A mente rodopiando.

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oi, corações!

recebi muito amor no twitter e no ccat (mesmo user do wattpad) depois do último capítulo (amor disfarçado de 'Laro, vou te matar') e eu sou capricorniana demais pra ser sentimental além do muito obrigada <3

uma galera já sabe que o capítulo de hoje é como uma ponte, me dediquei em transpassar como cada um age em situações que o coração tá meio machucado, é um capítulo gostoso na minha opinião.

bora lá?


capítulo betado pela Ma, como sempre!


⸝⸝ᵕᴗᵕ⸝⸝

Jungkook não era uma pessoa que chorava fácil.

Para o bem da verdade, se o analisasse por inteiro, ele poderia ser considerado alguém com muita facilidade em controlar (ou sufocar) as próprias emoções. Eram raras as vezes em que algo fugia do seu controle, e mesmo assim o Jeon conseguia ter aquele jeitinho de levar a vida sem maiores complicações.

Então por que ele sentia que começaria a chorar a qualquer instante quando entrou no carro de Mingyu rumo ao apartamento?

O amigo não perguntou nada quando Jungkook saiu da cozinha e já tinha deixado a conta paga, o estômago perdeu a fome instantânea. O silêncio era bom e reconfortante, mesmo que deixasse óbvio o porquê dele não perguntar o que aconteceu. Ele e Taehyung deram um espetáculo para que todos aqueles que compreendiam o idioma coreano pudessem escutar.

— Deu pra escutar? — Jungkook perguntou, em um suspirar. A cabeça estava tombada para trás no banco de passageiro, os olhos fechados e uma vontade surreal de ser Hermione Granger e ter um vira-tempo guardado no bolso do sobretudo.

— Um pouco, algumas partes. — Mingyu disse, depois de um longo tempo, como se pensasse se ser sincero valia a pena ou não.

— Não preciso nem olhar na tua cara pra saber que você tá mentindo. — Jeon respirou fundo, a língua estalando no céu da boca e ele sentiu aquele nó na garganta de novo, um gosto amargo nas papilas gustativas. Eu também gosto de você, Jungkook, ele pensou. Só pensava naquilo desde que saiu da cozinha. — Valeu pela mentira.

— Não há de quê.


━━━━━━━ ⟡ ━━━━━━━


No primeiro dia de inverno, Jungkook procurou algum motivo plausível para sair do amontoado de cobertor no sofá e não encontrou nenhum que fosse.

Seu humor estava oscilando e ele estava dedicando seu tempo em reassistir Criminal Minds, se deu o luxo de pular todas as cenas que não gostava, e também deixou as que mostravam casais felizes no mudo sem pensar duas vezes, revirando os olhos sempre que isso acontecia. Era... esquisito e surreal perceber o quanto Jungkook não estava acostumado a sentir aquele aperto chato no peito e uma tensão constante nos ombros; raramente ele se frustrava em não ter conhecido o amor mais cedo, aquela era uma.

Felizmente, não chorou. Não de soluçar, pelo menos, mas uma única lágrima escorreu debaixo do chuveiro quando repassou a conversa na cabeça e lembrou da confissão nua e crua de que Taehyung gostava dele, dito com todas as palavras e letras. A lágrima não foi fruto de tristeza ou mágoa, foi por simplesmente ter se achado tapado para um cacete.

Quando Penélope e Luke flertaram na televisão, Jungkook bufou e optou por assistir algum desenho animado.

Eu também gosto de você, Jungkook. Porra.

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