Capítulo 28

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- Brenda Narrando -

Eu já listei na minha cabeça diversos problemas que eu provavelmente vou ter com o Marcelo por causa da nossa idade mas um que está no topo é a vontade monstra dele de só ficar em casa.

- Eu vou ali no Nandinho - falei me levantando do sofá, ele estava assistindo um filme de ação que eu não estava nem um pouco afim

- Fazer o que? - perguntou sem tirar os olhos da TV

- Buscar minha forma, vou fazer um bolo - falei saindo sem esperar resposta

Fui pra casa do Nandinho e ele estava sozinho, tinha brigado com o Luís e a mãe dele tinha saido com a minha avó.

- Veio pegar agora porque? - perguntou me entregando

- Por que eu quero - falei rindo - É minha e tem semanas com você

- Para de jogar na cara, piranha - reclamou dando um tapa no meu braço - Mas sério vai fazer bolo essa hora?

- O Marcelo até gosta de sair mas ele anda muito caseiro, eu chamei ele pra ir na sorveteria e o bonito não quis - reclamei e ele ficou olhando

- Os dois terão que ceder, agora está na sua vez mas depois vai ser a dele - falou pensativo

- Usando meu conselho contra mim? - perguntei rindo

- Sim, mas você sabe que é verdade - falou mexendo no cabelo

- Eu sei - falei dando de ombros - Vou lá que agora ainda tenho que fazer bolo

- Vai fazer de que? - perguntou indo pro portão comigo

- Cenoura com cobertura de chocolate - falei saindo

- Guarda um bom pedaço pra mim - falou animado

- Um bem grandão - falei rindo e fui pra casa

Assim que eu entrei fui pra cozinha e comecei a preparar, depois de um tempo voltei pra sala e me sentei ao lado do Marcelo.

- Tá acabando já? - perguntei e ele mexeu no controle

- Uns 10 minutos e acaba, depois você escolhe um - falou beijando meu rosto e eu deitei minha cabeça no ombro dele

- Qualquer um? - perguntei baixo

- Se por qualquer um você se refere ao tropa de elite a resposta é não - falou fazendo carinho no meu cabelo

- Um amor pra recordar então - falei sorrindo

- Olha que tem filme pornô bem melhor - falou malicioso e eu dei um tapão na perna dele - Tá maluca, filha da puta? - perguntou me soltando e alisou a perna e estava bem vermelho

- Querendo ver mulher pelada e fala na minha cara - falei cruzando os braços e ele riu

- É pra assistirmos juntos, doidona - falou me olhando

- Tem graça, Marcelo, você ficar vendo mulher fudendo? - perguntei encarando ele

- Amor, quando assistirmos é pra entrar no clima, uma coisa mais excitante - explicou rápido quando viu que eu não brincava

- É o que? - perguntei calma

- Quando formos assistir - começou mas eu interrompi

- Do que você me chamou? - perguntei sorrindo

- De amor - falou dando de ombros

- E eu sou seu amor? - perguntei

- Claro que é - falou como se fosse óbvio

- Awn, coisa linda - falei abraçando ele com força - Primeira vez que me chama assim

- Ih, doidona - riu baixinho

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