Tini Stoessel- Paixão

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Oioi primeiro cap lgbt aqui AAA espero que gostem me sigam nas redes sociais

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O bar que estávamos tomando alguns drinks não estava tão cheio. Apenas alguns corpos bêbados dançavam na pista, enquanto outros, ainda não alterados, conversavam animadamente nos banquinhos no bar. A única exceção era os olhos castanhos que me fitavam de longe, parecendo um pouco invasiva. A dona daqueles olhos, desde que chegara, não saiu do lugar. Não saiu, não bebeu, não fez nada, só ficou me olhando insistentemente. Ninguém além de mim percebera, graças à Deus. Bey, minha única e melhor amiga, estava sentada longe, junto com o namorado, então não perceberia aquilo. É, eu estava enrascada pela bela moça de olhos castanhos.
Olho novamente para o lugar onde ela deveria estar, porém só vejo seu casaco pendurado na cadeira. Uma mão macia, com a unha grande e pintada, toca meu ombro. Viro-me sorrindo, vendo que ela era bem mais bonita de perto.
—Hey.— falo baixo, sorrindo.
—Eu vi você de longe, e eu sei que você percebeu. sn Barrett, a famosa rapper, não é?— ela mostra os dentes perfeitamente brancos e alinhados.
—E você, quem é?— questiono, após assentir.
—tini.— ela estende a mão, ainda com o sorriso no rosto.— Pode chamar de tini, se preferir.
Vendo que ela estava perdida no decote da minha blusinha, me permitir ver seu corpo. Seus seios estavam marcados pelo vestido justo que usava, assim como as coxas e a bunda perfeitamente redonda. O vestido era preto, com alguns brilhos singelos. Ela estava vestida para matar um (ou uma).
—Tá tudo bem?— pergunta, com as sobrancelhas arqueadas e  um sorriso malandro brincando nos lábios perfeitamente pintados.
—Estou, e você?— gaguejei um pouco. Porra, eu estava nervosa. tini parecia ser daquelas que chega e deixa todo mundo sem graça, com uma presença tão marcante e difícil de esquecer, junto com o perfume doce gostoso que usava.

—Posso me sentar?— deu uma risada maliciosa, a acompanhei.— No banco, ao seu lado. Posso?
—Claro, fique à vontade, tini.
Passamos algumas horas conversando. Ela era uma boa pessoa. Professora de Inglês em uma escola particular, nas horas vagas, dançava. Contou-me que era uma grande fã minha, falando que pelas músicas ser tão "feminista" ao ver dela, e isso combinava com ela. Eu ainda me sentia desconfortável ali, parecia que algo nela me ofuscava de tudo, e eu não costumava me sentir assim. Ela se sentia, mas não no modo ruim. Ela era independente, uma mulher verdadeiramente empoderada, e que tinha o controle de suas ações.
A música alta atrapalhava nossa conversa, fazendo tini se aproximar toda vez que queria me falar algo, ou seja, sempre. Sua boca ficava tão próxima de meu ouvido que me dava certos arrepios, seu perfume doce fazia infestar o ar de um jeito bom, junto com toda a boa energia que ela oferecia. Percebi que ela estava distraída em alguém na pista de dança, segui o seu olhar para constatar que era uma ruiva natural que, muito provavelmente, estava dando em cima dela. Existia uma coisa em mim que insista em dizer que ela não era hétero, e isso estava ficando mais claro a cada observada que eu dava nela. Ela se vira novamente em minha direção, com um sorriso.
—Eu vou no banheiro, já volto.
Ela sai, rebolando, indo em direção contraria ao banheiro. Algo, novamente, me dizia que ela não iria ao banheiro, e, sim, falar com a ruiva sem sal. Certo, eu não tinha motivos para ficar com ciúmes dela, não éramos nada além de conhecidas. Pedi mais uma dose de vodca, e o barman logo me entregou, com um sorriso no rosto.
—Ela é sua namorada?— ele pergunta, limpando o balcão.
—O que? Não. É só uma conhecida.
—Então, por que fica olhando pra ela dar em cima de outra a cada cinco segundos?
Estava tão na cara assim? Porra, eu era fraca mesmo. Não que eu fosse lésbica, bissexual, ou gostasse de meninas, nada disso. É só uma atração comum, como se fosse um homem no lugar dela. O real problema era que não era um homem.
Respirei fundo ao ver ela se aproximando novamente, limpando o batom borrado, com um papel em mãos. Sorrindo, ela se sentou no mesmo lugar de antes, jogando o cabelo para atrás do ombro.

imagines - naden & variadosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora