Pogrzeb

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Não foi Hak quem os levou para o velório, foi um homem alto de cabelos claros com uma expressão preguiçosa. Ele não chegou a pensar que Naruto iria junto, mas ele estava sentado ao seu lado apropriadamente vestido num terno ocidental preto, tão concentrado enquanto digitava no tablet que Itachi não conseguia deixar de olhar.

Naruto olhava a tela com a testa levemente franzida, os lábios cheios um pouco crispados, parecendo um elegante homem de negócios. Itachi encostou o cotovelo na janela fechada para observar melhor, sem perceber que estava o encarando sem discrição.

Antes de aceitar o acordo com Naruto, Itachi queria esgotar suas opções, sendo assim, pensou em ficar na sua casa nesta noite e quem sabe, se desse sorte, não precisaria ver Naruto novamente.

Seria fácil se apenas Tajima tivesse morrido, mas sem a ajuda de Madara... Era meio irônico que um traficante de drogas tenha morrido de uma overdose. Seu tio lhe proibiu de usar qualquer tipo de droga quando ele tornou-se consciente delas, mas as palavras nem sempre vem acompanhada de exemplo.

Da janela aberta, uma brisa suave carregou o perfume das roupas que Naruto lhe emprestou para o velório, já que em sua mochila tinha apenas duas trocas de roupas discretas e não um terno ou sapato social. Inconscientemente, Itachi suspirou e quase imediatamente ouviu Naruto rir do seu lado.

-Eu ainda te faço suspirar, Moja piękna?

-Vá se foder.

Retrucou infantilmente e revirou os olhos. Esperava que Naruto voltasse a digitar no tablet, mas ele desligou o aparelho e virou para ele, dobrando uma das pernas no assento entre ele.

-Przepraszam za tamtą noc, ja...

-Fale no meu idiota - Itachi o cortou.

-Perdão?

-Fale no meu idioma. Eu não entendo polones.

-Ah me perdoe, em casa falamos polones o tempo todo, acabo falando minha língua materna quando fico nervoso - Naruto explicou constrangido - Eu sinto muito por aquela noite, Piękny. O que eu lhe disse ainda é verdade, eu...

-Chega, Naruto - Ditou com firmeza, encarando o desamparo em seus olhos com frieza - Eu sei que eu fui só uma foda, não precisa me lembrar disso.

-Eu não estou falando disso - Tentou explicar, mas o nervosismo fez sua fala tornar-se mais apressada - Você lembra o que eu lhe disse, mas não ouviu o que realmente importava. Me deixe dizer propriamente agora.

Desviou dos olhos dele, sentindo-se doente - Podemos ficar em silêncio? Minha cabeça está doendo.

-Wybacz mi (Me perdoe) - Disse com pesar e voltou a mexer no tablet.

Sua cabeça doía, seu abdômen doía, foi um longo dia. Itachi queria deitar e descansar, estava tão esgotado que dormiria confortavelmente até no chão se necessário. Pode apenas fechar os olhos poucos minutos, aproveitando para descansar no silêncio até chegar o momento que teria que agir como um Uchiha mais uma vez.

O jazigo da sua família fica numa colina atrás do complexo de casas dos Uchiha 's, entre árvores altas e perto de um sistema de cavernas que foram esculpidos para abrigar as cinzas do clã Uchiha. As árvores eram fortes e vigorosas graças às águas do rio que cortava o terreno, o som das águas aumentava ainda mais a impressão de calma daquele lugar.

Pelo vidro do carro ele viu quantas pessoas estavam reunidas e começou a ficar ansioso.

-Tem certeza que é seguro para você entrar lá?

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