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12. Descobertas

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NATASHA ROMANOFF

Era sexta feira, uma semana depois da noite de garotas na casa de Laura. Uma semana desde que Wanda tinha entrado na minha mente de uma maneira irreversível.

Tínhamos caído em uma rotina normal desde aquele dia. Pelo menos era isso que eu tentava aparentar quando estava por perto dela. Por mais que eu quisesse fugir novamente, havia chegado em um estágio onde vê-la e estar com ela era quase uma necessidade.

Os sorrisos, a forma como ela se inclinou em minha direção para colocar o número de telefone no meu bolso... todas essas coisas rodavam em minha mente dia após dia. Eu sabia onde isso estava indo e tinha certeza que era um caminho sem volta.

- Ei princesa! -cumprimentei Lila com um abraço quando ela saiu da escola. Eu tinha ido pega-la todos os dias dessa semana.

- Tia Nat, você precisa ver todos os desenhos que eu colori hoje! -ela disse com empolgação. - Prof. Maximoff disse que sou a melhor aluna da sala.

- Sempre soube que você era a melhor! -apertei sua bochecha rosada e ela riu.

Wanda estava com um sorriso, era difícil definir se ele estava direcionado à Lila, a mim ou à nossa interação. Ela gostava genuinamente da minha garotinha favorita, mas isso não era uma novidade. Era impossível não gostar desse pequeno ser.

Segurei a mão de Lila para finalmente falar com Wanda apropriadamente, aqueles eram os poucos minutos do nosso dia que passávamos juntas e eu queria aproveitar.

- Oi, Natasha! -ela cumprimentou parecendo um pouco tímida, totalmente diferente da mulher fatal de dias atrás.

-  Oi, Wanda. -respondi com um sorriso, adorando as diferentes nuances daquela mulher.

Meu celular tocou no bolso da minha calça, peguei-o rapidamente com a mão livre, vendo a notificação aparecer na tela inicial. Sorri para a mensagem, mas o bloqueei rapidamente, responderia quando chegasse em casa.

- Como Laura está? -ela perguntou e agradeci internamente por ter algum assunto que me mantivesse ali por mais alguns momentos.

- Pesada. -brinquei e ela riu, balançando a cabeça em negação. - Ela pediu para dizer a você que assim que o terceiro mini Barton sair, ela voltará a assumir o papel de mãe responsável com as atividades escolares desse pequeno monstrinho.

Era brincadeira, é claro. Nós duas sabíamos que Laura precisava de ajuda e eu estava mais do que disposta a fazer isso.

Antes que ela pudesse responder, meu celular tocou mais uma vez. Wanda me olhou com curiosidade e interesse quando o peguei mais uma vez para verificar a notificação.

- Interessante. -ela murmurou mais para si do que para mim, mas quando ergui uma sobrancelha questionadora em sua direção, ela foi obrigada a continuar. - Já faz uma semana que dei meu número a você e isso foi simplesmente ignorado. Achei que, talvez, você não fosse uma pessoa muito ativa com o celular, mas vejo que estava equivocada.

Ela parecia realmente chateada e eu não sabia ao certo como reagir àquilo. Sim, ela tinha me dado o seu número depois de eu provocá-la sobre isso na casa de Laura, mas eu nunca tinha sequer mandado uma mensagem de volta para que ela salvasse o meu.

Não é como se eu não quisesse, claro que a minha provocação não foi uma jogada intencional, mas gostei de vê-la mudar de atitude e se tornar mais confiante. Então, como eu disse, não é que eu não quisesse contatá-la, mas tinha medo de que isso minasse nossos encontros frente a frente.

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