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— Sim, sim. Não se preocupe, ela é biruta. Obrigada. — Meu sorriso logo se desfaz assim que os seguranças se viram para ir embora.
A maluca da Clarice deu um grito tão alto depois de minha grande revelação, que quase metade dos funcionários do resort vieram parar na área da piscina onde estávamos, assustados.
Agora a besta está dentro da água, pulando e fazendo o maior escândalo.
— Eu vou ser madrinha, caralho! Finalmente, senhor. — Choraminga, abrindo os braços e olhando para o céu.
— Clarice, sai daí desgraçada. — Cruzo os braços e me seguro para não rir.
Inclusive, não sei se rio ou se choro.
— Cadê a Clarice? — Ouço a voz de Marcelo, que chega correndo, quase me empurrando para ter uma melhor visão de sua mulher, que não para de gritar.
— Porque voltaram? — Pergunto, com um grande ponto de interrogação no rosto.
— A recepção ligou pra gente dizendo que a Alves tava tendo convulsões na piscina. — É Casemiro quem responde.
Puta que pariu.
— É o quê? — Minha melhor amiga grita, depois de ser arrastada da piscina pelo marido. — Bando de idiotas. A pessoa não pode nem comemorar em paz.
— Comemorar o quê, caralho? Quase me mata do coração. — Marcelo reclama. Tadinho.
Eu sabia que devia ter contado que estou grávida num local privado. Minha melhor amiga não pode ser confiada em locais públicos.
— É que a gente tava comemorando nosso tempinho de meninas. Sem homens, nem crianças. Só fofocas e bebidas. — Mente, recebendo um sorriso meu em troca.
— E no processo estragou nosso tempinho na lancha. — Carlos reclama. E no mesmo minuto Sergio aparece, com um sorvete na mão e na maior calmaria.
— Está vendo? Eu falei que não era nada demais. — Constata, apontando para Clarice. — Só sua mulher sendo sua mulher.
— Olha quem fala. A tua chega a ser pior. — Marcelo retruca.