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15. A Sua História - Parte 1

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WANDA MAXIMOFF

O fim daquela noite foi caótico, pelo menos para mim. Natasha se afastou do meu corpo com relutância, o que me aliviou e me colocou em desespero em partes iguais. Alívio porque eu sabia que não seria capaz de me controlar caso ela continuasse a me tocar e beijar daquela forma e desespero porque no momento que suas mãos estavam longe do meu corpo, senti a necessidade quase dolorosa de estar sob o seu toque novamente.

Saímos cedo no dia seguinte, nenhuma de nós trocando palavras além do necessário. Já no carro, o ambiente parecia pesado e sufocante.

- Certo, isso é ridículo. -ela bufou parecendo impaciente em certo momento. - Parece que estamos sempre andando um passo para frente e dois para trás. Sinto muito por tudo, Wanda. Principalmente por ter descontado minhas frustrações em você. Me desculpa?

Olhei para ela rapidamente, ela parecia totalmente sincera. Isso me abrandou um pouco, não tinha como negar. Natasha tinha razão, nossa situação era tão complicada, sempre parecendo regredir quando estávamos perto de fazer algum progresso.

- Sinto muito também, eu não deveria ter pensado que era você. -pausei por um momento, para ver se ela queria falar mais alguma coisa, quando ela se manteve calada, eu continuei. - Também sinto muito por ter saído para beber. Não quero parecer insensível.

Ela deu um risinho baixo, me deixando menos tensa.

- Tá tudo bem, Wanda. As pessoas bebem e, quando conseguem lidar bem com isso, é algo legal e divertido. Não é sua culpa que eu não consiga fazer o mesmo.

- Ainda assim... -freei minhas palavras, não querendo deixar o clima estranho mais uma vez.

Se eu não tivesse bebido, a minha noite com Natasha teria sido totalmente diferente e esse fato continuava martelando na minha cabeça, de novo e de novo e de novo...

- Só por isso que você vai se desculpar? -ela perguntou um pouco depois.

- Há algo mais pelo que eu deveria pedir desculpas? -indaguei curiosa.

- Você me bloqueou! -disse indignada.

Foi impossível não rir, o que só fez aumentar a carranca que ela já sustentava no rosto. Ela nunca deixaria isso passar, eu já havia percebido. O que Natasha não sabia era que ontem, antes de dormir, eu havia desbloqueado seu contato.

- Você mereceu. -dei de ombros, mas logo depois sorri para que ela soubesse que eu estava brincando. - Era isso ou mandar um emoji do dedo do meio para você.

Caímos em um clima verdadeiramente tranquilo depois disso, aproveitando a vista bonita que a estrada nos proporcionava, comentando algo aqui e ali. Não fizemos parada e, pouco mais de duas horas depois, eu estava estacionando o carro em frente a casa dos Romanoff.

Natasha me olhou com carinho, eu sabia que, apesar de tudo, o encontro com sua irmã tinha sido importante para ela. Eu estava feliz por tê-la acompanhado.

- Obrigada por tudo, Wanda. -ela disse quando desafivelou o cinto de segurança.

- Eu já disse a você, estou aqui para o que precisar.

Ela sorriu, balançando a cabeça em afirmação e se aproximou de mim, me dando um abraço longo e demorado. Eu sabia que o gesto era inocente, mas meu corpo inteiro entrou em alerta quando nos encostamos.

Natasha me segurou por mais tempo que o necessário, mas eu não estava reclamando. Seu calor era confortável e acolhedor e ali, entre seus braços, me senti protegida e segura.

- Eu sempre fui uma merda com o álcool, mas há uma coisa que sinto muita falta. -ela disse baixinho, sua boca muito próxima do meu ouvido.

- O quê? -questionei no mesmo tom, minha concentração totalmente comprometida por estar tão próxima dela.

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