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– Desculpa atrapalhar a conversa de mãe e filha – Nate chegou perto da gente – Mas a Senhora Grier está chamando você para tirar foto com o Hayes.

– Claro – Minha mãe passou a mão no meu cabelo, colocando ele para trás do ombro – Mais tarde a gente conversa.

– Tchau, mãe – Dei um beijo na bochecha dela e me levantei, seguindo o Nate para dentro da casa.

– Maloley – Minha mãe o chamou e ele se virou – Cuida bem das minhas meninas.

– Pode deixar! – Nate deu um sorriso sem mostrar os dentes e me puxou pela mão – O que conversaram?

– Ela me pediu para voltar para casa.

– NÃO!

– Nathan, fala baixo. E por que não?

– Porque... bom... eu já me acostumei com seu mal humor de manhã.

– Entendi – Ri – De qualquer forma, eu disse que não, não imagino uma boa relação com meu pai no momento.

– É, eu tenho um pouco de medo do seu pai.

– Mas ela disse que ele está com saudade, então, marcamos um jantar sexta.

– Na sua casa? – Concordei com a cabeça – Droga.

– O Derek também vai estar lá – Ele bufou – Então se comporta.

– Às vezes esqueço que ele também faz parte disso.

– Toma, Liz, segura o Hayes – A mãe do Nash deixou a criança no meu colo e parou na minha frente com o flash da câmera – Sorriam!

Depois de várias fotos e piadas com o fato de eu ter derrubado o bolo de aniversario do Hayes, a festa tinha acabado e já estávamos em casa, deitados na cama prontos para encerrar mais um dia.

Acabei pegando no sono primeiro que o Nate. Mas acordei assustada com gritos, demorei para entender que não estava sonhando e que alguém estava brigando.

– Ele não é mais seu, ok!? Você perdeu todos os direitos em relação a ele quando saiu por aquela porta há 10 anos! – Os gritos chegavam abafados no quarto, percebi que era a voz da mãe do Nate.

– Você não pode me impedir de ver meu próprio filho – Agora quem falava era um homem.

Me virei, procurando o corpo do Nate pela cama, mas não encontrei. Forcei um pouco a vista e vi uma silhueta de frente para a janela, o jeito que ele sempre ficava quando estava fumando, então notei o cigarro em seus dedos.

Me levantei e caminhei até ele, chegando por trás e colocando uma mão em suas costas enquanto a outra estava em seu braço.

– Por que você ainda está acordado? Você deveria estar dormindo!

– O que você está fazendo, são 3 da manhã. Saia!

– Pensei ter ouvido algo e não consegui voltar a dormir depois disso.

– Tenho muito em mente – Ele limpou a garganta e deu o último trago – Só isso – Jogou o cigarro pela janela e ouvimos a porta da frente ser fechada com força, enquanto um carro saía de frente de casa cantando pneu.

– Nathan, acorda! – A mãe dele abriu a porta do quarto com uma certa agressividade – Vamos para Omaha, arrume suas coisas.

– O que está acontecendo? – Perguntei e ele se virou para mim.

– Nada que você tenha que se preocupar – Mesmo no escuro eu percebi seu nariz vermelho e o rastro que as lagrimas tinham deixado pelo seu rosto.

– Nate, você pode contar qualquer coisa para mim – Ele se sentou no banquinho que tinha embaixo da janela e me puxou para perto.

– É o meu pai, Liz – Ele me abraçou pela cintura e encostou a cabeça na minha barriga.

– Eu achei que seu pai tinha morrido – Comecei a fazer carinho no cabelo dele.

– Não, minha mãe fala isso para todo mundo porque ele sumiu, não sabíamos dele a anos. Mas um dia ele apareceu do nada, no começo ficamos felizes..., Mas depois descobrimos que ele tinha outra família.

– Nate, eu sinto muito.

– Está tudo bem – Ele apoiou o queixo na minha barriga, me dando visão daquele rosto, que até mesmo triste, era lindo – Ele quer que a gente o perdoe.

– Isso não seria mais fácil? Vocês já se acostumaram a ficar sem ele, só voltar a agir como se ele não existisse.

– O problema não é ele ter outra família, isso machuca, mas não tanto quanto... o casamento dele com a minha mãe era horrível – Ele fechou os olhos e deixou as lagrimas saírem – Ele precisava de ajuda, mas ao invés disso... descontava tudo na minha mãe.

– Nate...

– E se eu for assim, Ellizabeth? Se eu for igual a ele? Uma pessoa ruim.

– Você não é.

– Eu tenho medo de não ser o suficiente para você, de não ser suficiente para nossa filha.

– O que você quer dizer?

– Nada, esqueça que eu disse alguma coisa – Ele se levantou e acendeu a luz do quarto, se sentou na cama, ficando de costas para mim.

– Nathan, você não é uma pessoa ruim. Você tem o melhor coração que eu já conheci, me acolheu no momento que eu mais precisava e mesmo depois de tanta coisa você continuou do meu lado. Você não é nem um pouco parecido com seu pai.

– Eu tenho tanto medo, não sei explicar – Me sentei do lado dele e segurei sua mão.

– Eu estou aqui, ok? Eu entendo você. – Ele se deitou na cama e me puxou para cima dele, ficamos em um abraço confortável – Vai tudo ficar bem, você não precisa mais ter medo – Ele passou a mão na minha nuca – Estou aqui – Repeti em um sussurro.

– Posso te pedir uma coisa?

– Hm? – Levantei a cabeça, ficando cara a cara. Ainda com a mão na minha nuca, ele me puxou para mais perto – Maloley – Engoli seco, aquela distância era perigosa.

– O que foi? – Ele se sentou na cama, comigo em cima de seu colo.

– Maloley – Senti sua "animação", ele só olhava para minha boca – Nathan – Depois que chamei seu nome, ele saiu do transe, percebendo o que estava acontecendo e as bochechas coraram na hora. Quem imaginaria Nathan Maloley estava tímido.

Segurei o rosto dele com as mãos, meus dedos segurando seu queixo, me inclinei e depositei um beijo suave em seus lábios. Nathan, embora tímido, também se inclinou para receber meu beijo fechando os olhos e suspirando baixinho contra meus lábios. As suas mãos continuavam na minha nuca, gemi quando senti os dedos de Nate segurando meu cabelo, puxando com força as mechas do meu cabelo.

– Não acho uma boa ideia – Nate soltou todo o ar que tinha em seus pulmões quando nos separamos do beijo, as testas encostadas uma na outra.

– Oo que? – Disse tropeçando nas palavras.

– Não acho uma boa ideia – Ele sussurrou contra meus lábios.

Ele murmurou algo antes de voltar a me beijar, minha língua se juntando a língua quente dele.

– Tem certeza? – Nate me perguntou baixinho quando nossos lábios se separaram, nossos lábios ainda roçando enquanto recuperávamos o fôlego.

– Sim – Sorri enquanto respondia, meu polegar se movendo sob o queixo de Nate.

Pregnant ;; Nate Maloley & Derek LuhHistórias para pegar e não largar. Descubra agora