Eu estava tendo um daqueles dias em que você meio que gostaria de ser atropelado por um carro antes de chegar ao seu destino.
Depois de ter saído irritada no meio de uma conversa com o meu irmão, eu tive que ir para casa andando.
No meu pensamento eu xingava o Nate de todos os piores nomes possíveis, não estava acreditando que aquele filho da mãe tinha me deixado sozinha e não deixou nem um recadinho, uma mensagem ou qualquer outra coisa.
Encaixei a chave na porta e ela não girava, essa maldita porta não queria abrir de jeito nenhum, já irritada com toda aquela situação comecei a chutar a porta. Me disseram que picos de raiva era normal durante a gravidez. Decidi que ia ligar para o Nate, talvez dizer algumas verdades na cara dele resolvesse.
– Atende, Maloley – O único som que saia do telefone era o celular chamando. Liguei mais uma vez e nada, resolvi ligar outra e caiu na caixa postal.
– Deixe sua mensagem após o sinal – A voz que saia daquele telefone era tão irritante, mas só o que me restava era deixar uma mensagem, já que o Nate não atendia o telefone.
– Nathan... – Suspirei – Maloley, quando você receber essa mensagem me liga, não aconteceu nada, eu só quero saber como você teve a CARA DE PAU DE SAIR DE MADRUGADA, ME DEIXANDO SOZINHA, E NEM ME AVISAR, DEPOIS DE TUDO O QUE PASSAMOS, VOCÊ É UM COVARDE, EU NÃO QUERO TE VER NUNCA MAIS.
– Liz? – A porta de casa foi aberta, pelo o Nate, ele estava com o cabelo todo bagunçado.
– ONDE VOCÊ ESTAVA?
– Por que você está gritando?
– Onde você estava?
– Você está parecendo uma maluca – Ele começou a rir.
– Você me faz parecer uma maluca – Dei alguns socos no braço dele.
– Chega, chega – Entrei em casa e deixei minhas coisas no sofá, subi correndo para o quarto e o Nate veio atras – O que aconteceu? Por que você está assim?
– Eu que te pergunto, Nathan. O que aconteceu?
– Como eu vou saber? Você que estava gritando na porta da minha casa – Comecei a andar em círculos pelo quarto – Liz?
– Eu achei que você tinha ido para Omaha, sua mãe... ela disse ontem que vocês voltariam.
– Eu a levei hoje cedo no aeroporto, por isso pedi para o seu irmão te levar para a escola, foi só isso – Ele me segurou e me puxou para um abraço.
– Eu achei...
– Está tudo bem, Liz – Ele deu um beijo na minha testa – Além do mais, eu não posso voltar para Omaha antes de sexta, irei jantas com os seus pais, então...
– Como assim? Voltar para Omaha? – Me soltei do abraço.
– Eu tenho que ir ver minha mãe, convencer ela a voltar.
– E se ela não quiser?
– Ela vai querer.
– Por quanto tempo você vai ficar lá?
– O tempo que for preciso.
– Droga, Nate, você está fugindo.
– Eu não estou fugindo, ela é minha mãe.
– Que dia você vai?
– Domingo de manhã – Ele se espreguiçou – Sexta eu tenho o jantar com seus pais e sábado a festa do Shawn.
– Ainda bem que você só vai depois dos seus compromissos importantes – Falei ironicamente – Só toma cuidado para não perder outras datas importantes – Me ajoelhei e comecei a recolher algumas roupas minhas que estavam pelo chão.
– Ainda tem uns 4 meses para o nascimento dela – Ele se ajoelhou e começou a me ajudar, comecei a guardar algumas roupas na mochila – Espera. O que você está fazendo?
– O que parece que estou fazendo? Estou fazendo as malas.
– Você não precisa fazer isso.
– Você quer que eu faça o que, Nathan? Fique morando nessa casa vazia, sem você, sem ninguém.
– Eu vou voltar o mais rápido possível.
– Eu prefiro voltar para casa, meu pai já está tranquilo – Me levantei e peguei as mochilas – Obrigada por ter me deixado morar com você durante esses meses.
– Então, isso era tudo que eu era para você? O dono da casa que você estava morando.
– Nate...
– Tudo bem, Liz. Volta para a casa dos seus pais, quando você precisar, e você vai, minha porta vai continuar aberta para você.
– Por favor, não faz assim.
– Tanto faz.
Saí da casa do Nate com todas as minhas mochilas, as roupas da neném ainda estavam nas sacolas. Estava na hora de voltar para casa. Toquei a campainha, esperando que meu irmão atendesse, mas o único carro que estava na frente de casa era o do meu pai.
– Ellizabeth, tudo bem? – Meu pai me cumprimentou, fazia tanto tempo desde a última vez em que brigamos, mas o clima parecia amigável – Por que o seu namorado está parado do outro lado da rua? – Virei o rosto e pude ver Nate encostado na porta, olhando diretamente para a minha casa.
– E-eu não sei explicar.
– Você saberia me explicar o motivo de tantas bolsas?
– Então, eu fiz uma mala e-
– E agora você está aqui, na minha porta. Por quê, exatamente?
– A mamãe falou que eu poderia voltar, eu achei que...
– Claro que você pode, seu quarto está lá te esperando, deixa eu te ajudar com essas bolsas – Ele pegou uma de cada lado e entrou dentro de casa, subindo as escadas que levavam para o segundo andar, entrando logo na primeira porta, que era o meu quarto.
Assim que pus os pés em casa, me senti estranha, passei tanto tempo na simples casa dos Maloley que havia esquecido como era estar na minha. Mesmo cercada de tanta coisa cara eu não me sentia confortável, é o que dizem, lar é onde o coração está, mas o meu com certeza não estava ali.
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Pregnant ;; Nate Maloley & Derek Luh
FanfictionOnde Ellizabeth fica grávida mas não sabe quem é o pai.
