros, precisava cortar. Ela o elogiou, ninguém nunca o fizera antes, disse que era arte, que combinava com o meu rosto, ela o tocou e o puxou, várias... e várias... e várias vezes. E no fim, ela sumiu com o meu elástico.
Estava procurando uma outra camisa, a temperatura desceu, estava frio. Com o pouco barulho que eu fiz, ela se virou, seu cabelo loiro ficou em seu rosto e em um simples gesto, eu o coloquei atrás da sua orelha. Peguei meu cigarro ao lado da cama e acendi. Traguei e soltei. A fumaça se apossou pelo quarto. Ainda estava escuro. Perdi a noção do tempo, eram quatro, cinco horas da manhã? Eu não fazia ideia. Se eu voltasse pra cama não conseguiria dormir, não agora. Eu estava com várias ideias na cabeça, eu precisava manifestar isso. Andei rapidamente e sentei na mesa do meu computador e comecei a compor. Peguei caneta e um bloco de papel. Nem eu mesmo sabia o que eu estava escrevendo. Eu nem tinha uma batida. As letras só saiam, fluíam para fora de mim, assim como um rio que corre para o mar. Eu perdi um bom tempo nisso. Eu estava relaxado, conseguia me expressar perfeitamente.
Pouco tempo depois percebi que a música estava quase pronta. Eu precisava de um nome e de um refrão. A batida era fácil e enquanto eu escrevia uma ficava em minha cabeça. Eu teria que pedir ajuda a Choji, eu precisava lançar essa música. Em minha mente, planos e mais planos para o próximo festival. Será que eu a veria de novo? Tenho muitas perguntas para fazer. O cansaço bateu. A adrenalina abaixou. Olhei o relógio que marcava 5:45 da manhã. O sol ia começar a nascer. Uma noite inesquecível estava chegando ao fim. Ela, a menina loira mandona deitada vulnerável na minha cama, era a própria utopia. Cambaleei até ela e deitei ao seu lado, encarei o teto. Ouvi ao longe alguns barulhos, meus pais deviam ter chegado. As festas de Tsunade durante o festival são regadas a comidas e bebidas, elas vão até o sol nascer. Só de pensar em como faria para ela sair da minha casa sem ser vista, me daria dor de cabeça, que preguiça. Eu precisaria da ajuda de Yami.
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Wolves (Shikatema)
FanfictionTodo ano sobre uma determinada data acontece o festival da lua de verão. Uma enorme lua cheia ilumina os céus da vasta Konoha e durante esse tempo acontece todo tipo de festividades. Shikamaru é DJ e uma das principais atrações do festival. Ele é f...
