Capitulo 13 - Almoço dos clãs

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Shikamaru

                        Eu ainda não estava acreditando naquilo. A caminho de casa, eu não acreditei no que nós fizemos. Ela me beijava com desejo, com fúria, paixão. Eu imaginei que o encontro fosse ser bom, só não imaginei que seria assim. Esse seria o nosso destino? Viver uma noite incrível uma vez por ano? E depois? O que acontece depois?

Temari era um furacão. E sem aviso prévio me tirou do chão e varreu tudo que tinha aqui dentro. Mexeu com a minha cabeça. Eu nunca conseguia entender as suas nuances e muito menos as atitudes que tomava. Ela queria ou não? Ela dava mas ela também tomava. Por um lado era uma mulher dura, pouco maleável, de temperamento hostil... Mas por outro, era a pura luxúria e sentimentalismo. E eu adorava conhecer cada forma dela.

Eu conhecia o que gostaria de chamar de o seu melhor lado. Quando estávamos juntos e a sós. Ela era outra pessoa, a Temari quieta de poucos amigos não existia. Esse lugar era tomado por uma mulher selvagem e sem pudor. Ela era esperta, inteligente, perspicaz, genial. Eu sentia conhece-lá melhor do que ninguém. Eu sentia uma conexão e almejava saber se ela também.

Nossa conversa sobre o projeto se estendeu... Ela amava falar sobre seu país, era a mais patriota que eu havia conhecido, mas eu não conseguia prestar cem por cento da minha atenção. Eu sempre me perdia enquanto a olhava. Aquele vestido azul colado em seu corpo e seios por causa da chuva... E falando em chuva, o que foi aquilo? Aquela simples cena me fez ter inveja, inveja dela por isso, por sua liberdade. Ela parecia tão liberta.

Vendo-a ser molhada por cada gotícula de chuva, foi a melhor coisa que eu poderia ver. Por um momento eu me senti como ela, livre. Aquela foi a sua primeira vez e quantas mais eu pude presenciar? E quantas mais eu desejava presenciar? Isso me confunde e me intriga dos pés a cabeça. Eu queria estar ao lado dela? Não? Sim? E se sim, porquê?

- Mergulhado em pensamentos, Shikamaru? - Yami me perguntou

- Talvez... - respondi

- Aquela garota... É a mesma daquela noite não é? - ele indagou

- Sim... É ela - as palavras só saiam da minha boca

- Mulheres... - ele bufou - Cuidado com elas

- O que quer dizer? - quem perguntou dessa vez fui eu

- Nada demais - ele deu de ombros - Quando você menos esperar, estará comendo na mão dela - ele completou

- Isso é impossível - respondi

- Então não sabe com o que tipo de mulher que está se envolvendo - ele sorriu - Ela não é do tipo que perde uma guerra

- Se você soubesse... - falei baixo

- O que disse?

- Nada, nada - falei - Vamos para casa, preciso descansar

Ele me ouviu e fomos para casa. Eu só queria deitar em minha cama e refletir um pouco sobre o que aconteceu, nos últimos dois dias. Passei o ano inteiro falando pra mim mesmo, tentando por um instante não lembrar daqueles olhos verdes com tons azuis. Por 365 dias eu tentei ocupar a minha mente com música, trabalho, com meus pais... Mas aqui estava ela, e de novo em apenas em um dia, ela me fez sentir o que eu não sentia a um ano.

                            Cheguei em casa e meus pais chegaram logo em seguida. Eu estava na cozinha quando ouvi o barulho da porta, continuava a chover. Não era nada demais, aposto que amanhã estaria sol, são normais chuvas de verão. Estava com fome, por fim, não consegui levar Temari para comer alguma coisa... Talvez eu devesse convida-la para fazer alguma coisa final de semana que vem.

Wolves (Shikatema)Onde histórias criam vida. Descubra agora