Capítulo 12

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21/06/2021

Caro leitor,
Essa carta é para você. Depois de inúmeras conversas entre Louis W. Tomlinson e H.E.S, nada mais justo do que poder ler como foi o primeiro dia da estação do Sol para ambos.

Idílio amoroso: amor que está repleto de ternura e delicadeza; relações entre pessoas que namoram; colóquio de amor; independe da sexualidade.

Harry não se lembra dessa expressão tão utilizada na Literatura, mas é isso que ele sente com Louis. Algo puro, real, com desentendimentos (às vezes eles são necessários) e sensação de borboletas voando por todo o seu corpo todas as vezes que vê o outro sorrir.

O sorriso de Louis. Com certeza é uma das coisas que mais vivem na mente de Harry. Apesar de amar todas as outras características físicas de Louis, o sorriso sempre esteve em primeiro lugar. A maneira que os seus olhos fecham enquanto uma expressão de felicidade surge em seu rosto; Harry sempre sorri inconscientemente quando pensa nisso, em parte por realmente ama-lo e em parte porque sabe que ele é o responsável por despertar os melhores no outro.

Harry pensa tanto em Louis que é como se o menor morasse ali, em sua mente. E justamente por ser constante, ele nem percebe que passou tempo demais resgatando cada detalhe do outro que acabou por quase atrasar-se para o dia vinte e um dos dois. Ele pega um livro de capa azul clara, o guarda rapidamente e quando está abrindo a porta para sair, encontra Louis a sua espera.

Tomlinson vive com brilho nos olhos, é algo notável. Talvez por ver todos os momentos como sendo únicos, talvez por consequência da cor azul-mar. Não que fosse por isso, na verdade, esse sentimento seria algo que Harry nunca admitiria, mas ele realmente enxerga os olhos de Louis como mar.

Esse pensamento não era devido a cor, mas sim a sensação que ele saberia descrever perfeitamente: dias de verão em praias localizadas perto do trópico; areia quente e montanhas verdes cercando o local; o mar azul-escuro ao horizonte. Passar a manhã e tarde dentro de um oceano pacífico, boiando naquela imensidão, com apenas pequenas ondas o fazendo deslocar. Harry recorda-se de ter pensado que aquela sensação era a melhor do mundo: estar vulnerável no meio da imensidão e mesmo assim não ser digno de medo, apenas a calmaria fazendo-se presente. É isso que ele sente com Louis.

– Feliz primeiro dia de verão! – Louis diz passando os braços ao redor de Harry, depositando um beijo em seus lábios logo em seguida.

– Feliz primeiro dia de verão, mané – Harry responde, retribuindo o beijo. Ele não sabe em qual momento chamar Louis de "mané" passou a ser algo fofo, na verdade, era fofo apenas para ele, porque o outro sempre revira os olhos. Ele não sabe explicar o sentido, mas gosta de deixar as coisas realmente fofas para serem escritas e faladas em momentos certos; parece que elas deixam tudo mais especial.

– Então quer dizer que agora "mané" é meu apelido? – Louis entrelaça seus dedos, dando início a caminhada até o carro. Harry concorda com um sorriso no rosto, sabendo que irrita-lo é sua demonstração de amor.

Apesar de Santa Monica ser relativamente perto da UCLA, eles sempre vão de carro. Havia se tornado algo normal antes mesmo dos dois perceberem e, por ser uma tradição, quem sempre dirige é Harry, dessa vez não sendo diferente.

Louis sempre foi reparador de detalhes e com Harry ele consegue notar vários deles: o jeito que ele ajusta o banco do carro, faz um sorriso de formar. Quando ele dirige, seu estômago balança. Quando ele olha nos seus olhos, sente coisas que nem ao menos sabe descrever, mas pode resumir ao clichê "faz seu coração acelerar".

E junto com isso, Louis sente que Harry consegue lê-lo por todas as entrelinhas. Não de uma forma como se o menor guardasse tudo para si, mas sim por perceber coisas que ele nem sabia que tentava transmitir.

I write outside of the lines for youHistórias para pegar e não largar. Descubra agora