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Lisboa, Portugal. 24 de marzo de 2014
Hoje é a final da Champions League e é escusado dizer que o nervosismo e a ansiedade são quase palpáveis entre os jogadores e torcedores do Real Madrid, assim como em toda a equipa técnica.
Até eu, Alana Rodriguez, que mal entendo o que é impedimento, estou aqui quase roendo as unhas.
Sei o quanto os meninos vão ficar destroçados caso percam, principalmente depois de chegar tão longe.
Porém, tenho fé que tudo vai dar certo.
E é exatamente por isso, que por enquanto papai não para de andar de um lado para o outro, eu estou sentada na poltrona do quarto de hotel, tirando selfies.
— Já falou com sua mãe?
— Não. — A última vez que tinha falado com Bianca foi no réveillon, que eu passei muito bem acompanhada, em Paris.
Aliás, bons tempos. Nem parece que já passaram quase três meses.
— Não acha que é melhor fazer isso o quanto antes, visto que está indo para o Brasil?
— Não se preocupe, papito. Não tem que ir encontrar seus jogadores? — Pouso o celular na coxa, dessa vez me focando no esmalte branco nas minhas unhas.
Achei que era a cor mais apropriada para apoiar "los blancos".
— Tenho. Te vejo no estádio. — Se despede rapidamente, arrumando seu terno antes de sair voando pela porta. Está todo atrapalhado, tadinho.
Aproveito a solidão para me arrumar, colocando a camisa do time, com meu nome estampado atrás.
Quanto ao número "4", tive que explicar ao papai que foi a primeira que encontrei e que não tinha absolutamente nada a ver com favoritismos.
Acompanho a mesma com uma calça jeans e um ténis branco da Nike.
Perdi algum tempo contemplando o que queria fazer com meu cabelo e optei por apenas soltar as ondas rebeldes.