Posso te chamar de sogrinha?

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Oi, corações!

O capítulo de hoje foi muuito gostosinho de escrever, então tenho quase certeza que vocês vão curtir! 

Boa leitura <3

Betado pela @tetefem <3 brigada gatinha!


⸝⸝ᵕᴗᵕ⸝⸝

A mão que acariciou o alto das costas de Jungkook foi a de Seokmin. Ele estava com um sorriso curto nos lábios, Mingyu andando de um lado para o outro depois de ter se ocupado a organizar a cozinha na velocidade da luz e agora ele não tinha nada que o distraísse da ansiedade. Não era nem com ele em específico, e mesmo assim era angustiante pra caralho.

Jungkook agradeceu com um sorriso, a boca meio amarga pelo vômito e ele se sentia, em resumo, exausto. Queria dormir por dias, arrancar Taehyung de lá o mais rápido possível e fugir. Deveria ter aceitado a merda da proposta, mas ver o namorado meio confiante meio receoso o deixou seguro e com a impressão que estava pronto para o que desse e viesse.

Bom, ele não estava. E agora sentia que ia vomitar de novo, mas Seokmin continuou acariciando seus ombros, um toque sem muita intimidade que mesmo assim conseguia ser reconfortante.

— Eu sei que é uma merda. — Seokmin falou, ele tinha uma voz firme, não tão grossa quanto a de Mingyu, mas era tão bonita quanto. o rosto fino, lábios pequenos, olhos gentis, cabelos castanhos, uma pinta perdida na bochecha. — Sério, eu sei mesmo. Quando eu conheci os pais do Gyu foi uma merda, mas eu tive que ficar forte ou ele teria um troço.

— Igual ao Taehyung. — Jungkook sussurrou, as mãos apoiadas na pia e a cabeça latejando.

— Igual ao Taehyung, é. Mas... se te conforta, acho que esse jantar foi bem melhor que o meu.

— Duvido muito.

— Teve um momento bem desconfortável, — Seokmin diz, e ele fazia algumas caretas enquanto falava, era o tipo de pessoa que gesticulava bastante e tinha mania de molhar os lábios com a língua. Jungkook achava que ele era um cara legal — a mãe dele o chamou com aquela desculpa esfarrapada de que precisava de ajuda na cozinha. A ajuda durou quase uma hora e eu ouvi a conversa inteira.

— E você ficou lá na mesa, sozinho? — JK ergueu as sobrancelhas.

— Fiquei com o pai do Mingyu. Um puta silêncio e eu quase me caguei inteiro. Sem exagero.

Jungkook deu uma gargalhada que contagiou o novo amigo.

— Vocês não conversaram nada?

— Ah, bom, ao contrário das mães de vocês, o velho até que é gente boa. Ele não parecia se importar muito, na verdade.

— Ele sempre foi meio caladão esquisito mesmo.

Seokmin sorriu e deu de ombros.

— Pelo menos acho que te deixei menos tenso, né?

— Com certeza. — Jungkook retribuiu, curvando os lábios e se sentindo menos pesado do que antes. Não era uma diferença gritante, mas ajudava muito a manter a boca longe da privada. Ele parecia um cara legal. — Valeu.

— Disponha.

Taehyung estava com um meio sorriso quando recusou o cigarro. Ele sentia que estava na beira de um precipício, tentando disfarçar a barriga gelada de nervosismo com a maior naturalidade possível. Se fosse honesto, não sabia se aquela era a melhor estratégia do mundo, porque a cara da senhora Jeon não estava das melhores.

Ela tragou muitas vezes e se sentou em uma das cadeiras, os olhos vagando pela rua pouco movimentada. Taehyung se encostou perto do batente da porta, esperando em silêncio o que quer que fosse escutar. Estava apaixonado por Jungkook, então não sabia se tinha alguma coisa que aquela mulher pudesse falar que o fizesse mudar de ideia; tudo bem que, aquele tipo de relacionamento nunca foi uma coisa em que ele se arriscou a tentar; ele era do tipo amado pela sogra. E pelo sogro. E pela avó, avô e a família inteira, a comida dele fazia sucesso, e com seu carisma ele se tornava uma atração quando visitava a casa de seus ex-namorados.

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