Há muito poder na imaginação. Criamos, inovamos e encontramos sentindo até mesmo para aquilo que não tem. Harry sempre foi um sonhador, imaginava seu sonhos tornando-se realidade; Louis sempre foi realista, transformava toda a sua imaginação em vivência.
Quando, em meio a primavera, os dois até então amigos se viram diante de uma viagem, haviam dois pontos: Harry sonhara com aquilo antes mesmo de se tornar uma opção e Louis estava disposto a transformá-la em realidade.
O destino era Verona, na Itália. Harry contou em todo o percurso de avião que queria conhecer esse lugar desde que assistiu "Cartas para Julieta" e Louis nunca admitiria, mas ele também havia apaixonado-se pela cidade quando assistiu ao mesmo filme com os olhos verdes atentos ao seu lado.
Os amigos andaram em barcos-táxi, distribuíram sorrisos e palavras italianas para desconhecidos até chegarem a parede tão conhecida devido ao filme, que Harry havia descoberto ser real.
Louis reclamou e revirou os olhos, ao mesmo tempo que esboçou sorrisos involuntários por estar passando tanto tempo com Styles. Nesse momento, o início de amor já havia sido plantado; era tenebroso, mas o de olhos azuis não queria dar ouvidos ao medo.
Quando chegaram no pequeno envoltório de tijolos, antes de Harry mergulhar-se no papel e caneta, ele se esbarrou em uma mulher de cabelos ruivos e de olhar acolhedor. Ele então sentou-se em um banco de frente ao muro, olhando e olhando e olhando para todas as histórias escritas, algumas com final e outras sem, ao mesmo tempo em que inventou vidas distintas para todas elas junto com Louis (algo que na época, já era dos dois).
Louis estava apoiado no arco formado de tijolos antigos e flores secas. Ele também escreveu uma carta, porém nunca saberemos o que foi confessado, mas posso afirmar que o nome Harry foi repetido muitas vezes.
Então, Styles deu início a escrita, segurando a caneta de uma maneira peculiar que sempre resulta em pequenos machucados em seu dedo. Ele olhou para Louis a cada segundo, o brilho nos olhos dos dois sempre se comunicando em outra dimensão:
"Apesar de ter vindo nesse lugar com intuito cinematográfico, é estranho a sensação que tenho aqui, como se a qualquer momento que eu olhar para o arco feito nos tempos antigos, o amor da minha vida passará por lá. Porém, quando realizo essa ação, tudo o que vejo é meu amigo Louis escrevendo em um papel azul, que combina perfeitamente com os seus olhos. Ele fez questão de comprar uma caneta especial, o nome da cidade gravado a mão na lateral do objeto, o que é engraçado já que ele diz não gostar de cartas e até de achar isso clichê demais. Engraçado que quando é por mim, ele parece topar todas as coisas.
O olhando agora, meu coração grita por sentimentos; conforto e felicidade sendo o resumo deles. Olhando essa parede enorme preenchida por cartas, algumas recém escritas e outras amareladas devido ao tempo, eu acredito no amor. Nunca cheguei a ter isso, no entanto. Não sei como supostamente deveria ser...Mas talvez seja algo bem próximo do que estou sentindo esses dias com Louis.
Porém se eu estivesse em um teste e me perguntassem "Qual a sua opinião sobre tudo isso?", eu saberia descrever de uma forma convicta e peculiar (A partir de agora, caro estranho, espero que você consiga acompanhar meus pensamentos).
Escutamos boatos de pessoas que fizeram isso e aquilo. Alguns sem estudo nenhum, outros comprovados por papel e caneta. Lemos poemas camonianos, sátiras de Gregório de Matos e inúmeros contos do Romantismo. Lemos, relemos e relemos mais uma vez, só para gravar cada estrofe, verso e rima, na esperança de se sentirmos algo parecido algum dia podermos dizer 'É exatamente isso!'.
Ainda assim, mesmo tendo todos os incansáveis registros guardados a sete chaves em prateleiras de bibliotecas antigas, não acreditamos que o amor possa ser, afinal, real. Vivemos em uma utopia em que amor à primeira vista é possível e pessoas desistem de seus sonhos para viver em conjunto (o que até eu, um romântico incurável, acha ridículo).
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I write outside of the lines for you
FanfictionHarry Styles é estudante de psicologia, inseguro em talvez não ser um bom profissional. Em uma de suas ideias em busca por uma certeza, pede a escola a realização de um projeto: alunos enviarem cartas para que ele tente ajudá-los. O que Styles não e...
