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O pesado silêncio no complexo Uchiha naquela manhã em conflito com a urgência do começo de mais um dia foi deixado para trás assim que Shisui e Kurenai acordaram completamente, alguns minutos depois. Não perderam tempo demais olhando ao redor ou para os corpos deixados para trás, improvisaram curativos e saíram dali. Itachi assumiu o volante do carro, Kurenai foi ao seu lado enquanto Shisui e Kaiken mantinham Mikoto sob controle.
–Me contem o que aconteceu – Pediu e olhou brevemente para os dois – Temos tempo até chegar a casa dos pais do Naruto.
Kurenai e Shisui trocaram um breve olhar, decidindo de alguma forma que Shisui iria começar a explicação.
–Foi pura sorte, Oyabun. Recebemos uma mensagem do Juugo nos avisando que alguma coisa grande iria acontecer. Eu pedi a ajuda da Kurenai para tentar descobrir o que era.
–Por que vocês não me avisaram?
–Nós tentamos, oyabun – Kurenai explicou – Mas não conseguimos entrar em contato com você de nenhum jeito, muito menos com Naruto.
–Quando foi isso?
–No começo da noite.
Ouviu a resposta da prima e encontrou os olhos frios da sua mãe pelo retrovisor. Se os sinais de celular dele foram bloqueados de alguma forma, deveria ser impossível para Naruto receber aquela ligação.
–O que aconteceu depois? – Perguntou ao virar uma esquina, a mente fervilhando para dar sentido aos pequenos detalhes que desconsiderou por tempo demais.
Shisui continuou a relatar o que tinha acontecido – Quando não conseguimos contato, resolvi verificar as mensagens de todos, ver se esse problema estava acontecendo com mais alguém ou se alguém tinha informações de onde o senhor estava.
–Eu não sabia que poderíamos fazer isso.
–Ninguém sabia – Kurenai interveio quando viu Shisui balbuciar, talvez com medo do que Itachi acharia daquilo tudo – Desde que nossas cargas começaram a ser roubadas, Shisui deu um jeito de todas as mensagens enviadas pelos nossos homens passar por ele.
–Deu um jeito? – Itachi perguntou olhando o primo pelo retrovisor.
–É difícil explicar sem ser um completo nerd – Coçou a nuca e prosseguiu – Mas eu dei um jeito de filtrar as mensagens por algumas palavras chave. Eu estava checando essas mensagens quando notei que nunca vi uma mensagem da senhora – Apontou para Mikoto – O que é bem estranho, já que ela estava diretamente envolvida nos negócios.
–Foi aí que algo deu errado – Itachi adivinhou.
–Sim, eu subestimei a senhora – Respondeu cabisbaixo, olhando para a estrada correndo através da janela – Pouco depois que eu tentei acessar, ela apareceu no nosso escritório e nos prendeu.
–Entendi – Interrompeu antes que Shisui desse informações desnecessárias para Mikoto – Vocês agiram bem.
Kurenai segurou a tira do cinto de segurança, tentou se ajeitar melhor no assento, mas logo ficou claro que o desconforto não estava na sua posição ou no seu conforto. Ela enrolou e se mexeu mais nervosa, claramente queria perguntar algo e estava assustada demais para vociferar as palavras. Itachi também estaria naquele estado se visse tantos colegas mortos pelo chão.
–A filha do Naruto nasceu ontem – Começou a explicar quando pararam em um sinal vermelho.
Itachi apertou a nuca e acompanhou com os olhos uma mulher puxando a mão de uma garotinha. A menina arrastava atrás de si uma mochila com rodinhas. Toda a ansiedade que lutou para controlar nas últimas horas ameaçou desabar e ele avançou antes do sinal abrir totalmente, já que não haviam mais pessoas para atravessar.
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Pragnieinie
FanfictionHavia um acordo de paz assinado entre a máfia Uchiha - líderes do tráfego de drogas e a máfia Uzumaki, que controla o tráfego de armas de fogo. O clã Uzumaki, de imigrantes poloneses, é tão temido que até a polícia prefere manter distância. Na véspe...
