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27. Ela Se Foi

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WANDA MAXIMOFF

Eu sabia que estava em um hospital antes mesmo de abrir os olhos. O cheiro característico e a dor em meu braço direito me inundaram de memórias nada agradáveis, mas dessa vez era diferente. Natasha, como da primeira vez que eu estive em um hospital dessa forma, foi a primeira coisa que passou pela minha mente, a diferença é que agora eu precisava desesperadamente vê-la.

- Natasha? -chamei seu nome tentando me situar no tempo e espaço, vendo minha mãe levantar da cadeira ao meu lado em uma questão de segundos.

- Filha você acordou! -seus olhos estavam mareados e ela me apertou entre seus braços, fazendo meu corpo doer e minha cabeça latejar, mas não me importei tanto com isso. - Eu fiquei tão preocupada. Achei que perderia você.

Eu podia sentir a dor na voz da minha mãe e desejei não tê-la feito passar por tudo isso. Devolvi seu abraço da maneira que consegui, e deixei que ela me segurasse contra si, como forma de proteção.

- Estou bem, mamãe. -sussurrei tentando tranquiliza-la. - Está tudo bem agora.

O equipe médica entrou não muito depois disso e todo o procedimento padrão de checagem começou. Eu estava tão ansiosa que era difícil me concentrar nas perguntas que eles me faziam. Pietro chegou logo em seguida, me abraçando e dizendo palavras reconfortantes e eu esperei ansiosamente o momento que Natasha entraria pela porta.

Esse momento nunca chegou, conforme os minutos passaram enquanto eu ainda era examinada, minha namorada nunca apareceu e aquilo me deixou em desespero.

- Pietro, cadê a Natasha? -perguntei quando desisti de esperar. - O que aconteceu com ela? Em que hospital ela está? Por favor, não mente pra mim!

Meu irmão meu olhou intensamente, suas mãos segurando as minhas e me mantendo no lugar. Alguns minutos depois a equipe estava fora, nos dando um pouco de privacidade e só então ele falou.

- A Natasha está bem, maninha. Ela teve alguns ferimentos, mas nada comparado a você. -ele me tranquilizou. - Ela... não está aqui. Teve alta há dois dias atrás.

Uma onda de alívio percorreu todo o meu corpo, saber que ela estava bem acalmava meu coração. Vivemos um horror naquela noite e, se eu for honesta, houveram diversos momentos que achei que não sairíamos vivas de lá, ou pior, que Natasha não sairia viva de lá.

- Eu preciso falar com ela. -pedi insistentemente. - Você pode avisá-la que eu acordei?

Conhecendo a minha namorada como eu conhecia, sabia que seria um momento difícil o que viria pela frente. Natasha provavelmente se culparia pelo que aconteceu e eu precisava deixar claro que não era sua culpa e que eu a amava mais que tudo.

Pietro e minha mãe se entreolharam e então me encararam com receio, parecendo procurarem as palavras certas para falarem.

- Filha...-minha mãe começou, mas Pietro a interrompeu.

- Eu vou ligar para o Clint avisando que você acordou. -meu irmão disse simplesmente. - Preocupe-se apenas em ficar bem, ok?

Depois disso uma enfermeira veio até mim com alguns comprimidos e trocou todos os meus curativos. Esperei pacientemente para que ela fizesse o seu trabalho, que não demorou mais do que alguns minutos. O médico retornou algum tempo depois, dizendo que fariam alguns exames e então, se tudo estivesse bem, eu poderia ter alta em alguns dias.

Nesse meio tempo, acabei dormindo novamente, sentindo meu corpo esgotado e minha cabeça doer. Aparentemente a fratura de crânio doía como o inferno e era algo que eu iria precisar me acostumar pelos próximos dias, até que tudo ficasse bem.

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