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‐ Ei, desculpa se fui grossa com você. - Patterson terminava de carregar o pente da sua pistola enquanto conversava com Tasha.
- Eu desculpo somente se você deixar eu escolher o filme hoje à noite. - disse se virando para William ‐ Ah! E eu quero escolher o jantar.
Patterson confirmou com a cabeça e colocou suas mãos em volta da cintura de Tasha selando seus lábios com os da morena.
- Tudo que você quiser, amor. - disse baixinho beijando novamente os lábios da sua namorada - Essa missão é arriscada, Albatroz é um hacker esperto e com certeza deve haver armadilhas nesse lugar que ele está... Me prometa que independente de que acontecer você não vai parar sua vida, ok?
- Do que você tá falando, amor? Ninguém vai morrer, você é muito boa no que faz, nada vai acontecer, tá me ouvindo? - Tasha tinha aumentando sua voz e se distanciado de Patterson - Não gosto quando você fala isso.
- Ei, babe, eu sei que nada vai acontecer. - se aproximou segurando suas mãos - Mas é algo que pode acontecer. Todas as missões são arriscadas só... me promete?
Zapata concordou com a cabeça e abraçou Patterson como se aquilo fosse o suficiente para sobreviver.
- Te quiero mucho.
- Te quiero más.
Logo Kurt apareceu para chamar as duas mulheres, já que toda a equipe estava pronta. No caminho, Patterson repassou o plano para a equipe e todos ouviram atentos.
- Eu e Zapata vamos direto para onde os computadores estão, no subterrâneo. Enquanto Jane e Kurt vão vasculhar a casa e Reade ficará de sobreaviso, não deve ser tão complicado. - Patterson deu de ombros e todos concordaram.
Zapata estava ao lado de Patterson enquanto adentravam a sala cheia de computadores e fios por todo lado. A loira deixou sua pistola em cima da mesa e se sentou digitando rapidamente em um dos teclados.
- Vou vigiar a porta. ‐ anunciou Tasha indo até a porta e ficando de guarda.
Um silêncio se instalou por alguns minutos, Tasha tentava não atrapalhar a concentração da namorada e só se comunicava com a equipe se fosse extremamente necessário.
- Não! - Patterson gritou se levantando bruscamente da mesa com as mãos na cabeça.
- O que aconteceu!?
‐ E-eu... Ativei o temporizador e iniciou a contagem regressiva, cinco minutos. Tasha, em cinco minutos todos os aviões em uma rota de cinquenta quilômetros irão cair. - explicou desesperada tropeçando em algumas palavras - Era uma armadilha o tempo todo.
As duas podiam sentir as batidas de seus corações quase saindo do peito, se olhavam paralisadas até que Weller gritou pela escuta para pensarem em alguma alternativa, já estavam entrando em contato com os funcionários do SIOC.
- Tem que haver um jeito! Muita gente vai morrer se esses aviões caírem. - a morena quebrou o silêncio.
- Tem um jeito mas... - Patterson voltou a digitar, seus dedos ferviam no teclado.
- Mas o quê? - Tasha perguntou impaciente.
- Olha, eu vou resolver isso mas preciso que você vá para a sala de cima e procure um cabo de rede vermelho lá. Pode fazer isso? - a loira perguntou e Tasha concordou com a cabeça e se virou para sair - Eu te amo muito! - Patterson gritou quando viu a mulher deixar a sala.
Nesse momento, Tasha ouviu a porta atrás de si se fechar bruscamente, trancando sua namorada lá dentro. Os olhos da morena arregalaram de desespero, socava a porta com todas as forças para tentar tirar a mulher de dentro quando viu uma luz forte e um calor imenso surgir. Estava tudo queimando, prestes a explodir e Patterson continuava trancada.
- A alternativa para desativar a contagem regressiva era queimar os servidores. - a loira disse baixinho pela escuta - Me desculpa.
E a sua imagem através da porta foi tomada pelos fios derretidos, o calor da porta fez com que Zapata se obrigasse a tirar a mão da superfície e as lágrima invadiram seus olhos. Tudo ficou embaçado, ela não conseguia ouvir nenhum som e ignorava o resto da equipe falando nos comunicadores. Ficou encarando a imagem da sala queimando sem ter visão de sua namorada e sem conseguir aceitar o que estava acontecendo, sua garganta gritou pelo nome da loira inúmeras vezes mas aquilo não apagaria o fogo.
- Zapata, ei! - Jane apareceu do seu lado chacoalhando seus ombros - Vamos sair daqui, esse lugar vai explodir a qualquer momento. - puxou a amiga que soluçava e insistia em ficar ali.
- NÃO! - gritou rouca - Tem que ter um jeito... - Tasha tentou se aproximar da porta mas foi impedida por Jane, que a arrastou para fora da casa.
Assim que saíram, ouviram o estrondo da explosão. Zapata já não conseguia respirar ou enxergar mais nada, não tinha mais forças para chorar. Um silêncio tomou conta do time, todos se juntaram num único abraço e as lágrimas silenciosas preencheram seus rostos, um grande vazio tomou conta de todos e, na memória de Tasha só se repetia a cena de sua namorada pedindo desculpas e sua imagem sumindo com o fogo.
Tempo depois, a equipe voltou ao SIOC, entraram e um silêncio absoluto se instalou no lugar. Reade não desfez seu abraço com Tasha o caminho todo e Jane segurava sua mão muito forte, a notícia já tinha se espalhado e ninguém ainda podia acreditar que aquilo realmente tinha acontecido. Lentamente todos os funcionários começaram a desligar os computadores e qualquer tela acesa, no laboratório, tudo ficou escuro e silencioso.
Zapata se desvencilhou de seus amigos ao ver aquela homenagem e sentou num canto qualquer, a única coisa que todos ouviam agora era seu choro ecoando baixinho por todo FBI.
- Você é a mulher da minha vida, Tasha. - a voz de Patterson e seu sorriso contagiante voltaram à memória da morena.
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Under Lies
RomanceTasha vivia feliz com a sua namorada até que algo horrível acontece
